Mato Grosso
Governo de MT anuncia mais 6 escolas e ajuda para compra da casa própria em VG

O Governo de Mato Grosso realizou, nesta quarta-feira (25.3), a entrega de obras e a assinatura de convênios para novos investimentos em Várzea Grande. A segunda maior cidade do Estado receberá R$ 266 milhões em ações para melhorias nas áreas de educação, habitação, agricultura familiar e infraestrutura.
Mais seis escolas estaduais serão construídas no município, todas no modelo Colégio Estadual Integrado. Três escolas já construídas receberão quadras poliesportivas e a escola Dunga Rodrigues, que foi entregue nesta quarta, terá uma piscina.
Na infraestrutura, foi autorizada a recuperação do asfalto de ruas e avenidas. Já na habitação, o Governo anunciou a inclusão de mais unidades no programa SER Família Habitação – Entrada Facilitada.
A prefeita Flávia Moretti ressaltou a importância dos investimentos do Estado e da parceria para a melhoria da educação e outras áreas em que o município tem demandas.
“Hoje estamos recebendo aqui investimentos importantes para diversas áreas e em especial essa escola que é histórica, que é a Dunga Rodrigues. Quando precisamos, tivemos a parceria do Estado. Cada escola foi visitada pelas equipes do Governo para saber o que seria possível fazer para melhorar nossa educação, entre outras ações para melhorar a qualidade de vida da nossa população”, disse Moretti.
O governador Mauro Mendes, que estava acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes, destacou a importância de um trabalho sério e planejado para que estes investimentos cheguem aos municípios.
“Todas as entregas e anúncios mostram que o planejamento e que as ações reais que estão acontecendo estão dando resultado. Que Mato Grosso está no rumo certo. Aqui em Várzea Grande, só na habitação são quase 2,5 mil casas novas que o Governo ajudará dando o valor da entrada, seis novas escolas, entre outros investimentos que o Governo está ajudando a acontecer”, frisou.
O vice-governador Otaviano Pivetta reforçou: “A história que queremos construir é a de um governo que governa para todos, investindo nas pessoas e no futuro por meio de uma educação de qualidade. Estamos substituindo estruturas precárias por escolas modernas, completas e bem equipadas, que dão orgulho aos alunos, professores e às famílias. Esse é o caminho para formar uma nova geração mais preparada, com mais oportunidades e mais qualidade de vida em todo Mato Grosso”.
Em seu discurso, o deputado estadual Fábio Tardim avaliou que a parceria do Estado com os municípios tem trazido resultados para o Estado inteiro. “É visível que esses investimentos estão chegando para a população. Quando passamos pelos municípios vemos pessoas alegres e felizes. Essa atuação mostra que é possível sim governar para quem mais precisa, que é a população”, disse o deputado.
O secretário de Educação Alan Porto falou que o mais importante é o que os investimentos, em especial na educação, representam. “Essa nova realidade traz dignidade, oportunidade e perspectiva de futuro para os nossos alunos. Estamos promovendo uma verdadeira transformação na educação de Mato Grosso, com centenas de escolas em construção e reforma, garantindo melhores condições de ensino e aprendizagem”, comentou o secretário.
Estiveram presentes o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo; o diretor-presidente da MT-Par, Wener Santos; e autoridades locais.
Novos investimentos em Várzea Grande
Entre os investimentos anunciados estão as construções de seis Colégios Estaduais Integrados nos bairros: Jardim Glória, São Simão, Jardim Primavera, Novo Mundo, Jardim dos Estados e Nova Várzea Grande. Três outras escolas estaduais receberão quadras poliesportivas, uma, a Dunga Rodrigues, terá uma nova piscina. Além disso, o Governo entregou dois novos ônibus para transporte escolar.
Os agricultores familiares do município receberão novos tratores, resfriador de leite, distribuidor de calcário e enxada rotativa. Para os varzea-grandenses terem a oportunidade de adquirir a casa própria, o Governo de MT autorizou a inclusão de 2.435 unidades habitacionais do Residencial Madri no programa SER Família Entrada Facilitada, em que o interessado recebe a ajuda do Estado para dar a entrada no imóvel.
E para ajudar na trafegabilidade da cidade, o Governo de MT autorizou a licitação para a construção da Alameda Júlio Muller, que ficará entre a Avenida Dr. Paraná e o acesso da Ponte do Atalaia. Serão vias com quatro faixas, iluminação e ciclovia.
Também foi autorizada a licitação da ponte sobre o Rio Cuiabá e acessos, na região do Mirante do Pari/Chapéu do Sol para a Região Oeste de Cuiabá, nos bairros Santa Izabel/Santa Rosa. E ainda estão previstas obras de conservação, manutenção e asfalto de vias urbanas da cidade.
Programação
Em Várzea Grande, o governador Mauro Mendes ainda inaugurou a Escola Estadual Dunga Rodrigues e a nova sede do Indea no município.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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