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Mato Grosso

Sinfra apresenta à ALMT investimentos de R$ 4,5 bilhões em asfalto e pontes

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A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística apresentou nesta terça-feira (06.06), aos deputados da Comissão Permanente de Infraestrutura Urbana e de Transporte da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), um balanço das ações desenvolvidas nos últimos quatro anos e o planejamento para os próximos quatro.

O secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, destacou um investimento de R$ 4,5 bilhões no asfaltamento e na recuperação e construção de pontes em rodovias estaduais. Ainda, apresentou as obras realizadas em parceria com os municípios, finalização de obras das Copas, concessões e o planejamento interno da Sinfra-MT.

“Mato Grosso tem a maior malha rodoviária estadual do país e por isso nós temos inúmeros desafios. Nos últimos 40 anos, a produção de grãos do estado subiu de 700 mil para 90 milhões de toneladas. É muito difícil acompanhar esse crescimento, mas nós temos conseguido superar uma série de obstáculos”, afirmou Marcelo.

Entre janeiro de 2019 e dezembro de 2022, a Sinfra-MT afastou 2.505 km de rodovias, recuperou 2.141 km de asfalto e entregou 153 pontes de concreto. Além disso, mais 2.434 km de asfalto estão com obras contratadas, junto com 1.722 km de restauração e 45 pontes com obras em andamento.

Outro número destacado foi a realização de convênios com os municípios. Por meio da Sinfra-MT, o Governo de Mato Grosso formalizou 807 parcerias, prevendo uma transferência de R$ 2,4 bilhões. São recursos utilizados para asfaltar e recuperar ruas dentro da cidade, construir praças, equipamentos públicos e oferecer bons serviços para a população.

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A parceria com os municípios continua com o fornecimento de máquinas, substituição de pontes de madeira por aduelas de concreto, além do Programa Ser Família Habitação, que vai construir casas para famílias carentes, e o Programa MT Iluminado, que tem o objetivo de substituir todos os pontos de iluminação pública de Mato Grosso por luminárias de LED.

“Nós falamos muito de rodovias, mas, apesar de termos feito muitas obras em rodovias, a Sinfra-MT não é só rodovia. Temos obras nas cidades, de iluminação, de habitação. E temos também as obras que foram planejadas para a Copa do Mundo e que, por determinação do governador Mauro Mendes, trabalhamos para que todas sejam entregues”, completou Marcelo de Oliveira.

O secretário ainda agradeceu a parceria dos deputados estaduais, que aprovaram leis e reformas propostas pelo Poder Executivo, que viabilizaram o Estado de Mato Grosso.

Presidente da Comissão de Infraestrutura, o deputado Valmir Moretto agradeceu a presença do secretário e de todos os adjuntos da Sinfra-MT, e elogiou o trabalho de planejamento e a transparência na apresentação dos dados. “Foram três horas e 11 minutos prestando contas à população de Mato Grosso, com uma explanação que não deixou dúvidas. Parabéns e sabemos que os desafios não vão terminar”, disse.

Para a deputada estadual Janaína Riva, a atual gestão vai deixar um legado para a infraestrutura. “Nós estamos ficando mal acostumados com a pujança da Sinfra-MT. Passamos muito tempo sem ver obras, mas agora já temos prefeitamente acostumados com esse novo ritmo, e isso aumenta as cobranças. A Sinfra-MT é uma secretaria que dá retorno e atende todo mundo”, afirmou.

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“Eu ando em todas as estradas e vejo que a Sinfra-MT é uma secretaria muito atuante e eu não sei como é que tem conseguido atender tudo o que é pedido”, opinou o deputado Estadual Dilmar Dal Bosco.

O deputado Sebastião Rezende destacou a atuação da Assembleia Legislativa e elogiou a coragem do Governo para estadualizar a BR-174 e resolver o problema que afligia a população da região Noroeste. Já o deputado Cláudio Ferreira enalteceu o trabalho do Governo em empreender novas estradas.

Ao fim da reunião, Moretto encaminhou um pedido para que a Sinfra-MT apresente a ferramenta Central Infra para os deputados estaduais, e que sejam debatidas as possibilidades de melhorias para as rodovias vicinais dos municípios.

Estiveram presentes na reunião os secretário adjuntos da Sinfra-MT, Nilton de Britto, de Obras Rodoviárias, Joelson Matoso, de Logística e Concessões, Rafael Detoni, de Gestão e Planejamento Metropolitano, Rafaela Damiani, de Cidades, Isaac Nascimento Filho, de Obras Especiais e Fernanda Moreira, adjunta sistêmica, além de superintendentes e outros servidores da pasta.

Fonte: Governo MT – MT

Mato Grosso

Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.

Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.

No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.

Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.

“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.

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Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.

No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.

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Mato Grosso

Leis de Sinop e Alta Floresta são consideradas inconstitucionais

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou a inconstitucionalidade de normas editadas pelos municípios de Sinop e Alta Floresta, em ações diretas de inconstitucionalidade que contaram com a atuação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). As decisões reforçam a necessidade de observância dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública e o processo legislativo.

Um dos casos que o TJMT julgou procedente envolve o município de Alta Floresta, em ação proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso contra a Lei Municipal nº 2.938/2024, que disciplinava a regularização de loteamentos rurais destinados a atividades como agricultura familiar, lazer e turismo.

Na análise do processo legislativo que resultou na norma, o Tribunal identificou vício formal decorrente da ausência de participação popular. A legislação urbanística exige a realização de audiências públicas e mecanismos efetivos de consulta à sociedade, especialmente quando há alterações no uso e na ocupação do solo. A inexistência dessas etapas compromete a legitimidade democrática da norma.

Também foi reconhecida a ocorrência de invasão de competência legislativa da União, uma vez que o município estabeleceu regras para o parcelamento do solo rural sem observar exigências previstas em legislação federal, como a necessidade de prévia audiência do Incra.

No campo material, a lei foi considerada incompatível com a ordem constitucional por dispensar a realização de estudo prévio de impacto ambiental para a regularização dos loteamentos. O Tribunal destacou que esse tipo de empreendimento gera impactos significativos e exige avaliação técnica prévia, sob pena de risco ao meio ambiente e à qualidade de vida da população.

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Já em ação envolvendo a Lei nº 3.644/2026, do município de Sinop, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela procedência do pedido, apontando a existência de vícios tanto de natureza formal quanto material na norma questionada.

Na manifestação encaminhada ao TJMT e acolhida no julgamento, o MPMT sustentou que a lei, de iniciativa da Câmara Municipal, interferiu indevidamente em matéria cuja iniciativa legislativa é privativa do chefe do Poder Executivo.

Segundo o parecer, a Constituição Estadual estabelece que compete exclusivamente ao prefeito propor leis que tratem do regime jurídico dos servidores públicos, incluindo aspectos relacionados ao provimento de cargos e à organização administrativa.

Diante do conjunto de irregularidades, o Tribunal de Justiça declarou a inconstitucionalidade integral das leis.

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Mato Grosso

MP recomenda suspensão de aumento na tarifa de água em Cuiabá

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Consumidor de Cuiabá, recomendou à concessionária Águas Cuiabá a suspensão do reajuste de 11,93% nas tarifas de água e esgoto, previsto para entrar em vigor no dia 27 de junho, próximo sábado.

A recomendação é assinada pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos e tem como finalidade evitar impactos no orçamento da população, especialmente entre consumidores em situação de maior vulnerabilidade.

“O acesso à água é um serviço essencial e deve ser garantido de forma adequada e acessível. Um reajuste dessa magnitude pode comprometer o orçamento das famílias, especialmente das mais vulneráveis”, destacou a promotora.

O reajuste foi autorizado após decisão arbitral que reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão.

No entanto, o Ministério Público avalia que a medida pode gerar impactos econômicas significativos para os consumidores da capital.

Na recomendação, a promotoria orienta que a empresa reavalie a aplicação do aumento e, de forma voluntária, deixe de implementá-lo. Caso entenda pela impossibilidade de suspensão, a concessionária deverá, em conjunto com o poder concedente, adotar medidas para minimizar os impactos financeiros decorrentes do reajuste.

Além disso, o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar os aspectos relacionados à decisão arbitral que resultou na definição do índice de reajuste.

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A Águas Cuiabá deverá apresentar, no prazo de cinco dias, manifestação formal sobre o acatamento da recomendação, acompanhada das providências eventualmente adotadas.

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