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DERF Cuiabá intensifica combate a associações criminosas e avança em número de prisões, inquéritos e operações deflagradas

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Com foco na repressão qualificada e desmantelamento de associações criminosas que agem em delitos patrimoniais, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da Polícia Judiciária Civil de Cuiabá encerra o segundo semestre com incremento de 900% em operações deflagradas e de 38% no número de prisões.

Os resultados decorrem do esforço conjunto entre as equipes da unidade (operacional e de inteligência) em investigações diversas de furtos e roubos, e na elucidação de casos mais complexos, em que foram priorizadas ocorrências que envolvam grave violência ou restrição à liberdade das vítimas.

O delegado Fabiano Pitoscia assumiu a titularidade da Derf Cuiabá em julho deste ano e de imediato implementou uma nova metodologia de trabalho, objetivando desarticular associações criminosas que praticavam crimes contra o patrimônio, mais, especificamente, o crime de roubo com restrição a liberdade das vítimas, seja em residências ou em estabelecimentos comerciais.

No segundo de 2018 foram deflagradas 10 operações pela Derf e presos 189 suspeitos pela Especializada. O número de prisões, 189 criminosos, representa 38,97% de avanço se comparado com o mesmo período de 2017.

“Acreditamos que o diferencial da unidade neste ano foi priorizar as investigações envolvendo associações criminosas. Isso fez com que tivéssemos maior êxito na identificação – e consequentemente prisão de um número maior de criminosos. (…) Para exemplificar, em uma única operação foram presas mais de 20 pessoas”, explica Pitoscia.

Delegado Fabiano Pitoscia. Foto: Asscom-PJC-MT

O delegado esclarece que com a nova metodologia de trabalho na unidade, os crimes de roubo simples e de furto não deixaram de ser combatidos com rigor, mas que a priorização investigativa no desmantelamento das quadrilhas acaba por refletir em uma redução da criminalidade em suas diversas modalidades.

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“O trabalho de inteligência policial se mostrou fundamental para o êxito das ações. Esses grupos criminosos possuem grau de organização diferenciado e atuação em crimes mais complexos. (…) Em consequência, nosso Núcleo de Inteligência passou a ser mais acionado para respaldar as investigações em andamento. O foco nesse trabalho fez com que conseguíssemos ‘acelerar’ a identificação dos criminosos, e, por consequência, realizar as prisões”, afirma.

Números

As investigações conduzidas pela Derf Cuiabá tiveram incremento de 47% em representações (cautelares) ao Judiciário. No período avaliado (julho a novembro) também houve crescimento de 11 % no número de inquéritos policiais instaurados (portaria) e 13% nos inquéritos resultantes de prisões em flagrante.

Os dados também apontam que as investigações estão alcançando maior eficácia na unidade. Houve ascensão no número de inquéritos policiais com autoria delitiva conhecida (mais de 31% de crescimento).

Operações

De julho a novembro foram realizadas pela Derf da Capital importantes operações como TNT, Cavalo de Tróia, Stoken Valir, “Maníaco da Garrafada” (Boa noite Cinderela), Raptor, Demarch, Raptor 2, Olmedo e Rompimento.

Destaque no período avaliado, a operação TNT, deu cumprimento (em julho) a 33 ordens judiciais – 21 mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão – nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. O foco foi desarticular uma organização criminosa que agia em roubos de cargas de transportadoras.

Com repercussão nacional, a operação “Maníaco da Garrafada / Boa noite Cinderela” causou grande comoção social em outubro deste ano. A unidade cumpriu mandado de prisão contra Francisco Djalma Francioni, 67, suspeito de ofertar substância que causava internação em UTI (mais de 20 casos) e até mesmo a morte de pessoas (03 confirmações), em vários estados brasileiros, a quem ele prometia a cura de doenças, incluindo o câncer.

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O mês de setembro contou com duas importantes operações com foco na desarticulação de associações criminosas. A operação Raptor desmantelou uma associação criminosa armada, composta por 17 pessoas (incluindo adolescentes), e que agia em roubos, tráfico, homicídios e latrocínios.

Já a operação Demarch prendeu 08 autores de roubo a eletrônicos, avaliados em R$ 500 mil, em um hipermercado localizado na Avenida Fernando Correa, em Cuiabá.

Melhorias / estrutura

Na Delegacia, no segundo semestre, também foram implementadas ações buscando a reestruturação física da unidade, sob iniciativa do delegado Fabiano Pitoscia.

Foram feitas melhorias na segurança predial, instalação do sistema de monitoramento com quinze câmeras externas; consertos e revitalização de toda iluminação externa da unidade, com acionamento por fotocélulas (resultando em maior economia energética) e troca da iluminação dos postes do pátio. Também foi realizada individualização da recepção, climatizando-a; reparos nas grades laterais e porta frontal e climatização do setor de elaboração do boletim de ocorrência; além de identificação das salas com plaquetas por setores.

Objetivos

Em 2019, segundo o delegado titular, a Derf deve consolidar a metodologia de trabalho implementada no segundo semestre de 2018. “Seguiremos com objetivos claros para número de prisões e procedimentos concluídos, além de representações, etc. É preciso seguir com propósito definido para que possamos, a depender de nosso empenho, alcançar e até mesmo superar os nossos objetivos”.

Reconhecimento

No começo do mês de dezembro, mais de 80 policiais civis, entre delegados, escrivães e investigadores, lotados na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá foram homenageados com Moção de Aplausos, concedida pela Câmara de Vereadores da Capital.

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A honraria foi entregue em reconhecimento aos esforços para a segurança da população cuiabana. “Os resultados foram alcançados através da unidade dos trabalhos das equipes de investigadores e escrivães, coordenadas pelos delegados Fabiano Pitoscia, Mariel Antoninni Dias, Eduardo Rizzotto de Carvalho, Diego Alex Martiminiano, Marcos Sampaio e José Ricardo Garcia Bruno. (Saiba mais: http://www.pjc.mt.gov.br/noticia.php?id=19154)

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Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados

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Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.

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A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.

Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.

Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.

Além das grades

Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.

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Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.

A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.

Nome da Operação

O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades

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Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.

Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.

Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.

Não houve registro de vítimas.

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Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Mandados judiciais

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.

O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.

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Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.

Investigação

O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.

O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.

A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.

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Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Continuidade

As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.

Integração

Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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