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Mato Grosso

Confira a programação dos eventos culturais da Secel-MT em Cuiabá

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Os equipamentos culturais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) oferecem várias opções de atividades entre os dias 18 e 21 de março, em Cuiabá. A programação começa nesta sexta-feira (18.03), com o evento de lançamento do “Prêmio Jejé de Oyá – edição 2022”, na Casa Cuiabana.

Já o Cine Teatro Cuiabá apresenta a peça teatral “No domingo ele vem nos visitar”, escrita por Eduardo Mahon, o espetáculo “Eu nunca lhe apareci de branco”, com Eduardo Butaka e João Reis, o stand up “Coloca o cinto que a viagem vai ser longa”, do comediante Nando Viana, e a 2ª edição do projeto Agitando a Resistência Negra.

A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça abre a Exposição Bibliográfica e Iconográfica, em comemoração aos 110 anos de fundação da biblioteca, na próxima segunda-feira (21.03).

No Museu de Arte Sacra de Mato Grosso o visitante poderá conferir além da exposição permanente, a exposição “Qual é a sua cruz?”. E no Museu de História Natural de Mato Grosso a exposição permanente, composta por um acervo de fósseis de animais da região e artefatos produzidos pelo homem desde a pré-história.

Veja abaixo a programação completa:

Casa Cuiabana

Nesta sexta-feira (18.03), às 20h, será o lançamento do “Prêmio Jejé de Oyá – edição 2022”, no Centro Cultural Casa Cuiabana. Viabilizado por meio de emenda parlamentar atendida pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), o projeto homenageará personagens negras de destaque social e premiará profissionais que se destacaram em suas áreas.

O prêmio é realizado pelo Instituto Cultural Casarão das Artes e produzido pela Bemtivi Academia de Arte com apoio da Comissão de Defesa da Igualdade Racial da OAB-MT. Informações no telefone (65) 99982-2854 (Bemtivi Academia de Arte).

O Centro Cultural Casa Cuiabana fica localizado na rua General Vale, nº 181, bairro Bandeirantes – Cuiabá.

Cine Teatro Cuiabá

No sábado (19.03), às 20h, será apresentada a peça teatral “No domingo ele vem nos visitar”, escrita por Eduardo Mahon. O espetáculo foi construído a partir dos poemas de Lucinda Persona. Na leitura interpretativa do poema, o autor busca a reflexão em torno do cotidiano de uma senhora e seu marido que no domingo sempre espera o filho chegar para almoçar.

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O espetáculo tem duração de 70 minutos e classificação livre. Os ingressos estão à venda na bilheteria do Cine Teatro Cuiabá, de terça a domingo, das 14h às 18h, por R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia), e também podem ser adquiridos pelo site www.bilheteriadigital.com. Informações pelos telefones (65) 99972-6966 e 98115-7725.

No domingo (20.03), o espetáculo “Eu nunca lhe apareci de branco”, com Eduardo Butaka e João Reis. A apresentação começa às 19h, na sala Anderson Flores. A classificação indicativa é 12 anos. O espetáculo tem duração de 60 minutos. Os ingressos são vendidos na bilheteria do Cine Teatro Cuiabá por R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). Informações pelo telefone (65) 99663-9171.

A peça foi produzida a partir de cartas que Emily Dickinson trocou com algumas pessoas. Os artistas traçam uma biografia intrigante sobre a poetisa, que ficou conhecida como “A Grande Reclusa”. Emily Dickinson viveu no século 19, nos Estados Unidos, e inaugurou um novo estilo de poesia.

Ainda no domingo (20.03), o público pode conferir o terceiro show solo na carreira do comediante Nando Viana, “Coloca o cinto que a viagem vai ser longa”. Depois de ‘Da turma do fundão desde 1981’ e ‘A vida não tá nem aí pro teu planejamento’ chega aos palcos o novo resumo da vida desse gaúcho que com mais de 10 anos de carreira promete continuar entregando as histórias mais engraçadas que acontecem em seu cotidiano.

O show começa às 20h e tem duração de 70 minutos. A classificação é de 16 anos. Os ingressos podem ser adquiridos no link https://bit.ly/3gDtJMP, na Casa de Festa no Shopping Pantanal ou Distribuidora do Loro. Os valores são: plateia R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia entrada), e mezanino R$ 100,00 (inteira) e R$ 50,00 (meia entrada). Promoção 2Kg de alimento: desconto mediante a doação de 2 kg de alimento não perecível. A entrega deverá ser realizada na entrada do evento. Contato para informações: 65 99972-7897 | 99569-3371

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Na segunda-feira (21.03), a partir das 19h, será realizada a 2ª edição do projeto Agitando a Resistência Negra. O evento é realizado pelo Instituto de Mulheres Negras (Imune-MT), com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). O evento premiará as personalidades que agitam a resistência negra em Mato Grosso. A entrada é gratuita. Informações pelo telefone (65) 99255-6863 e instagram @imunemt.

O Cine Teatro Cuiabá está localizado na Avenida Presidente Getúlio Vargas, nº 247, Centro de Cuiabá. Acesse o site no link http://cineteatrocuiaba.org.br/.

Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça

Na segunda-feira (21.03), será aberta a Exposição Bibliográfica e Iconográfica da Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, em comemoração aos 110 anos de fundação. A mostra comemorativa traz documentos, fotos e livros que contam a história da Biblioteca Estadual. Com acesso gratuito, o acervo fica exposto até o dia 1º de abril.

A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça está localizada na rua Antônio Maria, 151, Centro de Cuiabá. O atendimento ao público é de segunda a sexta, das 8h às 18h. Informações pelo telefone (65) 3613-9240.

Museu de Arte Sacra de Mato Grosso

Além do acervo permanente que conta com artigos da antiga Catedral do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, mobiliários, pinturas, vestuário litúrgico e objetos que pertenceram a Dom Aquino, vestimenta e objetos litúrgicos utilizados pelo Papa João Paulo II, durante sua visita a Cuiabá, o visitante pode conferir a exposição coletiva “Qual é a sua cruz?”, aberta para visitação no Museu de Arte Sacra de Mato Grosso.

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A mostra reúne 79 cruzes elaboradas por 56 artistas do Centro-Oeste brasileiro. Entre os artistas expositores estão: Adir Sodré, Babu 78, Benedito Nunes, Conceição Bugres, Clovis Irigaray, Dalva de Barros, Gervane de Paula, Humberto Espindola, João Sebastião, Waldomiro de Deus, Paulo Pires, entre outros nomes das artes plásticas da região. A exposição segue até 08 de maio, de quarta-feira a domingo, das 9h às 17h.

O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso está localizado na rua Clóvis Hugney, praça do Seminário, nº 239 – Cuiabá. Informações no endereço eletrônico https://linktr.ee/masmt. Os ingressos podem ser adquiridos no site ou no museu por R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).

Museu de História Natural de Mato Grosso

O Museu de História Natural de Mato Grosso segue com exposição permanente, com visitação aberta ao público de quarta a domingo, das 8h às 18h. A exposição é composta por um acervo de fósseis de animais da região e artefatos produzidos pelo homem desde a pré-história.

Na área externa, o visitante tem a oportunidade de conhecer a réplica do esqueleto de um Pycnonemosaurus Nevesi, dinossauro que habitava a região da Chapada dos Guimarães durante o período Cretáceo. Também conta com as instalações do Homem do Holoceno, com esculturas de argila que recria cenas cotidianas dos povos pré-históricos.

Além disso, a exposição inclui a história do prédio onde fica o museu, a Casa Dom Aquino. O imóvel é patrimônio histórico mato-grossense e foi construído pelo patriarca da família Murtinho, em 1842. E desde 2006 abriga o Museu de História Natural de Mato Grosso.

Entrada para a exposição permanente R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia).  A entrada para área externa é gratuita.

O museu fica localizado na Avenida Beira Rio, nº 2.000, bairro Jardim Europa – Cuiabá-MT. Informações pelo telefone (65) 3634-4858 e no site http://museuhistorianaturalmt.com.br/.

Fonte: GOV MT

Mato Grosso

Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática

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A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso

Nesta sexta-feira (7), a Lei Maria da Penha (lei nº 11.340) completa 20 anos de promulgação. Considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das três melhores legislações mundiais quando se fala em defesa dos direitos das mulheres, ela ainda enfrenta muitos entraves para ser colocada em prática.

O reflexo dessas dificuldades bate à porta de Mato Grosso, afinal, de acordo com 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em julho deste ano, o estado registrou a terceira maior taxa de feminicídios do país em 2025. Naquele ano, Mato Grosso teve uma taxa de 2,7 feminicídios para cada 100 mil habitantes.

Embora estes números sejam menores do que os registrados em 2024, ano em que Mato Grosso figurou em primeiro lugar nas taxas de feminicídios com 2,5 casos para cada 100 mil habitantes, a coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), Rosana Leite, garante que ainda não é hora de comemorar.

Mas como mudar esse quadro? De que forma a lei Maria da Penha ajudou a enfrentar a violência de gênero em seus 20 anos de promulgação? Para tirar essas e outras dúvidas, Rosana Leite concedeu uma entrevista especial na qual faz uma análise da legislação e conta um pouco mais sobre a atuação do Nudem em todo o estado.

Confira a entrevista:

Qual o maior legado da Lei Maria da Penha (LMP) nesses 20 anos da sua promulgação?

Rosana Leite – Eu vejo que o maior legado é a discussão do enfrentamento à violência contra as mulheres. Hoje nós sabemos que qualquer violação às mulheres se perfaz em violação aos Direitos Humanos das mulheres. Com a lei nós passamos a falar muito mais sobre esse enfrentamento. Antigamente as mulheres não tinham voz, mas hoje nós temos voz. Com a redemocratização do Brasil, o nosso país passou a ser signatário de tratados e convenções internacionais e a LMP é uma resposta a tudo isso, ela quebrou paradigmas ao mostrar que a violência contra a mulher deve ser enfrentada pelo Poder Público e não por pessoas mais próximas, como amigos e familiares. A Maria da Penha mostrou que a legislação deve amparar todas das mulheres. E agora, com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ela também deve amparar todo o segmento LGBTQIAPN+. Portanto, a lei trouxe uma forma diferenciada da sociedade enxergar as mulheres, os Direitos Humanos e ter consciência que nós mulheres temos direitos, que nós precisamos de respeito, de consideração da sociedade, que a nossa historicidade precisa ser garantida porque nós fomos deixadas de lado por muito tempo.

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Ainda há dificuldades para colocar em prática algumas ações e políticas públicas voltadas às mulheres?

Rosana Leite – Sim. A Organização das Nações Unidas (ONU) já declarou que a Maria da Penha é uma das três leis mais importantes do mundo no que diz respeito ao enfrentamento da violência de gênero. Mas ela ainda não foi cumprida integralmente pelo Poder Público. A lei traz, por exemplo, políticas públicas importantíssimas em seu artigo oitavo que não foram todas cumpridas. E eu cito aqui a inclusão nos currículos escolares de matérias sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres. Infelizmente nós não temos essa inclusão. Imagina se tivéssemos essa inclusão há 19 anos. Será que já não teríamos uma sociedade diferenciada? O enfrentamento da violência contra as mulheres passa pela educação. Mas enquanto nós não mudarmos os currículos escolares, não iremos trabalhar no cerne do problema. A educação ainda é a chave. Virando essa chave, quem sabe poderemos ter outra realidade.

Outro ponto. Infelizmente a LMP ainda não é cumprida integralmente e de forma homogênea no Brasil. No Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege) temos a Comissão de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres e lá nós conseguimos enxergar que em cada estado a LMP passa a ser aplicada de uma forma diferente. Portanto, essa falta de políticas públicas homogêneas, da aplicabilidade da lei de forma homogênea, tem prejudicado uma lei que já tem 20 anos.

Quando a LMP surgiu, nós tivemos que nos readequar, fazer com que a sociedade entendesse a lei. No começo ela foi chamada de inconstitucional. Quando a lei tinha apenas seis anos, a Corte Suprema do país teve que declarar a sua constitucionalidade. Já quando a lei estava em sua fase de “adolescência”, ela ganhou seus remendos e alterações. Hoje, na fase “adulta”, nós precisamos que ela seja cumprida. Mas esse cumprimento de forma homogênea nós ainda não temos.

O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública coloca Mato Grosso em terceiro lugar nas taxas de feminicídio no Brasil em 2025. Em 2024 estávamos em primeiro lugar. Como a senhora analisa este quadro? Podemos comemorar essa queda do primeiro para o terceiro lugar?

Rosana Leite – Isso é muito delicado. Nosso estado é referência na aplicação da LMP. Aqui em Mato Grosso, o Poder Judiciário, a Defensoria Pública e o Ministério Público foram os primeiros do Sistema de Justiça a colocar a lei em prática. Somos referência para outros estados. Nós aplicamos dentro do Sistema de Justiça a competência híbrida que ajuda muito no atendimento das mulheres, mas, mesmo assim, ocupamos esse triste ranking. Então, não, eu não comemoro essa descida para o terceiro lugar. Não acho que deveríamos comemorar, mas sim nos preocupar. Até o início de agosto já registramos 27 feminicídios em Mato Grosso. Ter o nosso estado ocupando primeiro, segundo e terceiro lugar nesse ranking é muito triste e nos mostra o quanto nós vivemos num estado patriarcal. Esse ranking mostra que as nossas mulheres não são bem tratadas em Mato Grosso. Ele nos mostra que ainda vivemos o patriarcalismo, o machismo exacerbado, que somos um estado machista, homofóbico, transfóbico e que não tem respeitado os segmentos de pessoas em situação de vulnerabilidade.

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Você disse que somos o estado que melhor aplica a lei Maria da Penha, mas mesmo assim estamos nesse ranking de onde mais morrem mulheres. Como explicar esse paradoxo?

Rosana Leite – Eu explico da seguinte forma: apenas o Sistema de Justiça não é capaz de resolver tudo. Não é possível resolver todo esse problema apenas com a aplicação da lei. Por isso que eu sempre defendo que o aumento de pena jamais vai resolver a situação. Nós vivemos em um país que não socializa e não ressocializa. A ressocialização das pessoas é quase impossível. Um dia cumprindo pena em uma cadeia do Brasil é horrível. Nós precisamos trabalhar a prevenção. A Ultima Ratio do Sistema de Justiça {expressão em latim que significa Último Recurso no Direito Penal} é a prisão do agressor, mas o aumento de pena não resolve. Hoje o feminicídio e o vicaricídio {crime em que o agressor mata uma pessoa próxima a uma mulher, como filhos, pais ou dependentes, no contexto de violência doméstica, com o objetivo exclusivo de causar sofrimento eterno, punir ou controlar a mulher} são os crimes com maiores penas, que são de 20 a 40 anos de prisão, mas somente isso não resolve.

E como você analisa os projetos de lei que ensinam mulheres a se defender com lutas, aulas de tiro e até mesmo os que liberam o uso de spray de pimenta?

Rosana Leite – Eu vejo que não trazem uma solução efetiva. Em uma luta corporal, por exemplo, fatalmente uma mulher perde. Se tem algo que nós somos diferentes é na nossa estrutura física. Imagina o spray de pimenta na mão de uma pessoa que não sabe usar, uma arma na mão de quem não sabe manusear? “Ah, mas nós vamos dar curso. Vamos ensinar a usar”. Mas e a estrutura física, onde fica? Aí eu volto na questão da luta corporal. Em regra, um homem vai vencer a mulher, então será que o uso errado do spray de pimenta não trará uma situação pior? Por isso eu acho que a prevenção através da educação das nossas crianças e adolescentes, desde a tenra infância até a fase da faculdade, é a forma mais eficaz. Temos que incluir nos currículos escolares o que é a violência contra a mulher, o que causa essa violência dentro da sociedade, como ela atinge o quadro familiar e a sociedade. Os presídios brasileiros estão cheios de pessoas que foram vítimas de violência doméstica na infância, ou que presenciaram essa violência. Por essa razão eu defendo que a educação é a forma que temos para garantir a prevenção da violência à médio e longo prazo.

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Agora vamos falar do Nudem. Quais são as maiores demandas do Núcleo?

Rosana Leite – A criação do Nudem aconteceu em 2014, mas nós fazemos a defesa das mulheres desde o advento da LMP. A DPEMT foi uma das primeiras do Brasil a aplicar a LMP, mas o Nudem como Núcleo surgiu a partir de 2014. Nacionalmente a Defensoria Pública fez questão de ampliar o atendimento das mulheres. A LMP foi tão de vanguarda que ela trouxe a necessidade das Varas de Justiça, dos Juizados dentro do Poder Judiciário e dentro da Defensoria Pública de termos núcleos de atendimento especializados. Tivemos o aumento das Delegacias Especializadas e toda essa gama do Sistema de Justiça ajuda no amparo das mulheres em forma de rede para que elas saibam onde pode buscar o atendimento. Aqui na Defensoria Pública nós fizemos questão de ampliar esse atendimento. Nós não atendemos apenas mulheres vítimas de violência, nós atendemos a violência de gênero nacionalmente. Então, toda e qualquer mulher que venha passar por violência, dentro ou fora de casa, pode buscar o Nudem. A violência que mais aporta aqui no Nudem é a violência doméstica e familiar, onde estão as ameaças e a violência psicológica. Esses são os crimes que as mulheres mais narram.

Como você espera encontrar a Lei Maria da Penha daqui 20 anos?

Rosana Leite – Nunca parei para pensar nisso, mas acho que de tempos em tempos nós estamos ganhando mais atuação, mais confiança da sociedade. Em 2019 o Data Senado fez uma pesquisa, ele entrevistou mulheres vítimas de violência e que decidiram não lavrar um boletim de ocorrência. Eles questionaram o porquê delas não terem lavrado o boletim. Nessa época, a LMP estava fazendo 13 anos e essa pesquisa me marcou muito, pois 79% das mulheres responderam que tinham medo de que a violência se tornasse ainda maior, mesmo com uma lei tão importante em mãos. Quer dizer, elas não acreditavam na lei. A sociedade ainda não confia na efetividade da Maria da Penha. Então, eu quero que as mulheres estejam confiando mais na efetividade da lei, que o Sistema de Justiça continue ampliando o seu atendimento, que o Poder Público, que a rede de atenção se debruce em prol dos Direitos Humanos das mulheres. Estamos em época de campanha política, nessa época ouvimos muito falar no enfrentamento à violência contra as mulheres. Só que a pauta nunca chega até onde nós queremos. Por isso que essa pauta deve avançar na política para enfrentar a violência que tem acontecido todos os dias. Mas, acima de tudo, precisamos dar crédito a palavra das mulheres. Todos os dias.

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Mato Grosso

Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano

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Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.

A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.

“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.

Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.

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Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.

Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.

Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.

Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.

“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.

Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.

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“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.

A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.

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Mato Grosso

Empresa do agronegócio genuinamente do agronegócio brasileira nacional lança de três novos produtos

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O evento reuniu representantes de 39 cooperativas dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo

O 4º. Encontro de Cooperativas Nortox realizado recentemente em Foz do Iguaçu (PR), foi marcado pelo lançamento de três produtos: duas misturas exclusivas (os inseticidas Typhoon e Tempus) e um herbicida exclusivo, o Raker Top. “A Nortox, que já vem marcando história em lançamentos de misturas exclusivas, agora marca uma nova era de misturas de genéricos com moléculas sob patente. Isso demonstra mais uma vez que a empresa tem sua estratégia bem definida. O lançamento desses produtos foi o ponto alto do 4º. Encontro de Cooperativas”, afirma o diretor comercial da Nortox, João Marcos Ferrari.

Os inseticidas Tempus e Typhoon chamaram muita atenção dos participantes. O Tempus, com ação prolongada e alta eficiência contra lagartas, oferece proteção duradoura em diferentes culturas, combinando o efeito choque do clorpirifós à persistência do clorantraniliprole. O Typhoon, com uma ação forte contra a cigarrinha-do-milho e a lagarta-do-cartucho, é uma mistura exclusiva da Nortox, com amplo espectro de proteção contra as pragas do milho e efeito de choque imediato. Os princípios ativos são Clorantraniliprole e Metomil – OD.

Já o Raker Top, grande destaque, é um herbicida seletivo e sistêmico de pós-emergência, formulado com os princípios ativos Nicossulfuron e Tolpiralate. Ele é indicado especificamente para o controle de plantas daninhas na cultura do milho. Além disso, conta com a segurança de dois safeners para um manejo de pós-emergência sem causar fitotoxicidade.

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O evento reuniu representantes de 39 cooperativas dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A programação teve início na quarta-feira (29), com a recepção das equipes, e prosseguiu ao longo de toda a quinta-feira (30), reunindo palestras e apresentações técnicas voltadas às principais tendências do agronegócio e às soluções desenvolvidas pela Nortox para o campo.

Na abertura, o diretor-presidente da Nortox, Romeu Stanguerlin, apresentou a trajetória da empresa, seus resultados e as perspectivas de crescimento previstas no planejamento estratégico até 2030. Em seguida, João Marcos Ferrari destacou a evolução do portfólio da companhia, abordando investimentos em pesquisa, inovação, desenvolvimento de produtos, nutrição vegetal e sementes.

Ao longo do encontro, também foram apresentados programas voltados às cooperativas, novas estratégias de manejo em fungicidas, soluções para pastagens, avanços na área de herbicidas, além de debates técnicos que promoveram a troca de experiências entre especialistas da Nortox e representantes das cooperativas. A programação contou ainda com palestras de convidados externos, como o economista Igor Barreto, do Itaú BBA, que apresentou uma análise do cenário econômico e das perspectivas para o agronegócio, e do pesquisador Aroldo Marochi, que abordou os desafios relacionados às doenças nas lavouras e ao manejo com fungicidas.

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