Mato Grosso
Governo de MT entrega reforma de duas escolas estaduais em Cuiabá com ambientes climatizados, equipados e inclusivos
As obras fazem parte do plano Educação 10 anos, que investe na transformação da educação pública do Estado para melhorar a qualidade da infraestrutura educacional e avançar no processo de ensino.![]()
Piscina que não era utilizada há 15 anos também foi reformada – Wesley Rodrigues/Secom-MT
Na Escola Estadual Diva Hugueney de Siqueira Bastos, foi feita a revitalização da piscina que estava sem utilização há 15 anos.
“A entrega dessa obra é algo muito importante para nossa comunidade, vai influenciar muito na qualidade de vida dos nossos estudantes, que agora terão mais um espaço de lazer com a revitalização da nossa piscina. É uma forma de integrar o ensino-aprendizagem e estimular nossos estudantes dentro de um ambiente completamente renovado”, afirmou a diretora Andrea Miranda de Lima.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, ressaltou a atenção especial que o Governo do Estado tem dado à infraestrutura nas escolas de Mato Grosso, com obras de alto padrão de qualidade.
“Hoje entregamos à comunidade mais uma obra com o padrão de qualidade definido pelo Governo do Estado, com salas climatizadas, mobiliários novos, chromebooks, kits de robótica e os materiais do Sistema Estruturado de Ensino. É um trabalho em equipe, liderado pelo governador Mauro Mendes, e que vai contribuir com a nossa meta de colocar a educação de Mato Grosso entre as melhores do país”, disse.![]()
O secretário chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, acompanhou a entrega e destacou os investimentos realizados na Educação desde o início da gestão.
“Além dos agradecimentos ao governador, por investir em educação e acreditar nos nossos estudantes, é muito importante lembrar e agradecer aos profissionais que vão atuar diretamente nas escolas. É muito gratificante chegar à escola e ver uma sala de aula equipada, alunos uniformizados e com o melhor material didático que vai aprimorar o ensino em Mato Grosso”, pontuou.![]()
Segundo o diretor da Escola Estadual Professora Mariana Luiza Moreira, Maurício Maccari, a reforma foi extremamente necessária e que a unidade de 40 anos de existência nunca havia recebido uma obra dessa proporção.
“A revitalização desse prédio é uma conquista para a nossa comunidade, que, desde a sua criação, em 1983, não recebia uma obra. O ambiente escolar favorece o aprendizado dos estudantes. Ele consegue desenvolver seu conhecimento em vários aspectos, principalmente quando tem os instrumentos necessários para isso, como as salas climatizadas, tecnologia educacional, acessibilidade e materiais de qualidade”, disse.
A acessibilidade da Escola Professora Mariana Luiza Moreira foi destacada pela presidente do Grêmio Estudantil, Aline Paula Campos Rezende.
“Após a reforma, o prédio está apto a receber os estudantes, inclusive os com deficiência. O espaço está muito bem aproveitado e distribuído aos estudantes das turmas do ensino fundamental e médio, e juntos, vamos cuidar da nossa escola para que fique sempre maravilhosa”, disse.
O estudante Matheus William Borges, que estuda na mesma unidade, comparou a antiga escola à nova estrutura das salas de aula, equipadas e climatizadas.
“Essa reforma vai atender todas as nossas necessidades como estudantes, além de impulsionar o interesse pelos estudos. Um ambiente mais moderno e organizado é favorável para a comunidade e para quem procura uma escola de qualidade”, disse
Participaram das entregas o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer Jefferson Carvalho Neves, os deputados Federais, Gisela Simona e Abilio Brunini, e os vereadores de Cuiabá, Dilemário Alencar e Michelly Alencar.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
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