Mato Grosso
Governo de MT entrega chaves para casa própria e anuncia novos investimentos: “parceiro do município”, afirma prefeito

O Governo de Mato Grosso está investindo mais R$ 214,8 milhões em Lucas do Rio Verde, com ações em infraestrutura, agricultura familiar, educação, meio ambiente, saúde, habitação e no social. O pacote foi anunciado pelo vice-governador Otaviano Pivetta, em agenda no município, nesta segunda-feira (23.3).
Durante a agenda, o vice-governador entregou as chaves de 192 apartamentos do Condomínio Águas do Cerrado I, construídos em parceria pelo SER Família Habitação e Minha Casa Minha Vida. No total, 1.536 apartamentos foram construídos no residencial para famílias luverdenses.
O vice-governador Otaviano Pivetta destacou o bom resultado na parceria com os municípios. “Trabalhamos com responsabilidade, garantindo recursos em caixa antes de autorizar qualquer obra. Foi assim que Mato Grosso se transformou em um verdadeiro canteiro de obras, com investimentos em todas as regiões e resultados concretos na vida das pessoas”, ressaltou Pivetta.
“Investir em habitação é realizar o sonho das pessoas. A casa própria é um desejo de todo cidadão, e em um município que cresce mais de 5% ao ano, isso se torna ainda mais necessário. Esse crescimento traz demandas por educação, saúde e segurança, e o Governo do Estado tem sido um parceiro fundamental para atender essas necessidades, com investimentos importantes, como a estruturação da segurança pública e novas obras”, completou o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz.
Para contextualizar a importância do bom uso dos recursos públicos, o deputado estadual Dilmar Dal’Bosco lembrou que o atual Governo pegou o Estado com déficit acumulado, com servidores sem receber, fornecedores em atraso e até viaturas paradas por falta de pagamento.
“Essa era a realidade de Mato Grosso em 2018. A partir de 2019, com uma gestão séria e responsável, foi possível reorganizar o Estado e hoje vemos o resultado: investimentos em todas as regiões, recuperação de rodovias importantes, como a MT-020 e a MT-449, e obras estruturantes que fazem a diferença na vida da população. Um exemplo é a solução para a BR-163, que por muitos anos foi um problema grave. O Governo teve coragem de assumir essa responsabilidade e trabalhar para garantir mais segurança e desenvolvimento”, frisou Dilmar.
O diretor-presidente da MT Par, Wener Santos, contou que em Lucas do Rio Verde há famílias que participaram de todas as faixas do programa SER Família Habitação. “Aqui em Lucas temos um modelo, pois há famílias do faixa 0 aos que ganham até 12 mil reais e poderão adquirir a casa própria com ajuda da entrada facilitada pelo Governo do Estado. Mato Grosso é o Estado que mais cresce, que mais se desenvolve, por isso é importante os investimentos em moradia”, disse.
Pacote de Investimentos
Foi autorizado o convênios para a construção do Parque Oeste, um espaço de lazer para os luverdenses com espaço para práticas esportivas e passeio com a família. Também foram autorizados convênios para a construção de 6,8 km de asfalto novo na MT-449 e de 29,18 km de asfalto novo em estradas vicinais.
Pelo programa SER Família Habitação – Entrada Facilitada, mais 3.323 famílias luverdenses poderão realizar o sonho da casa própria, com apoio do Governo do Estado para dar a entrada no imóvel, nos residenciais Moradas Jardins Vicente Bissoni, Parque Ville e Padre Miguel.
O Governo de Mato Grosso também firmou compromisso para a construção da quadra na Escola Municipal Prof. Marcelino Espíndola Dutra e da nova creche Menino Jesus. Também no pacote de investimentos estão mais ônibus para transporte escolar, a autorização para repasse de recursos para a saúde na ordem de R$ 10 milhões e repasse de recursos para o Show Safra Educação 2026.
Lucas do Rio Verde também terá um novo prédio para o Ciretran do município, construído com recursos estaduais. Para a agricultura familiar foram entregues máquinas, como tratores, e no meio ambiente, foi assinado o termo de cooperação técnica da segunda fase do Programa Lucas Legal 5.0, que irá apoiar a regularização ambiental via CAR Digital.
Na oportunidade, o Estado também autorizou municipalizar 6,8 km da MT-449 e autorizou estudo técnico para que 75,22 km da MT-338 sejam incorporados pela concessionária Rodovia da Mudança.
Últimos sete anos
Mais de R$ 1,5 bilhão já foi investido em Lucas do Rio Verde pelo Governo de Mato Grosso desde 2019. Foram realizadas ações e obras em diversas áreas, como infraestrutura, com o asfaltamento de 74 km da MT-338 e de 18 km na estrada vicinal Linha 13. A cidade ainda recebeu 14 mil lâmpadas de LED.
Entre as ações do Governo do Estado na educação, estão a construção da Escola Estadual Tiradentes SD. Adriana Moraes e da Escola Municipal Professor Marcelino Espíndola Dutra. As escolas da rede estadual receberam 2.515 chromebooks para os estudantes usarem em aula.
O programa SER Família esteve presente no município com a entrega de 9.200 cestas básicas pelo programa SER Família Solidário para famílias em situação de vulnerabilidade e de 2.213 cobertores pelo programa SER Família Aconchego.
A agenda da comitiva do Governo de Mato Grosso continua em Lucas do Rio Verde nesta terça-feira (23). Confira:
7h – Entrevista para a Rádio Agro
8h – Inauguração da nova sede do Indea
8h30 – Inauguração da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos
9h – Vistoria às obras de construção da nova Escola Estadual Vida Nova
9h30 – Visita ao Show Safra
11h30 – Inauguração do asfalto novo da Estrada da Baiana (MT-338)
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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