Mato Grosso
Central do Aplic reduz dúvidas ao prestar contas ou checar preços nas licitações
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| Secretária de Gerenciamento de Sistemas Técnicos, Lisandra Ishizuka Hardy Barros |
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Criada há menos de um ano pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso, a Central de Atendimento do Aplic – Auditoria Pública Informatizada de Contas – fez 6.800 atendimentos e analisou 16.653 itens do Catálogo de Materiais e Serviços solicitados pelos fiscalizados, com objetivo de pesquisar preços de mercado para licitações públicas. O setor possui ao todo 11 servidores do TCE-MT capacitados para o atendimento de gestores e funcionários públicos quanto às dúvidas, erros e melhoria na prestação de contas dos jurisdicionados via Sistema Aplic. O atendimento é feito por telefone e e-mail e em breve será de forma eletrônica, tornando mais rápido e sem burocracia o processo de retificação das informações enviadas.
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| Consultor técnico da Central de Atendimento do TCE-MT, Wilson Fernandes Nazário |
Até novembro do ano passado, as dúvidas com relação ao Aplic eram atendidas pela Consultoria Técnica do TCE. A modernização do sistema de envio de balancetes e documentos do Tribunal de Contas resultou no aumento da demanda de pedidos de informações em anos anteriores. Foi preciso planejar uma equipe específica para atender os fiscalizados, e a Central de Atendimento foi criada junto à Secretaria de Gerenciamento de Sistemas Técnicos (Seget), que agora monitora cada solicitação e responde de imediato a cada e-mail que chega na central através do endereço: [email protected]. A Central de Atendimento também faz atendimentos presenciais na sede do TCE.
A secretária da Seget do TCE–MT, Lizandra Barros, e o consultor técnico da Central de Atendimento, Wilson Fernandes Nazário, explicam que as dúvidas que chegam na central indicam as dificuldades mais recorrentes entre os fiscalizados do Estado e dos municípios e que posteriormente serão ponto de orientação do Tribunal de Contas em capacitações, seja por EAD ou nos ciclos de capacitação do Gestão Eficaz.
Catálogo de Materiais e Serviços
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Seis dos 11 servidores da Central se dedicam exclusivamente ao atendimento dos servidores ligados aos setores de licitação e que apresentam itens que necessitam de padronização junto ao Catálogo de Materiais e Serviços, um banco de especificações de itens licitáveis de uso obrigatório para todos os órgãos sob a jurisdição do TCE-MT.
O catálogo abrange desde alimentos, produtos de higiene, artigos de vestuário, produtos químicos, armamentos, maquinários, material de expediente, medicamentos e demais materiais ou serviços.
A padronização de descrições de itens de compra estimula a ampla concorrência entre produtos equivalentes nas licitações públicas e possibilita o estabelecimento de banco de dados confiável para análises e estudos de preços praticados nas compras públicas realizadas no Estado de Mato Grosso.
Desde que foi criada, a Central de Atendimento do Aplic atendeu a 6.253 solicitações e analisou 16.653 itens.
Central do Aplic: 65- 3613 – 7554 – ramal 2
e-mail: [email protected]
Aplic
APLIC – Auditoria Pública Informatizada de Contas – é um Sistema Informatizado para que os jurisdicionados transmitam, via internet, a prestação de contas ao TCE/MT. Por que o APLIC foi desenvolvido? O Tribunal de Contas desenvolveu esse novo modelo de auditoria pública informatizada de contas para fortalecer o seu papel constitucional, ampliando o trabalho de controle externo e contribuindo para que haja um fortalecimento no controle interno dos jurisdicionados. |
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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