Mato Grosso
CPI aponta superfaturamento em compras na prefeitura de Pedra Preta-MT
Os vereadores de Pedra Preta, a 243 km de Cuiabá, aprovaram na sexta-feira (25) o relatório final da CPI que investigou um suposto superfaturamento na compra de peças mecânicas e pneus para a frota do município. O prefeito Juvenal Pereira Brito (MDB) e o ex-secretário de Finanças Fábio Jean Luzine são citados nas denúncias de desvio.
A CPI apontou dano ao erário no valor de R$ 545,3 mil, decorrente de sobrepreço e superfaturamento que configuram atos de improbidade administrativa.
A denúncia, feita no ano passado, tem os dois como principais investigados. Eles podem responder por improbidade administrativa se as irregularidades apontadas no documento forem constadas também pela Justiça.
A sessão extraordinária para votar o relatório final da CPI durou mais de 7 horas. A investigação começou no ano passado.
A frota do município tem cerca de 70 veículos, entre ônibus escolares, caminhões, maquinários e carros.
Dos 11 vereadores, seis votaram a favor do relatório e quatro contra.
O presidente da Câmara, Hélio de Farias não vota, mas como ele também é o relator da CPI já tinha dado parecer favorável em dezembro do ano passado. Mesmo assim, o relatório final precisou ser lido e votado em plenário, em cumprimento ao regime interno.
O prefeito acompanhou a sessão acompanhado do advogado dele. A defesa do ex-secretário de Finanças também estava presente.
Desde que a CPI foi aberta, em junho do ano passado, foram 180 dias de investigações em cima de análise de documentos e notas fiscais fornecidas pelo município, além de depoimentos de investigados e testemunhas.
O advogado do prefeito, Márcio Garcia, negou as supostas fraudes denunciadas pela CPI, e que já está prestando informações ao Ministério Público Estadual.
O advogado do ex-secretário de Finanças, Edson Ritter, também alega inocência e que o cliente está com a consciência tranquila.
Da redação com G1
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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