Mato Grosso
Programação da Virada Sustentável em Cuiabá contempla mais de 50 atividades

Nesta semana o maior festival de sustentabilidade da América Latina chega a Cuiabá com mais de 50 ações gratuitas, distribuídas por diversos pontos da capital. Entre os dias 4 e 8 de junho, a Virada Sustentável Mato Grosso movimenta a cidade com performances, mostra de cinema ambiental, intervenções, contação de histórias, apresentações de teatro, dança, circo e música.
Além das ações artísticas, a programação conta ainda com oficinas, palestras, trilhas e visitas guiadas que têm vagas limitadas por atividade e então, recomenda-se realizar inscrição via formulário online (acesse aqui –https://bit.ly/VSCuiaba). O evento é realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto Virada Sustentável e parceiros.
A partir do dia 5 de junho, o festival celebra o Dia do Meio Ambiente, intensificando seu ciclo de atividades. É na quinta-feira (5) que as “donas do pedaço” do Parque das Águas ganham duas companhias especiais: duas esculturas infláveis de capivaras, mãe e filha, com 8 metros e 3 metros de comprimento, respectivamente.
A instalação “Bio-inflada”, do paulistano Eduardo Baum, pode ser visitada diariamente, até o dia 8 de junho. Com as obras de arte, o artista tem o propósito de deslocar a atenção do público para o protagonismo silencioso de espécies como a capivara, que por exemplo, são dispersoras de sementes e ajudam na manutenção do equilíbrio ambiental.
Outro destaque do evento é uma exposição do precursor da fotografia de natureza no Brasil, Araquém Alcântara, que ficará em cartaz também entre os dias 5 e 8 de junho, atrás do coreto do Parque Mãe Bonifácia, das 6h às 18h. A mostra busca sensibilizar o público para a preservação da biodiversidade ao revelar em sua plena exuberância os três principais biomas presentes no território mato-grossense: Amazônia, Cerrado e Pantanal.
A programação completa da Virada Sustentável está disponível no site oficial https://viradasustentavel.org.br/cuiaba/
Programação Plural
Em outro ponto da capital, no Parque Massairo Okamura, na quinta-feira (5) também tem atividade no Parque começando cedo. Às 6h tem trilhas de observação de vida silvestre e de aves, com os especialistas Dalci Oliveira e Miguel Ângelo, respectivamente. Na sequência, tem a performance “Ritual é Ancestral”, seguida de roda de conversa com a artista indígena Kaya Agari, no Centro de Educação Ambiental do parque.
Outras atividades serão realizadas no Museu de História Natural e ainda, na Universidade Federal de Mato Grosso, onde às 16h, a curadora da exposição “Memória Biocultural”, Ruth Albernaz, realiza visita guiada. A mostra reúne 88 obras de 50 artistas e tem projeto expográfico que dialoga com as paisagens e cores do Cerrado, da Amazônia e do Pantanal, convidando o público a repensar suas relações com o ambiente, a arte e a memória. Já na sexta-feira (6), o dia começa com um papo sobre sustentabilidade e a construção de um futuro mais justo e equilibrado, às 8h no Horto Florestal.
No sábado (7), a programação se intensifica no Parque Zé Bolo Flô, com atividades que exaltam a cultura tradicional ribeirinha. Por exemplo, espetáculos e oficinas dedicadas a manifestações culturais como o siriri e cururu, com o Flor Serrana e Mestre Alcides, além de cerâmica com bichos pantaneiros e do Cerrado.
Mais tarde as atenções se voltam para o Parque das Águas com performances musicais, a partir das 19h30, do Buriti Nagô, Santian, Estela Ceregatti e Sasminina.
No domingo (8), o Parque Mãe Bonifácia é tomado por atividades diversas, como voltadas ao bem-estar e qualidade de vida, além de ações culturais. “Caminhada Afro – Rota da Mãe Bonifácia” começa às 9h30 atrás do Coreto do parque, com intervenções artísticas e performances exclusivas em homenagem à memória negra e à personagem histórica central do evento: Mãe Bonifácia.
Além de diversas performances cênicas, o festival encerra com o Concerto Popular “Cantando Nossa Terra”, com Vera Capilé, Roberto Lucialdo e o Núcleo de Cordas da Orquestra Sinfônica da UFMT, às 16h30, na Concha Acústica do Parque Mãe Bonifácia.
A Virada Sustentável Mato Grosso 2025 conta com apoio do Governo Federal via Lei de Incentivo à Cultura e patrocínio da Rumo Logística, através do Instituto Rumo.
Recebe ainda apoio da Prefeitura de Cuiabá, Prefeitura de Rondonópolis, Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Secretaria de Estado de Educação (Seduc), TV Centro América, Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Museu de Arte e Cultura Popular, Cineclube Coxiponés, Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Sesc e Ministério do Meio Ambiente.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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