Mato Grosso
Câmara desenvolve Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional
Dez secretarias responsáveis por desenvolver o Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Estado de Mato Grosso estão reunidas na Câmara Intersecretarias de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan-MT) sob a coordenação da Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas-MT).
A intersetorialidade permitirá que as secretarias otimizem recursos e ampliem o atendimento à população. “A Caisan é a gestão estadual reunida avaliando as ações de cada secretaria para entrelaçar essas ações com foco nas vulnerabilidades alimentares. O objetivo é otimizar as ações e os recursos por meio do diálogo, pois será colocado em uma mesma mesa todos os interesses”, explica Aparecido Cavalcante, secretário executivo da Caisan e superintendente de Inclusão Social da Setas.
Um exemplo disso foi a escolha do projeto de banco de alimentos, no estado já havia projetos em andamento em três secretárias. Aparecido explicou que foi escolhido o melhor projeto para ser executado e com a eliminação dos outros dois projetos promoveu a economia de R$ 800 mil reais.
O programa se estende não somente as pessoas em condições de vulnerabilidade social, mas a todo mato-grossense. “Todos têm direito a uma alimentação saudável, acessível, de qualidade, em quantidade suficiente e de modo permanente. Isso inclui também respeito às particularidades e características culturais de cada região”, disse.
A secretária da Setas e presidente do Comitê, Mônica Camolezi, ressaltou que já está construindo indicadores com o monitoramento do programa Pró-Família e com a troca de informações entre as secretarias será possível um mapeamento mais efetivo. “O comitê permitirá ações ainda maiores para todo mato-grossense. Todas as secretarias envolvidas podem contribuir muito para um mapeamento da realidade alimentar no estado”, comentou.
Atualmente mais de 30 municípios já possuem o Conselho de Municipal Segurança Alimentar, a meta da política de Estado é levar para cem por cento dos municípios. A Caisan possui um convênio com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) para que haja licitação de uma consultoria que vai auxiliar na confecção do Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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