Mato Grosso
Filha de líder criminosa alvo de operação da Polícia Civil ostentava vida de luxo nas redes sociais

A Polícia Civil deflagrou na ultima quinta-feira (5.3), operação para cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra um núcleo familiar com atuação norte do Estado. Foram cumpridas medidas de sequestros de veículos, móveis, bloqueios de contas bancárias e suspensões de pessoa jurídica. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Criminal de Sinop e cumpridas nas cidades de Alta Floresta e Nova Bandeirantes.
A vida de luxo, exibida nas redes sociais pela filha da líder de uma facção criminosa alvo da Operação Showdown, chamou atenção nas investigações conduzidas pela Polícia Civil.
Se apresentando como inflenciadora digital e empresária, jovem de 19 anos e o seu marido mostravam no perfil do Instagram uma rotina de luxo, considerada incompatível com a renda declarada, ostentando carros de alto valor, viagens internacionais e empreendimentos comerciais, em uma demonstração de alto poder aquisitivo.
As investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá e Delegacia de Alta Floresta, demonstraram que mesmo foragida, a mãe, líder da facção continua atuando no crime, por meio de ações de seus familiares.
A sua filha teria papel importante na movimentação financeira ligada ao grupo criminoso, lavando o dinheiro com empresas de fachada e supostos ganhos com jogos de azar on-line.
Ostentação nas redes sociais
Com mais de 40 mil seguidores na rede social Instagram, a jovem compartilhava em seu perfil fotos e vídeos exibindo um padrão de vida elevado.
Entre as publicações, o casal aparecia em fotos de viagens internacionais e registros de momentos em destinos considerados exclusivos, como Suíça, Dubai, Ilhas Maldivas e Caribe, destinos turísticos conhecidos pelo alto custo.
Além das viagens, o casal também exibia veículos de grande valor. Entre eles estão uma Toyota Hilux, uma GM S10 e uma Dodge Ram 3500 Laramie 2024, avaliada em mais de R$ 415 mil. Somados, os veículos ultrapassam meio milhão de reais em patrimônio.
Renda incompatível
A ostentação do casal chamava atenção, uma vez que nenhum dos dois possui ocupação profissional que justificasse o padrão de vida, evidenciando à ligação aos crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
As investigações apontaram ainda mudança rápida no padrão de vida do casal. Publicações antigas nas redes sociais mostram uma realidade considerada mais simples. Em 2023, por exemplo, o genro da líder da facção comemorava a compra de uma motocicleta de baixo valor. Pouco tempo depois, passou a aparecer nas redes sociais dirigindo caminhonetes de luxo.
Empresas com baixa movimentação
Apresentando-se como empresária e influenciadora digital, a jovem investigada possui ao menos duas empresas registradas em Alta Floresta: uma loja de calçados e um estúdio de beleza, que seriam utilizadas na lavagem do dinheiro do tráfico.
As investigações apontaram que os estabelecimentos apresentam movimentação considerada muito baixa de clientes, reforçando as suspeitas de que os negócios eram utilizados para dar aparência legal a recursos de origem ilícita.
Uso de plataformas de apostas e jogos de azar
Um dos pontos identificados pela investigação é o uso de plataformas digitais de apostas, popularmente conhecidas como jogos de “slots”, incluindo o chamado “tigrinho”, para a prática de lavagem de dinheiro da facção.
Nas redes sociais, a jovem se apresenta como “jogadora de slots” e influenciadora de plataformas de apostas, divulgando jogos e supostos ganhos. No entanto, as investigações apontaram que esse tipo de plataforma era utilizado para inserir valores de origem criminosa e posteriormente apresentar o dinheiro como se fosse resultado de ganhos em jogos online.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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