Policial
Diretores da Polícia Civil buscam apoio em Brasília para andamento de projetos institucionais
Assessoria | PJC-MT
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A obtenção de recursos federais importantes para concretização de projetos em andamento na Polícia Civil de Mato Grosso foi motivo de mais uma rodada de visitas, realizadas na semana passada, em Brasília (DF), pelo delegado geral Mário Dermeval Aravéchia de Resende, junto a diretora de Execução Estratégica, Daniela Silveira Maidel, e o diretor de Inteligência, Juliano Silva de Carvalho.
Em pauta, nas reuniões, que vêm ocorrendo deste o começo deste ano, com deputados federais, senadores, Ministérios e na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), estão a implantação do plantão 24 horas de atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar, a construção da nova sede da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, implantação do inquérito policial eletrônico, aquisições de equipamentos e armamentos, entre outros assuntos institucionais voltados à modernização da Polícia Civil.
O delegado geral, Mário de Resende, ressaltou que a visita visava tanto a apresentação da nova gestão da Polícia Civil a Secretaria Nacional de Segurança Pública, assim como foi uma oportunidade de expor as carências e dificuldades da instituição, com objetivo de solicitar auxílio no pleiteio de recursos. Os diretores também conversaram com policiais civis que estão à disposição da Senasp, para alinhar as novas diretrizes da gestão da Diretoria Geral e também no sentido dos policiais auxiliarem a gestão nos trâmites dos convênios celebrados com o Governo Federal e outras ações.
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“Precisamos de recursos para concretizar e executar esses projetos e nossos policiais em Brasília podem nos auxiliar nesse processo”, disse o delegado geral, Mário de Resende.
Na Senasp, os diretores também buscaram informações sobre a dinâmica da Secretaria e conheceram o Coordenador- Geral de Instrumento de Repasse, John Kennedy Ferrer Lima, e a Coordenadora de Celebração de Convênios, Keila Silveira Vasconcelos, que explanaram sobre suas experiências trabalhando na gestão de transferências de recursos voluntários e congêneres. Os dois orientaram os diretores nos procedimentos necessários para aprovação de projetos de convênios com a Senasp.
O Secretário Nacional de Segurança Pública, General da reserva Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, recebeu os diretores da Polícia Civil de Mato Grosso, que falaram sobre a crise econômica, as dificuldades e necessidades da instituição, principalmente, nos problemas relacionados ao enfrentamento do narcotráfico na fronteira.
Os diretores pediram apoio ao Secretário Nacional de Segurança Pública, para fortalecimento das atividades de repressão à criminalidade na faixa fronteiriça de Mato Grosso com a Bolívia.
“Foi proposta ajuda principalmente na região de fronteira, onde é uma área de tráfico internacional que de competência Federal, porém que muitas vezes quem atua são as Polícias Estaduais, dentre elas a Polícia Civil, que necessita de estrutura para realização do trabalho. Desta forma, foram solicitados auxilio para aquisição de viaturas, armamentos, munições e outros equipamentos que pudessem contribuir para o desempenho da instituição”, disse o delegado geral.
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Segundo o delegado geral, além de serem tratados assuntos referentes a região de fronteira, foram visitados outros setores da secretaria, visando a agilização de projetos e convênios relacionados a captação de recursos que permitirão a Polícia Civil a melhoria infraestrutural e consequentemente a maior qualidade na prestação de serviço.
“Esta é a segunda viagem que realizamos este ano contando com a presença da Diretoria de Execução Estratégica, tendo em vista a atual formatação da Senasp que nos orientou a constituir uma equipe de projetos na Polícia Civil, que existia antes. Através desses projetos bem elaborados, poderemos apresentar nossas carências para captarmos recursos oriundos de emendas e da própria Secretaria”, destacou Mário.
Um dos pontos altos das visitas ocorreu ao Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Fernando Moro. Entre outros assuntos, com os diretores falaram da instalação do plantão 24 horas de atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar e do projeto de construção da sede da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher em Cuiabá, ressaltando a necessidade de recursos financeiros para executar os projetos.
A diretora de execução estratégica, Daniela Maidel, disse que no encontro foi reafirmada a necessidade de investimentos na área de violência doméstica, principalmente relacionado ao atendimento a mulher vítima, com foco na agilidade dos procedimentos, e emissão de medidas protetivas.
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O combate a violência doméstica impacta diretamente nos números de feminicídio. Trabalhar na redução dos índices de morte de mulheres vítimas de violência é uma das nossas propostas. Esse tema foi colocado em pauta, visando buscar auxílio tanto a instauração do atendimento 24 horas para essas vítimas, quanto a construção de uma nova Delegacia Especializada de Defesa da Mulher”, disse Maidel
Outro ponto de destaque foi realmente a questão da fronteira, levar ao conhecimento do Governo Federal a realidade da fronteira de MT e das carências existentes. É uma fronteira extensa, com muita dificuldade, com equipamentos desatualizados. Então estamos em buscas de armamentos, viaturas e tudo que possa auxiliar o trabalho dos policiais.
Com o senador Wellington Fagundes, e os deputados federais Emanuel Pinheiro Neto e Neri Geller, que é líder da bancada Mato-grossense, os diretores conversaram sobre demandas do Estado de Mato Grosso em relação a Segurança Pública, buscando sensibilizar os parlamentares para destinação de emendas à Polícia Civil, para que a instituição siga seu processo de modernização tecnológica e predial e continue prestando, de forma célere, atendimento à população nos campos administrativo, investigativo e operacional.
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Policial
Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados
Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).
A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.
A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.
A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.
Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.
Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.
Além das grades
Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.
Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.
A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.
Nome da Operação
O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades
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Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.
Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.
Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.
Não houve registro de vítimas.
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Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Mandados judiciais
Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.
O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.
Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.
Investigação
O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.
O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.
Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).
Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.
A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.
Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.
Continuidade
As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.
Integração
Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
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