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Fevereiro Laranja: Projeto de Lei da Assembleia estabelece diretrizes para o diagnóstico precoce de Leucemia

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A importância do diagnóstico precoce é uma das principais bandeiras do “Fevereiro Laranja”, mês dedicado à conscientização sobre leucemia, câncer que afeta o sangue e a medula. A campanha nacional busca incentivar o diagnóstico precoce da doença e também o cadastro no banco de doadores de medula óssea.

De acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) no período entre 2023 e 2025 o Brasil deve registrar mais de 11 mil casos da doença. Ainda de acordo com o Inca, a leucemia é um tipo de câncer que aumenta sua incidência com a idade, sendo mais frequentes em idosos. Mas até os vinte anos de idade é o câncer mais comum.

Diante desse cenário, tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) Projeto de Lei 694/2024, de autoria do deputado Valdir Barranco (PT), que estabelece diretrizes para a identificação precoce da leucemia, visando garantir o acesso da população a diagnóstico e tratamento adequados. “A leucemia é uma doença grave e potencialmente fatal se não for diagnosticada e tratada precocemente. A detecção precoce da leucemia é fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir a morbidade e mortalidade associadas a essa doença”, justifica o parlamentar em sua proposta.

A grande dificuldade, segundo ele, é que “muitas vezes é a identificação dos sintomas da leucemia que podem ser confundidos com os de outras doenças menos graves, o que pode levar a diagnósticos tardios e comprometer o prognóstico dos pacientes. Por isso a importância de um protocolo mais especifico”, avaliou.

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Para o médico oncologista André Crepaldi, a identificação dos sintomas é um dos grandes desafios para o tratamento da doença. “A principal importância da campanha é a conscientização do diagnóstico precoce. É fazer com que as pessoas, os familiares e a população saibam exatamente quais os sintomas que caracterizam a leucemia para procurar atendimento medico”, avaliou o médico. Segundo Crepaldi, algumas alterações devem ser observadas como alerta, como “palidez, infecções que parecem sem motivo evidente e também um terceiro sintoma que é muito característico que são os sangramentos. Então todos os sintomas da leucemia estão relacionados com a produção de sangue”, explicou.

Leucemia – É uma doença grave, que interfere no sistema hematológico, comprometendo a produção de células sanguíneas saudáveis. Ela tem origem nas células-tronco da medula óssea que, ao se multiplicarem de forma anormal e excessiva, geram leucócitos (células brancas do sangue) de maneira descontrolada. Esse processo prejudica a produção de outras células essenciais, como os glóbulos vermelhos e as plaquetas.

O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, como hemograma e outros mais específicos. Já o tratamento é definido de acordo com cada caso, mas o transplante de medula é um procedimento crucial em diversas condições da doença.

Como se tornar um doador – Para se tornar um doador voluntário de medula óssea, é preciso ir ao Hemocentro mais próximo da sua cidade, realizar um cadastro no REDOME e coletar uma amostra de sangue (10 ml) para exame de tipagem HLA.

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Dentre os requisitos necessários é preciso ter entre 18 e 35 anos de idade (o doador permanece no cadastro até 60 anos e pode realizar a doação até esta idade). Estar em bom estado geral de saúde e não ter nenhuma doença impeditiva para cadastro e doação de medula óssea.

Fonte: ALMT – MT

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Alessandra deputada: força de Cláudio Ferreira será suficiente para vencer as urnas?

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Foto- Assessoria

A candidatura de Alessandra Ferreira à Assembleia Legislativa de Mato Grosso coloca o prefeito Cláudio Ferreira diante de um dos maiores testes políticos desde que chegou ao comando de Rondonópolis. A pergunta que começa a circular nos bastidores é direta: será que o prefeito conseguirá transformar sua força política em votos suficientes para eleger a própria esposa?

Alessandra, pelo Podemos, já iniciou oficialmente sua campanha e vem buscando ampliar sua presença política dentro e fora de Rondonópolis. Em agosto, um dos primeiros grandes atos de campanha reuniu centenas de apoiadores ao lado de Cláudio e lideranças políticas.

O desafio, porém, vai muito além de uma campanha familiar. A eleição poderá funcionar como uma espécie de plebiscito sobre a força do grupo político de Cláudio Ferreira e sobre sua capacidade de transferir capital eleitoral para outro nome.

O cenário também é cercado por concorrentes com bases consolidadas e por uma disputa acirrada entre nomes de Rondonópolis. Pesquisa espontânea divulgada em julho colocou Alessandra entre os nomes mais lembrados do município para deputado estadual, mas ainda em um patamar distante de qualquer garantia de eleição.

Cláudio já deixou claro que pretende participar diretamente desse projeto. Em declaração pública, defendeu que Rondonópolis precisa ter um deputado “para chamar de seu”.

Agora começa a parte mais difícil: transformar apoio político, estrutura e popularidade do prefeito em votos para Alessandra.

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A eleição poderá, portanto, produzir dois resultados. Se Alessandra conquistar uma cadeira na Assembleia, Cláudio sairá fortalecido e poderá consolidar um novo grupo político em Rondonópolis. Se ficar pelo caminho, a derrota inevitavelmente abrirá espaço para questionamentos sobre o tamanho real da força eleitoral do prefeito.

No fim das contas, a eleição de Alessandra não será apenas uma disputa por uma cadeira na Assembleia. Será também um teste para saber até onde vai a força política de Cláudio Ferreira.

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TRE manda retirar matéria sobre candidata Dra. Luciana Horta do ar e fixa multa para nova publicação

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Foto- Assessoria

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) determinou, nesta quarta-feira (19), que o portal Momento MT retire do ar, em até 24 horas, uma matéria publicada sobre a candidata a deputada estadual Luciana Horta (PL).

A decisão foi tomada em uma representação na qual o portal e sua responsável são acusados de divulgar propaganda eleitoral irregular e conteúdo relacionado a alegações de violência política de gênero.

Na decisão, o juiz auxiliar apontou uma contradição entre a manchete e as informações apresentadas no próprio texto. Enquanto o título afirmava que “pacientes do SUS ficam sem atendimento” após o afastamento de Luciana Horta, a matéria também reproduzia uma informação oficial de que o atendimento continuava, com os pacientes sendo encaminhados para a Santa Casa de Misericórdia.

Para o magistrado, há indícios de uma “decisão editorial deliberada de preservar a narrativa depreciativa”, mesmo diante de informações que apontavam para a continuidade do serviço.

O TRE-MT também considerou que o afastamento da médica ocorreu por causa da desincompatibilização exigida por lei para que ela possa disputar as eleições. Segundo a decisão, apresentar a situação como consequência da candidatura poderia alterar o sentido dos fatos e influenciar a opinião dos eleitores no início do período eleitoral.

Além de determinar a retirada da publicação, a Justiça Eleitoral proibiu uma nova divulgação da mesma matéria ou de conteúdo considerado substancialmente equivalente.

Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 1 mil, inicialmente limitada ao período de 15 dias.

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Prefeitura de Rondonópolis rebate questionamentos do TCE e diz que remanejamento não prejudica a Saúde

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Foto- Assessoria

A Prefeitura de Rondonópolis informou que foi intimada, nesta quarta-feira, da decisão liminar proferida no Processo nº 280.247-3/2026, que trata do Programa Educa ROO – Prêmio Excelência em Sala de Aula aonde seriam premiador 12 professores com veículos Corollas com parte da verda da Saúde.

Segundo o Município, a decisão surpreendeu a administração porque a questão relacionada à fonte de recursos do programa já havia sido esclarecida junto ao próprio Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), antes mesmo do ajuizamento da nova denúncia.

Em dezembro de 2025, por meio do Ofício nº 3.665/2025, a Secretaria Municipal de Educação teria demonstrado que o Programa Educa ROO não utiliza recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB). Na ocasião, conforme a Prefeitura, a administração também ajustou imediatamente a fonte orçamentária e retirou a contabilização do programa do cálculo do mínimo constitucional de 25% destinado à Educação.

A Prefeitura reforçou que a decisão é de natureza liminar e, portanto, provisória, não representando uma decisão definitiva sobre o mérito da questão nem uma declaração de irregularidade. O Município afirma que apresentará os esclarecimentos solicitados dentro do prazo estabelecido pelo relator do processo.

Recursos próprios

De acordo com a administração municipal, o Programa Educa ROO possui crédito de até R$ 2,36 milhões, aprovado pela Câmara Municipal por meio da Lei nº 14.584/2025.

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A Prefeitura sustenta que os recursos utilizados são próprios do Município e de livre alocação pelo gestor, conforme a legislação vigente, e que não há utilização de recursos do FUNDEB para o pagamento da premiação.

Prefeitura nega prejuízo à saúde

Outro ponto destacado pela administração é que o remanejamento orçamentário utilizado para financiar o programa não teria comprometido os investimentos na área da saúde.

Segundo a Prefeitura, atualmente o Município aplica aproximadamente 30% de suas receitas em ações e serviços públicos de saúde, percentual que corresponde ao dobro do mínimo constitucional de 15%.

A administração também cita como referência o percentual de 34,17% registrado no terceiro quadrimestre de 2024 e afirma que nenhuma obra, serviço ou unidade de saúde foi interrompida ou prejudicada em razão do remanejamento.

Ao final, a Prefeitura de Rondonópolis reafirmou o respeito ao Tribunal de Contas do Estado, destacando o histórico de colaboração com a Corte, e afirmou que continuará adotando medidas de transparência e valorização dos profissionais da educação.

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