Mato Grosso
Casa Silva Freire estreia nova temporada da série “Conversas ao pé do cajueiro”
A Casa de Cultura Silva Freire estreia nesta quarta-feira (28.02), às 17h, a nova temporada da série “Conversas ao pé do cajueiro”. Dedicados a discutir variados temas a partir do pensamento crítico e poético de Silva Freire, os encontros mensais integram as atividades oferecidas ao público pela instituição, com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
“Conversas ao pé do cajueiro” tem como proposta receber e ouvir artesãos, pescadores, redeiras, ceramistas e outros atores culturais que compõem as cuiabanias para compreensão dos impactos que os problemas ambientais têm em suas produções e modos de vida. A série receberá também pesquisadores, urbanistas, geógrafos, artistas e outros atores que compõem os tecidos culturais atuais.
Em 2024, os convidados especiais debatem as interferências da crise climática no âmbito da cultura e a perda dos elementos que torna singular os modos de ser e habitar a cidade de Cuiabá. O episódio de abertura terá a presença do secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves.
Durante a temporada serão debatidos, entre outros temas, o modernismo/modernidade, intensivismo, arte, literatura, memória cultural e patrimônio histórico material e imaterial. O objetivo é pensar o espaço urbano na contemporaneidade e o pertencimento cultural a partir das transformações urbanas experimentadas em Mato Grosso desde a metade do XX.
Ao longo dos episódios os convidados vão dialogar sobre as questões levantadas pelo escritor nas décadas de 1970 a 1990 acerca da separação entre natureza e cultura, conversar sobre a crise climática e os diferentes modos de afetar as cuiabanias enquanto forma de vida que respeita a singularidade da cidade” adianta Larissa Silva Freire, diretora da Casa Silva Freire.
Mediada pela professora e filósofa Maurília Valderez do Amaral, a série “Conversas ao pé do cajueiro” é transmitida pelo canal do Youtube da Casa Silva Freire (link aqui).
A Casa Silva Freire
Localizado na Rua Cândido Mariano, número 707, no Centro Histórico de Cuiabá, a Casa abriga o acervo literário do poeta Benedito Sant’Ana da Silva Freire e a produção do Movimento Intensivismo e Poema//Processo.
A associação sem fins lucrativos é Ponto de Cultura e Ponto de Memória reconhecida pelo IBRAM. Fundada em 8 de abril de 2010, sua finalidade é preservar e difundir a obra do poeta por meio da promoção e incentivo à cultura, educação, literatura, arte e ciências em Mato Grosso.
Serviço
O que: Conversas ao pé do cajueiro
Quando: quarta-feira (28.02), às 17h
Onde: Youtube Casa Silva Freire
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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