Mato Grosso
Cuiabá terá quatro novos destinos com voo direto em 2025

Após a reforma e internacionalização do Aeroporto Internacional Marechal Rondon em 2024, Cuiabá terá mais quatro destinos com voo direto neste ano, saltando de 15 destinos para 19, a partir de fevereiro. Além do incremento de novas rotas, também haverá o aumento de voos para Brasília, conforme informado pela Centro Oeste Airports (COA), concessionária de quatro aeroportos em Mato Grosso, incluindo ainda Rondonópolis, Sinop e Alta Floresta.
A partir de 1º de fevereiro, Cuiabá terá ligação direta com Porto Velho (RO) e São José do Rio Preto (SP) pela Azul Linhas Aéreas. Esses voos que eram extras, passarão a ser fixos, com uma frequência semanal aos sábados no trecho São José do Rio Preto/Cuiabá/Porto Velho e aos domingos no sentido Porto Velho/Cuiabá/São José do Rio Preto.
Também está programado voo direto para Maceió (AL), a partir de 15 de março, com uma frequência semanal (saídas e chegadas) aos sábados, também pela Azul. Neste verão, a companhia adicionou dois voos extras de Cuiabá a Porto Seguro (BA), nos dias 02 e 25 de janeiro, mas não manterá voo direto para a cidade baiana.
A Gol Linhas Aéreas anunciou que haverá voo direto ligando a capital de Mato Grosso ao Rio de Janeiro, pelo Galeão, três vezes na semana a partir de abril. A companhia aérea também anunciou ampliação de 7 para 10 voos semanais para Brasília e 7 voos semanais com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
A Latam, por sua vez, informou que não haverá incremento para novos destinos a partir de Cuiabá.
Mensalmente, os quatro aeroportos administrados pela COA recebem cerca de 2.254 voos. Cuiabá tem rotas regulares para Alta Floresta (MT), Aripuanã (MT), Barra do Garças (MT), Sinop (MT), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Goiânia (GO), Cacoal (RO), Ji-Paraná (RO), Vilhena (RO), Congonhas (SP), Guarulhos (SP), Campinas (SP), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR).
Já em Sinop, os voos são regulares para Cuiabá (MT), Brasília (DF), Guarulhos (SP) e Campinas (SP). Rondonópolis tem voo para Campinas (SP) e Alta Floresta voos para Cuiabá (MT).
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, disse que deve se reunir com os representantes das empresas aéreas para aumentar essa conexão de Mato Grosso com mais cidades brasileiras e rotas internacionais, agora que o aeroporto está autorizado para atuar com voos diretos para outros países.
“Estamos conectados com voos diretos apenas com 9 capitais das 26 que temos no país. Essa situação não só restringe o acesso dos turistas ao Estado, mas também prejudica a população mato-grossense. O setor de turismo é um dos grandes geradores de emprego e renda, a conexão aérea limitada dificulta a atração de turistas que poderiam explorar o Pantanal, a Chapada dos Guimarães e outros destinos locais”.
Cesar destaca ainda que a conectividade aérea é um fator essencial para impulsionar a economia de Mato Grosso. Mais voos significam maior fluxo de pessoas, o que gera impacto positivo em vários setores, como hospedagem, alimentação, transporte e comércio.
“O fortalecimento de rotas internacionais poderia consolidar o Estado como um hub para o turismo global, atraindo viajantes interessados em explorar a rica biodiversidade e cultura local”, ponderou.
Conforme a Centro Oeste Airports, a concessionária intensificou o diálogo com companhias aéreas para evidenciar cenário favorável à inclusão de novas rotas e destinos, agora que o aeroporto se tornou internacional. Por ora, ainda estão apenas nas tratativas.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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