Mato Grosso
Estado recebe R$ 17 milhões com implementação de PPPs
A gestão Pedro Taques buscou inovar na captação de investimentos ao implementar as Parcerias Público-Privadas (PPPs). Por meio da MT Parcerias S.A. (MT Par), o Estado recebeu, entre os anos de 2015 a 2018, cerca de R$ 17,9 milhões da iniciativa privada.
A MT Par é uma sociedade de economia mista criada pelo Governo de Mato Grosso para promover a geração de investimentos no Estado, proporcionando a melhoria na oferta e na qualidade dos serviços públicos para o cidadão, por meio da viabilização e operacionalização de parcerias e alianças entre o setor público e a iniciativa privada.
“Atribuímos esse interesse do mercado privado em apostar em estudos e modelagens de concessão no Estado ao ambiente institucional seguro e confiável gerado pela legislação estadual vigente, pela estrutura organizacional instalada e pela clareza e objetividade proposta de ‘parceirização’ trazida pelo governador em seu plano de governo”, destacou o diretor-presidente da MT Par, Luciano Bernart.
A primeira PPP firmada garantiu a ampliação do programa Ganha Tempo, em parceria com a Secretaria de Trabalho e Assistência Social (Setas). A concessão foi assinada em outubro de 2017 e prevê a construção, reforma, adaptação, gestão, manutenção e operação de unidades do Ganha Tempo nos municípios de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis, Várzea Grande, Cáceres, Barra do Garças e Lucas do Rio Verde.

Com a ampliação das unidades, foram investidos R$ 22 milhões pelo setor privado, alcançando 1,3 milhão de habitantes com economia de 30% no valor por atendimento quando comparado com as operações ofertadas em outros Estados do país.
A MT Par também atuou na assessoria e elaboração da PPP para o programa da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), o Pró-Estradas. Na primeira fase, a concessão alcançou 524,9 quilômetros de rodovias estaduais, contemplando os municípios de Alto Taquari, Alto Araguaia, Nova Santa Helena, Colíder, Nova Canaã do Norte, Carlinda, Alta Floresta, Barra do Bugres, Nova Olímpia e Tangará da Serra.

O projeto para operação, manutenção, conservação, fiscalização, segurança e exploração comercial do Complexo Turístico da Salgadeira também contou com a atuação da MT Par, junto à Secretaria Adjunta de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
A empresa atuou como assessora estratégica para definição e estruturação do escopo, além de apoio na análise de viabilidade econômico-financeira e jurídica do modelo de gestão para viabilização da operação do complexo.
Apesar de ainda não terem sido implementados, a MT Par atuou nos projetos de instalação do Ganha Tempo no bairro Pedra 90, em Cuiabá, da Alameda Paiaguás, da Arena Pantanal, de manutenção de unidades de conservação nos municípios de Colniza e Aripuanã, na plataforma de comercialização de ativos ambientais, como os créditos de carbono, para oferta de wifi livre em espaços públicos, no lote dois para as concessões do Pró-Estradas, no Pró-Escolas Infraestrutura, no MT Par Social, para um sistema de comunicação (VOIP) em unidades prisionais e na possível implantação da Central de Abastecimento de Mato Grosso (Ceasa/MT).
Parcerias
Ao longo dos anos de 2016 a 2018, a MT Par firmou oito parcerias de cooperação mútua, com instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com o intuito de ampliar a rede de parceiros estratégicos nacionais e internacionais. Todos os acordos firmados não tiveram contrapartida do Estado.
Além do BNDES, também fazem parte da rede de parceiros da empresa mista o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Instituto Semeia, a Empresa de Planejamento e Logística S.A. (EPL) e o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops).
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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