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Diretor promove mudanças na titularidade de delegacias da Metropolitana

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Foto: Assessoria

O próprio delegado Douglas Turíbio Schutze compõe as mudanças que vem ocorrendo em quase todas as delegacias, setores e departamentos da PJC. O diretor era delegado regional de Sinop (500 km ao Norte) e recebeu convite para administrar a Diretoria Metropolitana, responsável por 16 delegacias da Região Integrada de Segurança Pública (Risp) Cuiabá (13 na Capital e 3 na Baixada Cuiabana) e 13 unidades da Risp Várzea Grande (9 em Várzea Grande e 3 na Baixada).A Diretoria de Metropolitana, coordenada pelo diretor Douglas Turíbio Schutze, finalizou as mudanças no comando de delegacias de Cuiabá e Várzea Grande. As alterações no quadro das delegacias vêm ocorrendo desde semana passada e fazem parte do planejamento administrativo e operacional da nova Diretoria Geral da PJC, na gestão do delegado Mário Dermeval Aravéchia de Resende.

Um dos primeiros atos, sob a coordenação do diretor metropolitano alinhado as ações estratégicas da diretoria geral, foi à escolha do delegado Rodrigo Bastos da Silva para a Regional de Cuiabá. Bastos era regional em Alta Floresta e substitui o delegado Cley Celestino Batista, que retorna para atividade fim, após as férias.

 “São mudanças que estão ocorrendo visando adequações ao perfil das unidades. Algumas delegacias mudaram em atendimento também de pedidos dos próprios delegados”, destacou o diretor Douglas Turíbio.

Em Várzea Grande, a delegada Ana Paula de Faria Campos passou a chefiar a Delegacia Regional. Ela era titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher  e em seu lugar assume o delegado Claudio Álvares Sant’ana. A delegada Mariell Antonini Dias é a nova adjunta da unidade.

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No âmbito das Delegacias sediadas em Cuiabá sofreram mudanças a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), para onde foi lotado o delegado Diego Alex Martimiano da Silva como titular e os adjuntos Arnon Osny Mendes Lucas e Marcelo de Melo Laert. O delegado Marcelo Martins Torhacs permanece na unidade.

Uma divisão de roubos e furtos de cargas será criada dentro da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores e terá um delegado para cuidar, com  exclusivamente, dos casos registrados na região metropolitana.

A divisão atuará integrada à Delegacia Fazendária para identificação das empresas/ comerciantes que dão aparente legalidade às mercadorias, deixando de recolher impostos ao estado, quando adquirem e revendem no comércio os produtos (roubados e furtados) como lícitos.  As empresas, uma vez identificadas, poderão ter as atividades comerciais suspensas em Mato Grosso.

“Haverá uma junção de trabalho entre essas unidades, em resposta aos roubos de cargas no Estado”, disse.

Conforme o diretor metropolitano, além do segmento voltado às cargas, a delegacia deverá adotar medidas administrativas para “limpar” o pátio, atualmente, com mais de 2 mil veículos apreendidos, numa parceria com o Departamento Estadual de Trânsito (Detran)  e mediante autorização judicial.

A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) (Cuiabá e Várzea Grande) e a Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) continuam sob a mesma titularidade, mas receberam reposição em delegados e também com investigadores e escrivães.

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O delegado Antonio José Esperandio (ex- 3ª DP) assumiu a coordenadoria da 2ª Delegacia de Polícia (2DP) do Carumbé e o delegado Richard Damasceno Ferreira Lage (ex-DERFFVA) foi para coordenação da 3ª Delegacia de Polícia do Coxipó.

Na Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), o  delegado Daniel Valente deixou a unidade para ser o titular da 3ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande. Em seu lugar permanece o delegado Francisco Kunze Junior, que deverá receber mais um delegado para os trabalhos da unidade.

Para a 1ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande, também responsável pela Central de Ocorrências de Várzea Grande, foram lotados os delegados Rodrigo Azem Buchidid e Guilherme Berto do Nascimento Fachinelli.

O novo diretor metropolitano tem experiência de 30 anos como delegado de polícia, todos no Estado de Mato Grosso. Já trabalhou e foi titular em dezenas de delegacias de polícia, conhecendo a realidade das demandas criminais e estruturais da capital e interior do estado. Trabalhou na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), Delegacia de Roubos e Furtos de Cáceres e foi regional de Pontes e Lacerda com pouco menos de dois anos de polícia. Após esteve lotado na Delegacia Municipal de Várzea Grande, Delegacia de Paranaíta e Delegacia Municipal de Alta Floresta. Também atuou na Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá e foi coordenado do antigo Cisc Verdão. Depois foi Regional de Sinop, Regional de Cáceres, Regional de Cuiabá, Regional de Peixoto Azevedo, delegado da 1ª DP de Várzea Grande, da 2ª DP de Cuiabá e novamente Regional de Sinop, de onde retornou para Cuiabá para assumir a Diretoria Metropolitana na gestão 2019/2020.

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Douglas Turíbio falou do desafio de estar no cargo de uma das diretorias com delegacias importantes, cujo trabalho reflete diretamente nas estatísticas criminais, como a DHPP, as Derf’s, Derrfva, e outras.

 “As dificuldades existem, mas a força de vontade é maior quanto à necessidade de sempre melhorar”, finalizou Douglas Turíbio.

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Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados

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Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.

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A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.

Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.

Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.

Além das grades

Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.

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Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.

A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.

Nome da Operação

O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades

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Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.

Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.

Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.

Não houve registro de vítimas.

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Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Mandados judiciais

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.

O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.

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Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.

Investigação

O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.

O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.

A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.

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Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Continuidade

As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.

Integração

Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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