Mato Grosso
Estado e municípios debatem futuro da educação com encontro de formação em Cuiabá

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) realiza, de 23 a 24 de julho, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, o Encontro de Formação Técnica em Monitoramento Educacional: Compartilhando Práticas e Resultados (2023-2024).
O evento reúne representantes das redes municipais de educação dos 142 municípios de Mato Grosso, entre eles, professores, equipes técnicas, diretores de escolas, articuladores municipais que atuam nas diretorias regionais da Seduc, secretário municipais de Educação, entre outros.
O objetivo é apresentar os resultados do monitoramento dos Planos Municipais de Educação (PME) no biênio 2023–2024, compartilhar boas práticas desenvolvidas pelas equipes técnicas municipais e alinhar as diretrizes do Orientativo PME 2025.
Busca-se, assim, fortalecer as ações de acompanhamento dos Planos Municipais de Educação e contribuir para a consolidação do Relatório II no território mato-grossense. Além disso, o evento será um espaço preparatório para a transição do atual ciclo de planejamento para o novo decênio (2024–2034), com base no novo Plano Nacional de Educação (PNE).
Entre os temas das mesas temáticas estão o papel dos fóruns municipais de educação para a garantia da qualidade e equidade da educação básica; os PME numa perspectiva cidadã e de desenvolvimento social; o papel dos fóruns municipais de educação para a qualidade da educação básica, pública e gratuita; e a equidade no contexto do Plano Nacional de Educação: garantia do acesso a oportunidades e a promoção da inclusão.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou a importância da pasta realizar a devolutiva dos resultados e da socialização de experiências exitosas do regime de colaboração com os municípios mato-grossenses.
“Estamos indo além de uma apresentação de dados e resultados. A Seduc está promovendo discussões que gerem ações concretas e que as boas práticas sejam replicadas em todas as escolas. A participação ativa dos municípios e o engajamento de todos os envolvidos são essenciais para o sucesso desta iniciativa e, consequentemente, para o futuro da educação em Mato Grosso”, disse o secretário.
Para Alan Porto, “a educação de qualidade é a base para o desenvolvimento do Estado em todos os sentidos, e o monitoramento constante dos PME é crucial para garantir que as metas sejam alcançadas. Compartilhar experiências entre os municípios e traçar um plano unificado demonstra um esforço para fortalecer o sistema educacional e o regime de colaboração entre o Estado e os municípios”.
Ele também destacou que Mato Grosso registrou 60,59% de crianças alfabetizadas, em 2024, superando a meta estadual que era de 59,2% o que, segundo Alan, reforça os avanços de uma política pública estruturada em regime de colaboração com os municípios. Esse resultado foi divulgado na sexta-feira (11) pelo Ministério da Educação (MEC), e faz parte do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).
O secretário lembrou que o Ensino Médio da rede estadual saltou da 22ª para a 8ª posição no ranking do MEC e que a meta de redução do analfabetismo para 2025 entre pessoas com mais de 15 anos, que era de 4%, foi superada no dia 13 de julho quando o IBGE anunciou que o número de pessoas que não sabem ler e escrever caiu para 3,8% no estado.
“Esse encontro representa um passo importante rumo ao fortalecimento da gestão educacional e à garantia do direito à educação com qualidade”, ressaltou o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público de Mato Grosso, Miguel Slhessarenko.
A vice-presidente da Undime-MT e secretária Municipal de Educação de Campo Verde, Simoni Borges, também destacou a importância do momento como um marco para o futuro da educação. “Pensar o plano de educação a longo prazo é um desafio, mas também um privilégio. Estamos construindo um documento que vai nortear as políticas e ações educacionais nos próximos 10 anos”, concluiu.
Também participaram do evento o presidente da Associação de Pais das Escolas Públicas e Privadas do Estado de Mato Grosso, André Martins, a coordenadora estadual da União Nacional dos Conselhos Municipais, Andreia dos Santos, além dos secretários-adjuntos da Seduc.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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