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Deputado propõe ajuda humanitária aos venezuelanos refugiados em Cuiabá

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Mato Grosso vivencia um grande fluxo migratório. De 2012 para cá, chegaram à capital, Cuiabá, haitianos sobreviventes de catástrofes naturais que devastaram o país. Nos últimos anos, a imigração espontânea tem sido de famílias venezuelanas afetadas pela depressão econômica e crise política e social vivenciada no país de origem. Para fortalecer e estruturar melhor a rede de acolhimento, o deputado estadual Doutor João (MDB) apresentou o Projeto de Lei nº 714/2019, que institui a Política Estadual para a População Migrante.

Na atualidade, muitas famílias venezuelanas vivem em situação de rua em Cuiabá, pedindo auxílio em semáforos, inclusive carregando bebês de colo em visível situação de vulnerabilidade social. São pais e mães que foram afetados pela crise econômica da Venezuela e vieram ao Brasil em busca de oportunidade de emprego.

Diante deste cenário, o projeto de lei buscará assegurar às famílias o acesso a direitos sociais e aos serviços públicos, além de promover ações afirmativas de respeito à diversidade e à interculturalidade, prevenir violações de direitos e fomentar a participação social e desenvolver ações coordenadas com a sociedade civil.

“A situação dos venezuelanos é grave e precisa receber maior atenção do poder público. Chama atenção o fato de constatarmos muitas crianças e bebês em situação de risco e de vulnerabilidade social. Por isso, propomos da criação desta política estadual que vai dar um tratamento mais humano a estas famílias que vieram a Cuiabá em busca de uma vida melhor”, afirmou o deputado estadual Doutor João.

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De acordo com dados divulgados pelo Ministério Público Estadual, o Centro de Pastoral para Migrantes de Cuiabá (conhecida como Casa do Migrante) já atendeu mais de 211 mil pessoas desde a sua fundação em 1980, e o fluxo aumentou consideravelmente a partir de 2012. À época, chegaram mais de 3,5 mil haitianos, e atualmente existem mais de 700 venezuelanos na capital, sendo que nem todos foram acolhidos e orientados sobre seus direitos e deveres, por falta de uma política pública adequada.

Filho de uma família de imigrantes portugueses e naturalizado brasileiro, o deputado Doutor João disse que conhece bem a realidade vivenciada pelas pessoas que escolhem o Brasil na busca de um futuro melhor.

“O Brasil me deu tudo que eu tenho na vida. Em São Paulo, me formei médico. Em Cuiabá e Tangará da Serra, aprendi a fazer medicina na prática, criei meus filhos e dediquei toda minha vida aos pacientes. Agora estou deputado, e vejo neste projeto de lei uma oportunidade para ajudar aos imigrantes de origem humilde, que assim como a minha família, escolheram o Brasil para viver”, afirmou o deputado.

O deputado destacou, ainda, que migrar é um direito de todos os cidadãos, e que diante do grande fluxo migratório é preciso que se estabeleça no estado de Mato Grosso um marco regulatório que possa assegurar ajuda humanitária efetiva aos imigrantes e também a garantia dos seus direitos humanos fundamentais.

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Legislação –  A temática migratória tem sido amplamente abordada na legislação brasileira. No cenário federal, a Lei nº 13.445, de 24 de maio de 2017, trouxe importantes avanços, dentre eles a liberdade de acesso a direitos sociais básicos, tais como saúde, educação, moradia, trabalho digno, entre outros.

No plano municipal, a cidade de São Paulo desponta com a Lei nº 16.478, de 08 de julho de 2016, que institui a Política Municipal para a População Imigrante, regulamentada pelo Decreto nº 57.533, de 15 de dezembro de 2016, e que promove, com a devida especificidade da esfera sobre a qual legisla, avanços importantes em termos de políticas públicas.

“Esses dois exemplos mostram a importância da pauta de migrações, já que essas populações cada vez mais representam um contingente expressivo em nossas sociedades e merecem ser observadas algumas questões específicas em seu tratamento. Nosso projeto caminha nesse sentido de promover políticas públicas de qualidade de atendimento a essas famílias de imigrantes”, disse.

O Projeto de Lei nº 714/2019 já recebeu parecer favorável da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Política MT

Deputado Júlio Campos pede suspensão de privatização 

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O deputado Júlio Campos chamou atenção para a privatização de estradas abandonadas na região do Arinos e no Médio Norte de Mato Grosso, nesta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

“Venho fazer um apelo e uma advertência ao senhor governador Otaviano Pivetta e ao senhor Secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, sobre o estado lamentável de duas rodovias importantíssimas. A MT-338, a Estrada da Baiana, aberta no meu governo (1983 a 87) quando priorizei a ligação de Juara com Sinop e Cuiabá, economizando 200 km do trajeto. Essa estrada foi pavimentada pelo governo Blairo Maggi, mas hoje encontra-se acabada e com buracos por todos lados. E mesmo nessa situação, segue sendo privatizada”, indagou Júlio Campos.

Segundo o parlamentar, o valor do pedágio a ser cobrado para cada trecho de 30 quilômetros será de R$12,75. A MT-338, interliga os municípios de Lucas do Rio Verde e Tapurah, a partir do entroncamento com a BR-163.

A estrada é um importante caminho de escoamento logístico da produção agrícola e pecuária em direção ao Vale do Arinos e ben eficia também cidades como Itanhangá, Porto dos Gaúchos, Juara e Juína, afetando mais de nove comunidades e 150 mil habitantes.

Júlio Campos também chamou atenção para a situação de outra estrada: a MT-220, no trevo Tabaporã, no Médio Norte de Mato Grosso, entre Vera e Sorriso.

Concessão assinada

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O pedido de Júlio Campos é para que o governador adie a concessão em prol da redução dos custos do pedágio.

“Senhor secretário Marcelo Padeiro, que é um homem dinâmico, está na hora de sua equipe fazer uma fiscalizaçã o rigorosa para rever a privatização dessas duas rodovias. O estado atual é lamentável. Tem que restaurar as rodovias antes de ser privatizada, porque do contrário o pedágio ficará muito caro, pois a manutenção será repassado ao usuário. é por isso que tem estrada estadual na qual o custo do pedágio é o dobro do valor de uma estrada federal. Veja a BR-163, o pedágio custa quase a metade do valor de estradas estaduais e o motorista trafega de Rondonópolis e Sinop sem buracos e de forma segura”, afirmou Júlio Campos.

A concessão das duas estradas foi assinada em 01 de setembro de 2025 pelo secretário Marcelo Ol iveira, com o Consórcio Vale do Arinos, com o aval da Agência estadual de regulação Ager.

https://juliocamposmt.com.br/deputado-julio-campos-pede-suspensao-de-privatizacao-de-estradas-abandonadas-em-mt/

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Zé Medeiros quer proibir multas ambientais automáticas baseadas apenas em imagens de satélite

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Foto-Assessoria

Multas ambientais, embargos e bloqueios de crédito rural baseados exclusivamente em imagens de satélite ou sistemas automatizados poderão ser proibidos no Brasil. A medida está prevista em um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Zé Medeiros (PL) na Câmara dos Deputados.

A proposta cria a Lei Nacional de Garantia do Devido Processo Legal na Fiscalização Ambiental Rural e estabelece que nenhuma penalidade poderá ser aplicada sem vistoria presencial realizada por agente público competente, acompanhada de laudo técnico detalhado e identificação precisa da suposta infração.

“O avanço tecnológico deve servir ao interesse público, mas jamais pode substituir o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa e a verificação dos fatos. O satélite pode apontar indícios, mas não pode condenar ninguém. Hoje, muitos produtores enfrentam multas, embargos e até bloqueios de crédito sem que um fiscal tenha sequer visitado a propriedade. Isso gera insegurança jurídica e fere o direito de defesa”, argumentou o parlamentar.

O projeto prevê que imagens de satélite e sistemas de sensoriamento remoto tenham caráter apenas preliminar e informativo, impedindo que sejam utilizados como prova única para aplicação de sanções. Caso não haja vistoria presencial, multas, embargos e demais restrições poderão ser considerados nulos.

“O produtor rural não pode ser tratado como criminoso por um algoritmo. A fiscalização ambiental é necessária, mas precisa ocorrer dentro dos limites da lei e com respeito ao direito de defesa”, concluiu.

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A proposta também proíbe o bloqueio automático de financiamentos e a inclusão de produtores em cadastros restritivos com base apenas em alertas gerados por sistemas remotos. As restrições só poderão ocorrer após decisão administrativa definitiva, com garantia do contraditório e da ampla defesa.

O texto ainda prevê mecanismos de transparência para os sistemas automatizados utilizados pelos órgãos ambientais. Segundo Medeiros, a medida busca evitar punições indevidas causadas por falhas na interpretação de imagens de satélite e algoritmos, conciliando a proteção ambiental com a segurança jurídica e o direito de defesa dos produtores rurais.

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Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

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Ex-governador Mauro Mendes

O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.

Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.

Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.

O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.

A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.

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