Mato Grosso
Governo de MT convoca mais 1.385 candidatos para primeira habilitação gratuita

O Governo de Mato Grosso publicou nesta segunda-feira (23.6), no Diário Oficial do Estado, o edital de convocação de mais 1.385 candidatos do Programa “SER Família CNH Social”. Este é o oitavo lote de convocações desde que o programa foi lançado, em maio de 2024. Clique aqui para conferir.
A primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, idealizadora do programa SER Família CNH Social, reforçou a importância da iniciativa para Mato Grosso.
“Esse programa nasceu do desejo de transformar vidas e de oferecer oportunidades para aqueles que mais precisam. A Carteira Nacional de Habilitação representa muito mais do que um documento; ela simboliza a liberdade, a independência e a possibilidade de conquistar um futuro melhor. Acreditamos que, ao facilitar o acesso à CNH, estamos abrindo portas para novas oportunidades de emprego, para o desenvolvimento profissional e para a realização de sonhos”, afirmou.
Nesta nova convocação, foram chamados candidatos dos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Alto Garças, Araputanga, Indiavaí, Reserva do Cabaçal, Barra do Garças, Campos de Júlio, Canarana, Gaúcha do Norte, Chapada dos Guimarães, Cláudia, Canabrava do Norte, Confresa, Porto Alegre do Norte, São José do Xingú, Dom Aquino, Juscimeira, São Pedro da Cipa, Cotriguaçu, Juruena, Porto Esperidião, Novo São Joaquim, Querência, Itiquira, Rondonópolis, Jangada, São José dos Quatro Marcos, Alto da Boa Vista, Bom Jesus do Araguaia, Luciara, São Félix do Araguaia, Novo Santo Antônio, Serra Nova Dourada, Sapezal, Sinop, Ipiranga do Norte, Tangará da Serra, Vera e Vila Bela da Santíssima Trindade.
“Com esse chamamento, preenchemos vagas remanescentes de candidatos que foram convocados e não compareceram, superando a expectativa dos 10 mil candidatos previstos inicialmente”, destacou o presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Gustavo Vasconcelos.
Os candidatos convocados devem comparecer nas unidades do Detran, no período de 30 de junho a 11 de julho, sem a necessidade de agendamento prévio, munidos de documento pessoal com foto (em bom estado de conservação) e o CPF para abertura do processo, conforme horários e locais abaixo:
- Em Cuiabá, das 8h às 16h, na sede do Detran-MT, localizada na Avenida Doutor Hélio Ribeiro, nº 1.000, Centro Político Administrativo;
- Em Várzea Grande, das 10h às 18h, no Centro Estadual de Cidadania do Várzea Grande Shopping;
- No interior do Estado, das 8h às 16h.
Desde o início do programa, em maio de 2024, já foram emitidas 3.710 habilitações no Estado de candidatos que concluíram o programa.
Até maio de 2025, foram finalizados 6.880 cursos teóricos e 4.725 cursos práticos. Das 3.710 mil CNHs emitidas, 1.172 são para categoria A, de moto; e 2.538 para categoria B, de carro.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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