Mato Grosso
Pró-Família atende 23 mil famílias em Mato Grosso e movimenta economia local
O Programa Pró-Família é a maior rede de proteção e inclusão social do Estado de Mato Grosso com alcance de 99% dos municípios. Ao todo 23 mil famílias e 3.077 profissionais recebem o benefício. O investimento mensal é de 2.323.800,00 para as famílias de 140 municípios.
O valor destinado às famílias – o cartão Pró-família dá direito a um crédito de R$100 por mês em alimentos – fomenta a economia local. Em todo estado são mais de 800 estabelecimentos credenciados.
“O cartão Pró-família é uma nova forma de fazer um cofinanciamento da Assistência Social. Com o repasse de R$ 100 para as famílias, diminui muito a busca por cestas básicas nas secretarias de assistência dos municípios. Além disso, a família tem autonomia e opção de escolha para a sua compra. Isso é empoderar quem mais precisa e também aumenta a renda dos comerciantes, que atendem o programa”, afirma Mônica Camolezi, secretária da Setas.
Após um ano de implantação do programa cerca de 230 famílias já tiveram sua realidade mudada, saindo da extrema pobreza.
“Um exemplo disso é de uma beneficiária de São José do Povo, do polo de Rondonópolis, que devolveu o cartão, pois passou no concurso da prefeitura municipal e se tornou colega de trabalho da Assistente Social do município e técnica de referência que a atendia. Hoje ela está lotada na Secretaria Municipal de Assistência Social”, comenta Jennifer Jeronymo, coordenadora do Programa Pró-Família da Setas.
A aposentada Maria Justina Ferreira, de 75 anos, é uma das beneficiadas do Pró-família no município de Lucas do Rio Verde, onde 199 famílias foram incluídas no programa. A inclusão da dona Maria representa a garantia da segurança alimentar e principalmente o acompanhamento social feito pela rede de proteção social, formada pelas agentes comunitárias de saúde e assistentes sociais.
A inclusão dos idosos é uma das prioridades no programa. Em Lucas do Rio Verde, 25 idosos foram beneficiados. Eles passam a ser prioridade nos programas sociais e recebem todo o acompanhamento da rede de proteção social. “A agente de saúde que já visitava a minha casa viu que eu precisava de uma ajuda. A minha aposentadoria é pouca e sempre estava faltando algo. Agora, eu tenho esse apoio pra comprar as frutas e verduras. Também as meninas do CRAS que estão sempre cuidando de mim”, contou a aposentada Maria Justina.
O cartão Pró-família pode ser utilizado pelos beneficiados exclusivamente para o consumo de gêneros alimentícios, não podendo ser utilizado para bebidas e tabaco. Além dos benefícios o programa também promove qualificação profissional continuada.
Um bom exemplo é a cidade de Rondonópolis (222 km ao Sul de Cuiabá), que ampliou em 4.482 o número de famílias incluídas no Cadúnico (Cadastro Único de Programas Sociais), que é a porta de entrada para 20 políticas públicas.
Rondonópolis possui 222.316 habitantes e tem atualmente 36.102 famílias cadastradas no CadÚnico. Em 2016, o número era de 31.620 cadastros. A ampliação do cadastro só foi possível por meio da busca ativa realizada pela equipe dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) para atender a metodologia do Pró-família.
A secretária municipal de Assistência Social, Marcia Rotili, enfatiza que os recursos investidos na Assistência Social, seja o aporte federal, estadual ou municipal, fazem girar um montante de quase R$ 7 milhões no município. Segundo a gestora, esse resultado é devido a ampliação dos serviços de busca ativa, realizado pela equipe técnica, potencializado após adesão ao programa Pró-família.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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