Policial
Delegados e investigadores são agraciados com Título de Cidadão Mato-Grossense e Moção de Aplausos da ALMT
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Em sessão solene na noite desta sexta-feira (30.11) dez delegados da Polícia Judiciária Civil foram homenageados com Título de Cidadão Mato-Grossense e cinco outros policiais civis, incluindo um delegado, receberam Moção de Aplausos por trabalhos prestados. As outorgas foram entregues pelo deputado estadual, Wancley Carvalho, que ainda agraciou outras personalidades de Mato Grosso.
“Hoje é um dia especial porque através desse ato me sinto também homenageado por vocês estarem aqui, pois todos os homenageados contribuíram de uma forma direta e indireta para o desenvolvimento de Mato Grosso”, disse o deputado.
Os Títulos de Cidadão Mato-Grossense foram entregues aos delegados: Fernando Vasco Spinelli Pigozzi (Delegado Geral), Mário Dermeval Aravechia de Resende (Diretor de Execução Estratégica), Juliano Silva de Carvalho (Diretor de Inteligência), Jesset Arilson Munoz de Lima (Corregedor Geral), Anderson Clayton da Cruz e Veiga (Metropolitano), Luiz Henrique de Oliveira (ex-coordenador de Inteligência e atual adjunto da DHPP), André Renato Gonçalves (titular DHPP), Newton Camargo Braga (1ª DP-VG), Douglas Turíbio Schutze (Regional Sinop), João Henrique de Brito Santos (Gestão de Pessoas).
O delegado Mário Resende, que é natural do Estado de São Paulo, nascido em Dracena, agradeceu em nome de todos os delegados agraciados com título, destacando o apoio que a Casa Legislativa tem dado à Polícia Judiciária Civil com concessão de emendas parlamentares, que já somam cerca de R$ 3 milhões investidos na compra de vários equipamentos, armamentos, mobílias e reformas de unidades policiais.
“É uma enorme satisfação receber essa honraria pelo trabalho prestado, não somente meu, mas de todos os delegados aqui presentes. Agradeço a todos os deputados, em especial ,aqueles que contribuíram com emendas parlamentares. Destaco aqui o deputado Walcley que sozinho destinou R$ 1,5 milhão. Todos os processos foram executados e hoje a Polícia Judiciária Civil tem possibilidade de caminhar”, disse.
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Com Moção de Aplausos foram agraciados os policiais civis de Canarana: o delegado Deuel Paixão de Santana e os investigadores Luiz Conrado, Tatiane Maciel Sousa, e Valdivino Vital, além do investigador de Chapada dos Guimarães, Alexandre Reis Bregunci.
Os quatro policiais de Canarana receberam cada um duas Moções de Aplauso, por fatos de repercussão ocorridos na cidade, sendo um dos casos o resgate da bebê indígena recém-nascida que havia sido enterrada vida, ocorrido em junho deste ano. A criança foi resgatada no quintal de uma residência, após os policiais iniciar escavação e ouvirem o choro do bebê, constatando que a criança estava viva. O bebê foi socorrido e encaminhado para socorro médico imediato.
A bisavó da bebê, Kutsamin Kamayura, 57, foi presa e na ocasião, alegou que a criança não chorou após o nascimento, por isso acreditou que estivesse morta e, segundo costume de sua comunidade, enterrou o corpo no quintal, sem acionar os órgãos oficiais.
O segundo caso foi referente ao sequestro e morte de um jovem, que ainda com vida teve o corpo queimado. Três autores foram presos poucos dias após o crime praticado neste ano.
“A Assembléia Legislativa reconheceu esse trabalho da equipe que foi de toda a Delegacia que se empenhou nos dois casos e ambos em menos de uma semana foram solucionados e todos os suspeitos presos. Isso é orgulho para sociedade de Mato Grosso por ter esses policiais em Canarana, que se dedicam ao máximo ao trabalho, que não medem esforço para dar uma resposta à sociedade, e engrandecem o nome da nossa instituição”, disse o delegado Deul Paixão.
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Delegado há 16 anos em Mato Grosso, o titular a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), André Renato, disse que o reconhecimento é para todos de sua unidade policial. O delegado é natural de Mirandópolis (SP). “A gente não vai atrás, mas quando é reconhecido ficamos feliz por ser um fator motivacional. A gente percebe que o trabalho está sendo em feito”, disse.
Já o delegado Douglas Turíbio, com 30 anos de polícia, natural de Marília (SP), disse que se sente honrado em prestar trabalho ao Estado de Mato Grosso que abriu as portas a ele. “Este estado merece todo o nosso esforço porque aqui nos deu dignidade para trabalhar”, disse.
Policial
Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados
Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).
A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.
A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.
A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.
Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.
Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.
Além das grades
Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.
Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.
A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.
Nome da Operação
O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades
Policial
Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.
Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.
Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.
Não houve registro de vítimas.
Policial
Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Mandados judiciais
Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.
O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.
Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.
Investigação
O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.
O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.
Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).
Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.
A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.
Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.
Continuidade
As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.
Integração
Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
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