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Aplicativo Zarc Plantio Certo ajuda produtor a saber qual a melhor época do ano para plantar
Produtores rurais e outros agentes do agronegócio poderão acessar por meio de tablets e smartphones, de forma mais prática, as informações oficiais do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ferramenta utilizada para orientar os programas de política agrícola do governo federal. O aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Informática Agropecuária (Campinas/SP), foi lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) durante o anúncio do Plano Safra 2019/20, na última terça-feira (18).
>> Acesse aqui o aplicativo
Uma das principais bases de informação para o planejamento da produção, o Zarc é executado pela Embrapa e parceiros há mais de 20 anos. Baseado em séries históricas, ele permite identificar as janelas de plantio em que há menor chance de frustração de safra devido a eventos climáticos adversos para mais de 40 culturas agrícolas e sistemas de produção, em todos os municípios do território nacional. O atendimento às recomendações do Zarc é obrigatório para o agricultor acessar os recursos do Programa de Garantia de Atividade Agropecuária (Proagro), do Proagro Mais, destinado à agricultura familiar, e do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).
O aplicativo móvel atende a um conjunto de ações da Secretaria de Política Agrícola do Mapa para a modernização do Zarc. Até então, as informações do zoneamento eram divulgadas somente por meio de tabelas publicadas em portarias do Diário Oficial da União ou no portal do Mapa. Com o aplicativo, a consulta passa a ser mais rápida e de fácil compreensão. O usuário seleciona quatro variáveis: município, tipo de solo, cultura e ciclo da planta. A partir daí, o sistema apresenta a época do ano mais indicada para a semeadura e as taxas associadas de risco de perdas – até 20%, 30% e 40%.
“O aplicativo vai facilitar muito a vida do produtor, porque ele vai ter um acesso muito mais fácil, simplificado e amigável aos dados do Zoneamento Agrícola de Risco Climático. O Zarc é uma ferramenta que indica o risco de plantio de diversas culturas em diferentes solos, conforme a data do plantio. Isso hoje é publicado no Diário Oficial da União e vai para a internet, mas não é amigável, são muitas tabelas, muitos números. O aplicativo da Embrapa vai tornar esse dado muito mais acessível aos usuários”, disse o secretário de Política Agrícola, Eduardo Sampaio Marques.
Além de trazer as informações do Zarc, o aplicativo contempla dados disponibilizados pelo sistema Agritempo e pela plataforma AgroAPI Embrapa, oferecendo análises mais detalhadas sobre as condições de armazenamento de água no solo a partir da data de semeadura informada pelo usuário. Também é possível visualizar os dados sobre precipitação, número de dias sem chuvas e as temperaturas mínima e máxima, por decêndios.
A adoção do zoneamento no processo de contratação de seguro pelos produtores rurais visa a diminuir a exposição ao risco climático e minimizar prejuízos. De acordo com o coordenador do Zarc e pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária, Eduardo Monteiro, a atividade agropecuária é afetada constantemente por diversos tipos de riscos que resultam em perdas anuais da ordem de bilhões de reais. “Dados de um estudo recente coordenado pelo Banco Mundial, Ministério da Agricultura e Embrapa mostram que o Brasil perde R$ 11 bilhões por ano devido a eventos extremos”.
Com relação ao Proagro, entre 1996 e 1998, quando o zoneamento foi implantado pela primeira vez de forma não obrigatória, o Banco Central registrou um índice médio de perdas de 11,5% nos contratos que não seguiram as recomendações – em alguns estados passou de 19%. Para aqueles que seguiram a indicação do Zarc, naquela época, o índice de perdas foi de 2,73%. A partir de 1998, as indicações do zoneamento se tornaram obrigatórias. “Na safra 2016/17, por exemplo, o valor gasto pelo Proagro foi de R$ 1,06 bilhão para um índice de perdas de 5,8%. Em relação aos índices de perda que ocorriam antes da adoção do Zarc, isso representaria, somente nessa safra, uma economia próxima a R$ 1 bilhão em perdas evitadas”.
A cada ano, o Zarc passa por atualizações dos seus suportes tecnológicos e metodologias e realiza a inclusão de novos fatores de risco e culturas analisadas – um trabalho que envolve especialistas de todo Brasil e uma equipe de processamento computacional e modelagem que viabiliza a geração das informações em larga escala. “Para ampliar ainda mais o alcance da securitização na agricultura é preciso diminuir os custos e melhorar o enquadramento dos perfis de risco de cada produtor e sistemas de produção”, ressaltou Monteiro.
Além de reduzir o risco, a ferramenta busca potencializar a produtividade e tem contribuído também para induzir a adoção de novas tecnologias e de melhores práticas agrícolas. “Já existem estudos que mostram como a publicação do Zarc facilita o acesso de produtores ao crédito rural, pela garantia dada pelo Proagro ou PSR, e como as orientações do zoneamento induzem a qualificação e a tecnificação do setor produtivo, com mudanças significativas no seu perfil de produção”.
O aplicativo Zarc Plantio Certo foi desenvolvido para o sistema operacional Android e está disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos.
Mais informações à imprensa[email protected]
Telefone: +55 (19) 3211- 5806
www.embrapa.br/informatica-agropecuaria
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“A Carne do Futuro” será tema de simpósio nas principais cidades de Mato Grosso
Evento reunirá mais de 2 mil produtores, pesquisadores e especialistas em Cuiabá e Rondonópolis

Foto- Assessoria
Com o tema “A Carne do Futuro”, o 12º Simpósio Nutripura, um dos mais importantes encontros da pecuária brasileira, acontecerá entre os dias 19 e 21 de março de 2026, com um dia de campo no Centro de Pesquisa Nutripura (CPN), em Rondonópolis, e outros dois dias de palestras e painéis em Cuiabá, no Buffet Leila Malouf, espaço referência em eventos no estado.
O simpósio reunirá mais de 2 mil participantes, entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresas do agronegócio, em uma programação voltada à inovação, sustentabilidade e tendências nos principais mercados globais da carne brasileira.
Entre os nomes confirmados estão José Luiz Tejon, referência em marketing agro e comportamento do consumidor, Alexandre Mendonça de Barros, economista e especialista em cenários agropecuários, além de Moacyr Corsi, Flávio Portela e Luiz Nussio, professores da Esalq/USP reconhecidos por suas contribuições em nutrição, manejo e produção animal.
O Dia de Campo abrirá a programação com demonstrações práticas de tecnologias aplicadas à nutrição, manejo e bem-estar animal. Já os painéis técnicos e debates em Cuiabá contarão com especialistas para discutir os avanços da pecuária brasileira em inovação, sustentabilidade e rastreabilidade. O encerramento contará com o tradicional churrasco oferecido pela Nutripura, momento de networking e celebração da cultura da carne.
As inscrições já estão disponíveis no site www.nutripura.com.br/simposio.
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Exportação de carne suína de Mato Grosso bate recorde histórico em 2024

Foto- Assessoria
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Dia do Agricultor (28/7): produção de grãos deverá atingir 330 milhões de toneladas na próxima década
Ministério da Agricultura prevê crescimento de 27% no setor até 2031; soja, milho, algodão e trigo puxam a evolução do setor

Foto: Assessoria
Enquanto outros setores produtivos mostraram dificuldades para crescer durante a pandemia, o agronegócio brasileiro “puxou para cima” o PIB nacional em 2020 – e deve continuar o bom desempenho também na próxima década. Segundo o estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2020/21 a 2030/31, realizado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, a produção de grãos no Brasil deverá atingir mais de 330 milhões de toneladas nos próximos dez anos, uma evolução de 27%, a uma taxa anual de 2,4%. Soja, milho, algodão e trigo deverão se manter como os grandes protagonistas no campo.
O levantamento concluiu ainda que o consumo do mercado interno, o crescimento das exportações e os ganhos de produtividade, aliados às novas tecnologias, deverão ser os principais fatores de expansão do agronegócio brasileiro, que representou, no ano passado, mais de 26% de todo o produto interno bruto do país.
Na contramão
O setor de farinha de trigo, por exemplo, foi fortemente impactado pelo aumento no consumo de pães e massas no mercado interno durante a pandemia, e teve um crescimento de 9% no faturamento do ano passado, segundo estudo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados).
E a tendência seguiu assim no primeiro trimestre de 2021. A Herança Holandesa – linha de farinhas de trigo da Unium, marca institucional das indústrias das cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal – registrou no período, uma produção de 36,6 mil toneladas de farinha de trigo, e um faturamento que ultrapassou os R$ 67 milhões, números robustos para o setor no estado. “Os primeiros meses do ano foram muito positivos para o moinho da Unium. Nossa estimativa de produção para 2021 é de 140 mil toneladas, mesmo com um segundo semestre mais desafiador, com o preço do dólar influenciando no custo da matéria-prima”, explica o coordenador de negócios do moinho de trigo da Unium, Cleonir Ongaratto.
Dividida entre farinha e farelo de trigo, a produção da Unium não foi interrompida durante o período mais crítico do isolamento social, e a companhia conseguiu ainda investir R$ 756 mil em seus produtos em 2020. Ongaratto afirma que o principal objetivo foi garantir que todos os clientes fossem atendidos e que os supermercados estivessem abastecidos. “E a tendência é que continuemos dessa forma. Temos um estudo para uma duplicação da moagem no moinho da Herança Holandesa, que deve ser aprovado pela diretoria da Unium ainda este ano, pois acreditamos que o setor continuará crescendo no futuro”, finaliza o coordenador.
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