Política MT
Faissal e Avallone buscam soluções para agricultura familiar na baixada cuiabana
Foto: STEPHANIE ROMERO / Assessoria de Gabinete
Cerca de 400 famílias que moram na região rural do Cinturão Verde do bairro Pedra 90, em Cuiabá, que têm como fonte de renda a piscicultura, ficaram prejudicadas neste ano devido o cancelamento da 28ª edição do Programa Peixe Santo.
O tema foi discutido pelos deputados estaduais Faissal Kalil (PV) e Carlos Avallone (PSDB), com o presidente do bairro Pedra 90, Marcos Baiano, nesta quinta-feira (02), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, durante a reunião da Frente Parlamentar para o Desenvolvimento do Vale do Rio Cuiabá.
De acordo com Marcos Baiano, “os piscicultores foram afetados financeiramente. Eu não entendi a intenção por parte do Poder Público de retirar o sonho dos trabalhadores, que é vender o peixe durante a Semana Santa. Então, quando vemos que os parlamentares estão preocupados com a situação da região, ficamos felizes e com a expectativa de que teremos uma solução para este problema”, disse.
Avallone parabenizou a iniciativa do deputado Faissal. “Assim que chegou à Assembleia ele percebeu o vazio existente em relação à discussão da região do Vale do Rio Cuiabá, então propôs a Frente Parlamentar, e nos convidou para estarmos juntos. Hoje estamos vendo a situação do Cinturão Verde, que é um local populoso, que sofre com a falta de projetos”.
O assessor parlamentar Bolanger José de Almeida avalia a necessidade de realizar projetos casados, ou seja, a produção já deve ter uma destinação definida para não correr problemas como o atual. “Precisamos levantar a demanda e a solução, quais as dificuldades para a produção dos peixes, e para quem podemos vender, se é escolas públicas utilizarem na merenda escolar, para o mercado local ou exportação. Caso seja necessário, podemos até realizar uma audiência pública”, analisa Bolanger.
Faissal ressalta que um dos objetivos da Frente Parlamentar, da qual é o presidente, é fomentar a agricultura familiar, mas para isso todo agricultor precisa ter garantia de que os seus produtos sejam comercializados, para garantir o sustento da família.
“Devemos trabalhar de forma integrada. Verificar a condição das cadeias produtivas, além da piscicultura, a região também pode produzir leite, mel e hortigranjeiro. O segundo passo é dar condições de trabalho, analisar se eles precisam de incentivos fiscais ou equipamentos. E por último, ampliar o mercado consumidor com feiras orgânicas, exportação, vendas em supermercados, e até buscar indústrias que tenham interesse em se instalarem na região”, observou.
Frente Parlamentar – A Frente Parlamentar para o Desenvolvimento do Rio Cuiabá será oficializada no próximo dia 6, às 8 horas, no auditório Deputado Milton Figueiredo, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
A medida visa garantir condições técnicas e políticas para a geração de trabalho e renda dos 13 municípios que compõem o Consórcio do Vale do Rio Cuiabá, buscando seu desenvolvimento e igualar a arrecadação e a qualidade de vida das pessoas de outras regiões do Estado.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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