Policial
Delegacias fortalecem imagem e investigações da Polícia Civil em Várzea Grande
A mudança de quatro unidades policiais para um prédio moderno na Filinto Muller, no centro comercial de Várzea Grande, fortaleceu a capacidade de investigação, melhorou o acesso e o atendimento dos moradores aos serviços da 1ª Delegacia de Polícia, Central de Registros de Ocorrências, 3ª Delegacia de Polícia e Delegacia Regional (unidade administrativa).
O desejo de ofertar um ambiente de trabalho salubre e digno, diferente das antigas instalações dessas unidades, começou no segundo semestre de 2017. Era necessário primeiro resolver o problema de instalação da Central de Flagrantes, que ficava no mesmo prédio da Filinto Muller, próximo ao aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, junto a 1ª DP, a Central de Ocorrências e aos fundos a Regional.
O espaço com as três unidades já não comportava a demanda do local e vinha funcionando de forma precária, gerando insatisfação dos servidores e da comunidade, que há mais de oito anos também sofria com a falta de estacionamento e outros problemas apresentado pelo prédio.
A solução foi reformar uma ala da 2ª Delegacia de Polícia, localizada na Avenida 31 de março, s/n°, no Bairro Parque do Lago, e instalar o plantão de Várzea Grande. A inauguração ocorreu na noite de 30 de novembro de 2017 e desde então o atendimento avançou em qualidade, espaço, segurança e ambiente laboral aos servidores, e ainda a Polícia Militar , que também tem uma sala no Plantão, além de respeito à vítimas, testemunhas e acusados.
“Depois disso, passamos a buscar por um prédio que comportasse essas três delegacias: a Regional, a 1ª DP e a 3ª DP, que também tinha problemas. Eram prédios que não davam dignidade para trabalhar neles”, lembrou a delegada regional de Várzea Grande, Daniela Silveira Maidel, que está à frente das transformações de delegacias no município.
A delegada acrescentou que a mudança atendeu os anseios dos servidores que necessitavam de ambiente saudável para o desenvolvimento do trabalho, assim como da direção da PJC, que está modernizando as delegacias de polícia, priorizando a acessibilidade, iluminação adequada, rede lógica, climatização, fachada, pintura padronizada e identidade visual, além de outras benfeitorias para beneficiar o cidadão e proporcionar conforto laboral, mas sem onerar os custos.
“Demos um salto de qualidade, sem representar gastos a mais ao Estado”, afirmou Maidel.
Empenho
O delegado geral da Polícia Judiciária Civil, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, destacou o empenho da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e das Diretorias da PJC, sobretudo, os esforços da Diretoria de Execução Estratégica, na transformação das unidades policiais, da capital e interior, buscando sempre beneficiar a população e os policiais com estruturas prediais dignas à atividade policial e atendimento humanizado à população.
“Estamos aos poucos mudando o conceito de delegacia de polícia, passando de prédios velhos a modernos. Hoje os prédios dessas delegacias de Várzea Grande são os melhores de toda Polícia Civil de Mato Grosso e queremos avançar ainda mais na estruturação das unidades, para que o cidadão sinta-se acolhido e nossos policiais trabalhem motivados no combate à criminalidade”, afirmou Vasco.
O diretor de Execução Estratégica da PJC, Mário Dermeval Aravechia de Resende, explica que conseguir um prédio em condições de abrigar uma delegacia com toda a segurança necessária é ponto inicial, mas colocá-lo em funcionamento depende de uma série de fatores e envolve vários profissionais dos quadros da Polícia Civil, atualmente lotados na Diretoria de Execução Estratégica (DEE).
Os servidores, com atribuições específicas, desenvolvem todas as fases de instalação da unidade policial, começando com o processo de locação, que exige além de diversos documentos, tratativas para garantir a manutenção predial, hoje previsto nos contratos, caminhando depois para engenharia e arquitetura do prédio, instalação de rede lógica de computadores e internet, fachada com identidade visual, entre outros detalhes que fazem a diferença no resultado final da obra.
“Essa mudança faz parte do plano estratégico da PJC, por meio da Diretoria de Execução Estratégica, para melhorar a infraestrutura e condições de trabalho de todas as unidades do Estado. Não vamos parar por aqui. Essas delegacias são apenas uma parte desse trabalho, que merece destaque pela qualidade”, ressaltou o diretor Mário Resende.
Ocorrências e Atendimentos
Dois mil boletins são registrados ao mês na Central de Ocorrências, em funcionamento 24 horas por dia, e a 1ª Delegacia de Polícia atende 106 bairros de Várzea Grande. O delegado que coordena as unidades, Newton Camargo Braga e seu adjunto, Bruno Lima Barcellos, apontam que um ambiente climatizado afeta em muito na qualidade do trabalho e motivação dos servidores, sem contar ainda a segurança orgânica que hoje tem as delegacias.
“Antes não tínhamos privacidade nos cartórios. Hoje temos salas isoladas necessárias à investigação”, disse o delegado Bruno Lima.
Segundo os delegados, a proximidade da área comercial como bancos, lojas e hospitais também tornou a unidade mais atuante, sendo possível iniciar rapidamente investigações no ato da comunicação. “Já fizemos prisões em flagrantes. Essa mudança de prédio trouxe também mais proatividade e efetividade à Polícia Civil, pelo fato de estarmos próximo ao comércio. Isso ajuda positivamente no aumento da segurança”, disse o delegado Newton Braga.
A 3ª Delegacia de Polícia, conhecida por Delegacia do Jardim Glória, bairro de sua antiga sede, é responsável pela demanda investigativa de ocorrências de 126 bairros de sua circunscrição. A unidade também está concentrada no mesmo prédio e continua atendendo os moradores do Jardim Glória, mas agora em melhor instalação e acesso aos cidadãos residentes de outros bairros de sua área de atuação.
“Ganhamos em qualidade predial e pessoal. Aumentou os policiais na atividade investigativa. Disponibilizamos policiais que estavam na função de guarda de prédio para investigação”, contou o delegado Olimpio da Cunha Fernandes, titular na 3ªDP.
Na sala de espera da 3ª DP, o morador do bairro Jardim Paula I, D.B.L, 32 anos, aguardava para dar prosseguimento a denúncia de ameaça que estava sofrendo. Ele contou que a Delegacia está mais perto de sua casa e havia feito o deslocamento de bicicleta. “O espaço aqui é maior e tranqüilo. Facilitou muito”, disse.
Em Várzea Grande, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso (DEDMCI) foi transferida para um amplo prédio, na região central (Rua Almirante Barroso, 298, Centro Sul de Várzea Grande) . A mudança ocorreu em agosto de 2017 . Outra unidade que vem passando por transformações é a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) que foi reformada e ampliada para avançar no atendimento policial.
Policial
Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados
Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).
A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.
A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.
A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.
Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.
Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.
Além das grades
Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.
Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.
A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.
Nome da Operação
O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades
Policial
Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.
Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.
Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.
Não houve registro de vítimas.
Policial
Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Mandados judiciais
Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.
O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.
Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.
Investigação
O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.
O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.
Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).
Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.
A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.
Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.
Continuidade
As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.
Integração
Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
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