Política MT
Assembleia entrega Certificado de Responsabilidade Social
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou sessão solene para entrega dos Certificados de Responsabilidade Social nesta segunda-feira (3). Esta é a 13º edição da concessão do selo criado pela Assembleia Legislativa. No evento, também foram entregues moções de congratulações para os contadores e colaboradores das instituições certificadas.
Em 2018, 55 empresas, fundações, associações e cooperativas foram aprovadas para receber o certificado. A avaliação é feita pela Comissão Mista de Responsabilidade Social de Mato Grosso, que reúne representantes de diferentes entidades como OAB-MT, Conselho Regional de Contabilidade de Mato Grosso, além da Assembleia Legislativa.
O coordenador da comissão, Sérgio Ricardo Inui (Fiemt), explica que as instituições certificadas têm atuação em diferentes setores e realizam trabalhos sociais muito diversos. “São organizações que investem na educação de seus colaboradores, na educação da sociedade e também em lazer, corais. A gama é muito grande”, ilustra.
A comissão analisa o balanço social apresentado pelas entidades. O documento indica a qualidade das relações com os empregados, o cumprimento das cláusulas sociais, a participação dos empregados nos resultados econômicos e as possibilidades de desenvolvimento pessoal, além da forma de interação com a comunidade e a relação com o meio ambiente.
A maioria das instituições certificadas são veteranas. É o caso da Usina Barralcool, de Barra do Bugres, que recebeu o Certificado de Responsabilidade Social pela décima vez. “É uma alegria imensurável. Estamos há anos na expectativa de chegar a esse número”, afirmou o representante da empresa Newton Mariano Granja. Ele acredita que o diferencial da usina é oferecer a estudantes do município aulas de músicas no contraturno escolar.
Já a Energisa Mato Grosso foi agraciada pela primeira vez. “Para nós foi um prazer muito grande. Motivo de orgulho”, disse o diretor-presidente da concessionária, Riberto Barbanera. “Desde que chegamos a Mato Grosso trabalhamos para levar energia elétrica para todos”, destacou. Segundo Barbarena, o número de famílias sem luz elétrica era de 25 mil e caiu para oito mil. “A meta é fazer todas essas ligações até o fim de 2019”, finalizou.
A sessão solene foi presidida pelo deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM). “É uma grande honra certificar quem ainda acredita no ser humano e não busca só o lucro”, revelou. “Espero que essas 55 empresas inspirem outras para que possamos chegar a 60, 70 certificados nos próximos anos”, completou o parlamentar.
Veja abaixo as instituições contempladas na 13º Edição do Certificado de Responsabilidade Social de Mato Grosso:
1 Açobett Industria Metalica e Comércio Ltda
2 Açofer Indústria Comércio Ltda
3 Agro Amazônia Produtos Agropecuários S.A.
4 Amad – Associação Matogrossense de Atacadistas e Distribuidores
5 Amaggi
6 APDM-MT – Associação Para Desenvolvimento Social dos Municípios do Estado de Mato Grosso
7 Aprosoja – Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso
8 Associação Espirita Wantuil de Freitas
9 Áster Máquinas e Soluções Integradas Ltda
10 BPW Cuiabá – Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais
11 Caramuru Alimentos S.A.
12 Central Hidráulica Comércio de Peças Eireli-EPP
13 Clinemat Nefrológica de Mato Grosso Ltda
14 Conec – Conservadora de Elevadores Cuiabana Ltda
15 CRC-MT – Conselho Regional de Contabilidade do Estado de Mato Grosso
16 Data Med Ltda – Medicina Diagnóstica Doyon
17 Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato grosso
18 Energisa Mato Grosso – Distribuidora de Energia S/A
19 Famato – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso
20 Fato Cursos e Concursos Ltda-ME
21 Fundação André e Lucia Maggi
22 Grupo Cometa – Motos Mato Grosso Ltda
23 Hospital do Câncer de Mato Grosso
24 Hospital Santa Rosa
25 IAD – Instituto Assistencial de Desenvolvimento
26 Imagens Medicina Diagnostica Ltda
27 Instituto Canopus
28 Instituto Desportivo da Criança
29 Instituto Diagnostico em Anatomia Patologica Sociedade Medica
30 Inviolável Tangara Ltda
31 Iromat – Instituto dos Rodoviários do Estado de Mato Grosso
32 Médicos Associados Sociedade Médica / Hospital e Maternidade Santa Angela
33 Minerva Processamento de Dados Contábeis Ltda
34 Nascentes do Xingu Participações e Administração S.A.
35 O Boticário
36 Plastibras Indústria e Comércio Ltda
37 Refrigerantes Marajá S/A
38 Rodricouros Industria e Comercio de Couros Eireli
39 Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social – Setas
40 Senac-MT – Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial
41 Senai-MT – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
42 Senar-MT – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional do Mato Grosso
43 Sesc-MT – Serviço Social do Comércio
44 Sesc Pantanal
45 Sesi-MT – Serviço Social da Indústria de Mato Grosso
46 Sociedade Hípica Cuiabana
47 Unidep – Instituto Unificado de Educação e Pesquisa
48 Unimed Cuiabá
49 Unimed Rondonópolis
50 Unimed Vale do Sepotuba Cooperativa de Trabalho Médico
51 Univida – Plano de Auxilio Funeral Eireli
52 Usina Barralcool S/A
53 Usinas Itamarati S/A
54 Vitória Régia Água Mineral Ltda / Puríssima Água Mineral Natural
55 Votorantim Cimentos S/A
Política MT
Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização

O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.
Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.
A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.
Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.
Concessão assinada
O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.
“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.
A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.
Política MT
Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

Foto-Assessoria
Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.
A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.
“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.
O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.
“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.
A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
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