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Dados da Sesp apontam redução de 20% nos casos de homicídios dolosos em Cuiabá

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Cuiabá registrou redução de 20% nos casos de homicídios dolosos neste semestre em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Observatório de Segurança Pública, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). De janeiro a junho de 2022, houve 30 homicídios na Capital. Já no primeiro semestre deste ano, o número caiu para 24.

A redução é ainda maior quando se fala dos índices das Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP), que englobam, além da Capital, as cidades de Planalto da Serra, Chapada dos Guimarães, Nova Brasilândia, Acorizal, Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço. Com este recorte, a queda é de 27%. Em 2022 a taxa foi de 5,2 por número de 100 mil habitantes e em 2023 caiu para 3,8.

Em Cuiabá, Várzea Grande, Livramento e Acorizal os crimes de homicídios são atendidos e registrados pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP), que concluiu o ano de 2022 com elucidação de 73,48% dos casos.

Conforme os dados de produtividade da DHPP, em 2022 foram cumpridas 108 prisões preventivas e efetuadas 20 em flagrante delito, totalizando o ano com 128 pessoas detidas. Neste semestre, os policiais fizeram 44 prisões, sendo 32 decorrentes de mandado de prisão preventiva e 12 por flagrante delito.

Já ao longo do ano passado, o trabalho dos policiais civis resultou conclusão de 392 inquéritos, 230 com autoria definida. Nos seis primeiros meses deste ano foram concluídos 193 inquéritos, dos quais 78 tiveram a autoria definida. No processo de apuração de homicídios os policiais seguem duas etapas: a investigação preliminar e a investigação de segmento, conforme explica o delegado Marcel Oliveira, titular da DHPP.

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“Nesta primeira etapa, realizam-se todos os levantamentos após a prática do crime, em especial a análise do local de crime. É imprescindível, dentro dessa doutrina, que as equipes que realizaram o primeiro contato investigativo deem a continuidade às investigações. A segunda etapa é a investigação de segmento e essa investigação é a continuidade daquele trabalho que foi realizado inicialmente no local de crime pelas equipes”, diz.

O delegado destaca a experiência das equipes policiais, consolidadas e dedicadas desde o primeiro atendimento até a conclusão do inquérito e indiciamento dos envolvidos na prática criminosa.

“Temos equipes extremamente capacitadas e proativas no desenvolvimento das investigações de crimes de homicídios. O que leva em conta é a experiência desses profissionais. justamente pela solidez e tempo dedicado a diversas investigações. Sem sombra de dúvidas, um dos fatores primordiais do alto índice de elucidação dos crimes de homicídios na região de atuação, em especial na Capital, é o nível técnico das equipes que laboram diretamente nas investigações”, pontua.

Mato Grosso

Os dados do Observatório de Segurança Pública também mostram que todos crimes violentos em Mato Grosso apresentaram redução neste semestre em comparação ao mesmo período deste ano. Foram 447 homicídios dolosos nos primeiros seis meses de 2022 e 427 no mesmo período de 2023, o que representa queda de 4,4%.

Nos registros de latrocínio (roubo seguido de morte) a queda é de 60%. Foram 15 ocorrências em 2022 e 6 em 2023. Os crimes de feminicídios também apresentaram redução. Foram 23 no primeiro semestre do ano passado e 18 neste, ou seja, queda de 22%.

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Polícias equipadas

Os recursos destinados à Segurança Pública resultaram na consolidação de Mato Grosso como uma das policias mais equipadas do Brasil. Nos últimos quatro anos, os investimentos saltaram de R$ 67 milhões no primeiro ano da gestão Mauro Mendes para R$ 526 milhões em 2022. Nos dois últimos anos, o aporte financeiro na Segurança chegou a R$ 1 bilhão.

Entre os investimentos estão a entrega de viaturas para a Polícia Civil e Militar em continuidade ao trabalho de modernização dos veículos. A frota de 218 viaturas, entregue em abril de 2022, gera economia aos cofres públicos de R$ 4,1 milhões ao ano.

O novo sistema de radiocomunicação digital também é um dos projetos. Para a ferramenta moderna, que substitui o modal analógico, foram destinados mais de R$ 90 milhões. O projeto se tornou referência para outras forças de segurança brasileiras.

Em março deste ano, o governador Mauro Mendes e o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, também lançaram o programa Vigia Mais MT, que amplia a fiscalização nos 141 municípios de Mato Grosso meio de câmeras de alta tecnologia. Gestores e entidades de mais de 100 cidades já assinaram termo de cooperação com o Governo do Estado por meio da Sesp.

Os investimentos seguiram com a aquisição e padronização das armas usadas pelos policiais de todas as forças do Estado. Esse programa, de R$ 54 milhões, segue com a troca do armamento usado na PM, PJC e Polícia Penal. Cada policial terá uma pistola calibre .9mm da fabricante austríaca Glock, consideradas as mais modernas do mercado.

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Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados

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Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.

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A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.

Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.

Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.

Além das grades

Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.

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Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.

A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.

Nome da Operação

O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades

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Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.

Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.

Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.

Não houve registro de vítimas.

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Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Mandados judiciais

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.

O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.

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Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.

Investigação

O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.

O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.

A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.

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Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Continuidade

As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.

Integração

Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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