Mato Grosso
Gisela Simona intensifica maratona nas ruas e campanha ganha força na reta final
Um dos nomes mais lembrados para o Congresso Nacional nas eleições de 2022, a candidata a deputada federal Gisela Simona intensificou esta semana a verdadeira maratona de arrastões e reuniões realizadas desde o início da campanha. A servidora do Procon-MT fez mais de 30 arrastões somente em setembro, além de um trabalho diário e intenso de corpo a corpo com o eleitor, por meio de visitas no comércio e reuniões residenciais e setoriais.
“Nós temos pouquíssimo tempo para levar nosso nome e nossas propostas ao eleitor e por isso estamos trabalhando dia e noite. Felizmente percebemos que o eleitor hoje está interessado em conhecer a trajetória do candidato, saber se é ficha limpa, se tem serviços prestados e se tem propostas concretas para Mato Grosso”, pondera a candidata.
Moradora do bairro Nova Esperança, em Várzea Grande, Neide Clara da Silva acompanha a jornada de Gisela Simona na política. “Ela é a pessoa mais indicada para assumir o posto de deputada federal. Ela é líder e competente e precisamos de pessoas honestas na política”, frisa a dona de casa.
O feirante Justino Pinto da Costa, que reside na Cohab Jayme Campos, também em Várzea Grande, não esconde a empolgação com a candidatura de Gisela. “Ela é guerreira, é uma mulher forte, sabe conversar e ouvir o povo e vai ser eleita, com certeza, no dia dois de outubro”.
A professora Cristina Paes, moradora do bairro Goiabeiras, que conheceu pessoalmente Gisela Simona esta semana durante reunião no bairro Quilombo, entende é hora das mulheres somarem forças para eleger uma representante da Baixada Cuiabana para deputada federal. “Precisamos de mais mulheres no Congresso Nacional e escolhi votar em Gisela porque tem serviço prestado e todo Mato Grosso sabe disso”.
Respeitada por sua trajetória de honestidade, ética e dedicação integral ao serviço público com foco na defesa dos direitos do consumidor, Gisela surpreendeu em 2018 quando obteve 12% dos votos válidos na Capital mato-grossense, preferência que cresceu para 20% em 2020, quando foi candidata a prefeita da sua cidade natal.
Em 2022, Gisela Simona, que esta semana despontou com a mulher mais lembrada nas pesquisas para deputada federal, é candidata a deputada federal pelo União Brasil Gisela e vem fazendo uma campanha pautada em 40 propostas para Mato Grosso, com destaque para a defesa dos direitos do consumidor e contribuinte, valorização das mulheres, defesa e valorização dos serviços públicos, saúde pública de verdade, geração de emprego e renda, proteção socioambiental e a causa animal.
Fonte: Eleições 2022
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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