Mato Grosso
BR-163: a cada 30 horas, é registrado um acidente envolvendo motoristas que deixam o local sem prestar socorro
Número de pessoas que deixam o local do acidente de trânsito reduziu 10% no último ano
O número de pessoas que deixam o local do acidente de trânsito reduziu 10% na BR-163 no último ano. Ainda assim, em média, uma ocorrência de evasão é registrada a cada 30 horas no trecho de 850,9 quilômetros sob concessão da Rota do Oeste. A quantidade de feridos e mortos também diminuiu, de acordo com o levantamento da Concessionária. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o motorista que se afasta do local do acidente pode ser punido com pena de multa ou detenção de seis meses a um ano.
O relatório da Rota do Oeste demonstra que de 1º de janeiro a 30 de novembro de 2019 foram registradas 262 ocorrências em que o motorista deixou o local do acidente antes da chegada do resgate ou da Polícia. Esses casos deixaram 100 feridos e quatro mortos. No mesmo período do ano passado, foram atendidos 290 acidentes, com 122 feridos e seis mortos, em que pelo menos um dos envolvidos não foi localizado pelas equipes da Concessionária.
O gerente de Operações da Rota do Oeste, Wilson Ferreira, pontua que ao deixar o local do acidente, o motorista pode estar contribuindo para um agravamento do quadro de saúde de vítimas, visto que, na maioria das vezes, o socorro pode levar mais tempo para ser acionado.
“Todas as pessoas que dirigem devem ter a consciência de que estão sujeitas a se envolverem em acidentes. E quando isso acontece, a melhor conduta é chamar auxílio e prestar apoio, caso tenha algum ferido. O tempo pode ser um aliado ou um inimigo em ocorrências com vítima. Quanto mais rápido o socorro for chamado, maiores as chances de salvar vidas e diminuir os danos à saúde”.
No trecho sob concessão da BR-163, as equipes de atendimento e resgate podem ser acionadas por meio do 0800 065 0163, nas bases de atendimento ao usuário, nas praças de pedágio ou mesmo pelos funcionários da Rota do Oeste, que atuam na inspeção da rodovia. Na avalição do gerente de Operações, a redução dos casos de evasão no trecho sob concessão pode estar relacionada à presença da Concessionária na rodovia.
“O motorista que percorre a BR-163 sabe que conta com esse auxílio da Rota do Oeste em casos de emergência ou de acidentes. Isso reflete em maior segurança para permanecer no local do acidente. Por outro lado, sabemos que muitos deixam o acidente sem prestar socorro por medo de represália ou mesmo por estarem dirigindo em desacordo com o CTB. Mesmo nessas situações, o motorista deve ter a consciência de que pode salvar uma vida com o simples acionamento do resgate”, afirma Ferreira.
CTB – Os artigos 304 e 305 do CTB apontam como crime a prática de não prestar socorro às vítimas ou deixar o local do sinistro, mesmo não existindo feridos. Como forma de garantir assistência médica às vítimas, o artigo 301 do CTB veda a prisão em flagrante e exigência de fiança ao motorista envolvido em acidente que resulte em vítima, desde que preste “pronto e integral” socorro.
Vale destacar que prestar socorro não significa mexer na vítima, mas sim acionar os serviços que têm condições de realizar o atendimento sem causar mais danos à saúde dos envolvidos. Além disso, existindo um risco à segurança do motorista, ele pode entrar em contato com a Polícia para informar o ocorrido, relatando o motivo pelo qual deixou o local do acidente.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
Empresa do agronegócio genuinamente do agronegócio brasileira nacional lança de três novos produtos
-
Rondonópolis03/08/2026 - 08:12Exposul começa hoje com expectativa de recorde de público
-
Rondonópolis03/08/2026 - 12:43Liquidaqui consolida Rondonópolis em uma grande campanha de consumo local
-
Rondonópolis03/08/2026 - 15:45Rondonópolis|Após apenas uma empresa se cadastrar e estar inapta, licitação terá que ser remarcada
-
Agro News03/08/2026 - 13:43Falta de aviso sobre seguro agrícola pode gerar indenização ao produtor
-
Artigos03/08/2026 - 14:08A cidade começa na calçada
-
Rondonópolis04/08/2026 - 18:09Sindicato Rural de Rondonópolis e Senar MT disponibilizam espaço para pequenos produtores na 52ª Exposul
-
Mato Grosso04/08/2026 - 18:004º ENCONTRO DE COOPERATIVAS NORTOX
-
Mato Grosso04/08/2026 - 19:53Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano









