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Governador e ministro da Justiça assinam parceria para investimentos de R$ 87,6 milhões na Segurança Pública de MT

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O governador Mauro Mendes e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, assinaram seis termos de parceria, nesta segunda-feira (09.10), para investimentos de R$ 87,6 milhões em projetos e ações da Segurança Pública de Mato Grosso. Os acordos firmados em cerimônia no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, fazem parte do Plano de Ação na Segurança (PAS) e do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci 2).

O principal acordo destina R$ 15 milhões para concluir a obra do Centro Oficial de Treinamento (COT) do Pari, em Várzea Grande, previsto para a Copa do Mundo de 2014, e transformá-lo em Academia Integrada da Segurança Pública. O espaço de 10 mil metros quadrados será destinado à formação, capacitação e treinamento dos servidores que atuam nas forças de segurança de Mato Grosso.

O governador Mauro Mendes destacou que o COT será a última obra da Copa do Mundo de 2014 a ser retomada no Estado e que o objetivo é construir um importante centro de treinamento das forças de segurança no local.

“O Centro de Treinamento é a última obra da Copa. A última daquelas tantas que ficaram paralisadas, e foi uma verdadeira romaria para que a gente desatasse todos os nós e pudéssemos transformar aquele local, que começou a ser construído. Lá tem uma arquibancada, campo, pista de treinamento. Estamos adaptando e queremos construir um dos mais expressivos centros de treinamento das forças de segurança”, afirmou.

No evento, também foi assinado um termo para o repasse de R$ 35,3 milhões ao Governo do Estado para ações de políticas voltadas à segurança pública.

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O ministro Flávio Dino declarou que essas parcerias são fundamentais para o combate à violência e as organizações criminosas e, em Mato Grosso, segundo ele, é preciso fortalecer a segurança na fronteira.

“A boa notícia, governador, é que vamos seguir ampliando. Mato Grosso faz parte do Programa Amazônia Mais Segura. O senhor governador tem muitos créditos conosco e vai receber mais equipamentos, sobretudo, para esse tema das fronteiras, com helicópteros, viaturas armamentos, fruto desse programa Amazônia Mais Segura, que ainda virei aqui lançar, e a outra preocupação relativa às fronteiras é sobre o tráfico internacional. Precisamos descapitalizar as organizações criminosas e isso passa pelo combate firme ao tráfico internacional de drogas e Mato Grosso é estratégico para isso”, ressaltou.

Mato Grosso também recebeu 30 viaturas, 12 caminhonetes e 18 veículos de radiopatrulhamento, 116 pistolas, 235 fardas de policiamento rural, nove drones, além de materiais de suporte e proteção individual, que totalizam cerca de R$ 9 milhões. Foram destinados também R$ 2,9 milhões ao Programa Escola Segura, cujo objetivo é investimento em prevenção à violência, rondas, qualificação de profissionais da área de segurança, pesquisas e monitoramento cibernético.

No âmbito do programa Viver Mulher Sem Violência, houve também assinatura do termo de cooperação técnica para a implantação da Casa da Mulher Brasileira, em Cuiabá, envolvendo estudos, pesquisas, protocolos articulados, promoção de mecanismos de governança, e aquisições voltadas ao enfrentamento da violência contra mulheres e meninas em todo estado. O recurso destinado é de R$ 17 milhões.

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Com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por intermédio da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso, o ministro assinou termo de cooperação voltado à educação profissional no campo da política sobre drogas, e gestão de ativos, através da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos.

O secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), coronel César Roveri destacou o investimento de mais de R$ 1 bilhão feito pelo Governo do Estado desde o começo da gestão, em 2019. Enfatizou ainda que a assinatura dos termos de cooperação com o Governo Federal irá contribuir ainda mais com o fortalecimento das forças de segurança de Mato Grosso.

“São investimentos constantes. O governador Mauro Mendes já destinou mais de R$ 1 bilhão para as forças de segurança desde o seu primeiro mandato, e esses investimentos continuam. Hoje damos um passo importante na continuidade desses investimentos, agora em parceria com o Governo Federal, em que rebemos recursos substanciais, equipamentos, viaturas, que irão reforçar não somente a fronteira, mas todo estado de Mato Grosso. Essa integração do Governo Federal com o Governo Estadual também é muito importante e nós continuamos com esse caminho, liderado pelo governador Mauro Mendes e capitaneado pelos nossos senadores, todos conosco nesta parceria buscando investimentos desde o começo do ano”.

No evento, o senador Jayme Campos enfatizou que o governador Mauro Mendes tem feito um esforço sobrenatural para atender as demandas do estado.

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“O Estado vinha de uma crise sem procedência e hoje melhorou, não só com equipamento, viaturas, armamentos, mas também dando um salário melhor, mais digno, condições de trabalho que é muito importante para o cidadão que faz a segurança deste estado”, declarou.

A senadora Margareth Buzetti apontou o avanço nos índices da área da segurança pública de Mato Grosso. “Sabemos que a segurança pública é um desafio em todo Brasil, mas aqui no estado a gente tem declínio de homicídios, de assassinatos, inclusive de feminicidio, que é uma das coisas que eu como mulher, mais me preocupa. Eu fico pensando que a sentença de morte existe sim e para as mulheres. O homem sentencia, executa e a gente não tem muito o que fazer. Eu vejo o governador Mauro Mendes aparelhando a Segurança Pública e ministro está aqui fazendo isso. Isso nos deixa feliz porque não tem outra forma senão combatendo a violência”, pontuou.

Também participaram do evento o secretário nacional de Segurança Pública, Tadeu Alencar; o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Rodrigo Bastos da Silva, a coordenadora do Pronasci, Tamires Sampaio; secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Gárcia; coordenadora de atenção as mulheres e grupos vulneráveis da Secretaria Nacional de Poltícias Penais, Raisse Araújo; secretário-adjunto de Administração Penitenciária de Mato Grosso, Jean Gonçalves; deputados estaduais Max Russi, Lúdio Cabral e Valdir Barranco, e a vereadora Edna Sampaio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados

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Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.

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A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.

Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.

Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.

Além das grades

Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.

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Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.

A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.

Nome da Operação

O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades

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Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.

Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.

Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.

Não houve registro de vítimas.

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Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Mandados judiciais

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.

O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.

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Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.

Investigação

O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.

O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.

A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.

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Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Continuidade

As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.

Integração

Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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