Policial
Delegacia da Mulher de Cuiabá fecha 2022 com mais de 3.500 investigações concluídas
Produção de inquéritos policiais, participação e deflagração de operações e a realização de projetos de natureza preventiva fizeram parte das ações da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá, que encerrou o ano de 2022 com mais de 3.500 investigações de violência doméstica e sexual concluídas.
De 1º de janeiro a 31 de dezembro foram instaurados 3.314 inquéritos policiais, a maioria relacionado a crimes de violência doméstica e sexual contra a mulher, além de outras investigações sobre violência de gênero.
Os trabalhos da DEDM de Cuiabá resultaram em um total de 5.195 oitivas em procedimentos. A partir das investigações, foram concluídos 3.566 inquéritos, remetidos ao Poder Judiciário para sequência na persecução penal.
Para a delegada titular, Jozirlethe Magalhães Criveletto, os números demonstram que a conscientização em relação à violência contra a mulher vem aumentando a cada dia por parte das vítimas.
“As vítimas de violência sexual e outras violências de gênero, que em anos anteriores resistiam em denunciar, atualmente, sabem que a melhor forma de sair do ciclo de violência é realizar a denúncia”, disse a delegada.
Operações
O ano de 2022 foi marcado pelo avanço na participação e execução de operações policiais que resultaram em prisões, além de armas e munições apreendidas em decorrência de medidas deferidas contra autores de violência doméstica.
As operações iniciaram no mês de fevereiro, contemplando tanto a Capital quanto municípios vizinhos da região metropolitana e que não possuem Delegacia da Mulher, resultando no cumprimento de 71 ordens judiciais entre mandados de prisão e busca e apreensão.
Dentro da Operação Nacional Resguardo, realizada entre 07 de fevereiro e 08 de março, foram cumpridos diversos mandados judiciais, além da realização de palestras, panfletagens e mutirões com a temática violência contra a mulher.
Ao longo do ano, a Delegacia da Mulher também montou a segunda fase da Operação Ártemis, entre os meses de junho e julho; a Operação Maria da Penha, realizada entre os meses de agosto a setembro e a Operação 21 Dias de Ativismo Contra a Violência Contra a Mulher, que ocorreu entre 20 de novembro e 19 de dezembro.
Projetos de prevenção
Jozirlethe explica que além do trabalho de repressão à violência doméstica e sexual contra a mulher, é necessário que ações efetivas de prevenção sejam planejadas e executadas pela unidade.
“O papel da Delegacia da Mulher busca muito mais do que de somente trazer a verdade real dos fatos por meio da investigação dos crimes praticados, mas agir fomentando uma cultura da não violência e de equidade, além de incentivar as mulheres a buscarem a independência financeira e emocional em relação ao outro”, disse a delegada.
No mês de agosto, em parceria com o Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Cuiabá, a unidade especializada formou a 2ª Turma do Projeto Cestas de Esperança, que tem como objetivo a conquista de uma vida livre da violência, por meio da aquisição de conhecimento sobre direitos da mulher previstos na Lei Maria da Penha, e também na capacidade de gerir suas emoções e formas de empreender ou buscar nova colocação no mercado de trabalho.
O projeto “Ainda Posso Sonhar” também desenvolvido pela Dedm Cuiabá é realizado junto a mulheres do bairro Nova Esperança, consistindo em 12 encontros presenciais, no período de seis meses. Nos encontros são realizadas rodas de conversas, em que a equipe psicossocial da especializada, por meio de dinâmicas, trata não somente da Lei Maria da Penha, mas lança uma nova forma de percepção para mulheres que se encontram em vulnerabilidade econômica ou emocional, a fim de que possam se fortalecer, especialmente quanto a autoestima e a capacidade de ser produtiva e independente financeiramente.
Ainda dentro do trabalho de prevenção, em busca de uma cultura de não violência contra a mulher, a Dedm Cuiabá atuou como parceira em mais de 60 eventos, além das ações realizadas dentro das operações e dos projetos sociais. Entre os eventos, estão os mutirões em conjunto com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, com a Secretaria da Mulher e por último, nos 21 Dias de Ativismo, com o Movimento Conecta.
Fonte: PJC MT
Policial
Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados
Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).
A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.
A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.
A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.
Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.
Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.
Além das grades
Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.
Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.
A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.
Nome da Operação
O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades
Policial
Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.
Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.
Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.
Não houve registro de vítimas.
Policial
Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Mandados judiciais
Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.
O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.
Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.
Investigação
O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.
O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.
Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).
Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.
A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.
Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.
Continuidade
As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.
Integração
Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
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