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IMPULSO ELEITOREIRO COM O SEU DINHEIRO

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Nossa constituição é luminosa e objetiva e a administração pública deve obediência a alguns princípios que norteiam as boas práticas daqueles que agem em nome do Estado. O agente público é apenas um instrumento desta engrenagem, cujo principal dever é materializar as necessidades dos cidadãos. Em contrapartida, os agentes recebem remuneração, como qualquer trabalhador, embora aqui haja uma diferença crucial: esta remuneração – muitas vezes bastante polpuda – é bancada com o nosso dinheiro, arrecadado através de taxas e de impostos. Você já imaginou o impacto no orçamento público de se manter um agente ineficiente, que presta um serviço de péssima qualidade, e ainda por cima utiliza a máquina pública para se promover?

Diante disso vamos refletir quais as coisas que você certamente avalia em um aspirante a político na vitrine eleitoral é o que ele trará de retorno à cidade? Quais são suas habilidades e qual seu empenho em mudar a realidade do bairro, do distrito, da cidade, do estado ou mesmo da nação? A resposta a estas perguntas é essencial para a sua decisão, para o seu voto.

Ponto a menos para aquele candidato que, enquanto ocupava o cargo, confundia “dar publicidade” com “fazer publicidade”. Dar publicidade a uma obra o serviço é mostrá-la à população, fazê-la entender o porquê da obra ou serviço e quais os benefícios que elas trarão a comunidade. Fazer publicidade ou autopromoção é querer tomar todo o crédito pela realização da obra ou do serviço, que utiliza a máquina pública para propaganda particular.

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O princípio constitucional da impessoalidade (art. 37 da Constituição Federal) veda que haja promoção pessoal de agentes públicos por meio de quaisquer obras ou serviços. A transparência precisa ter caráter instrucional, informativo e educativo. Não deve haver logomarca pessoal que acompanhe a inauguração ou a apresentação gráfica de uma obra ou serviço. Fazer publicidade com o nosso dinheiro não só é equivocado como pode gerar punição aos envolvidos.

A penalidade para quem comete está descrita na Lei da Ação Popular e Lei da Improbidade Administrativa (Leis 4.717/1965 e 8.429/1992), podendo ser de natureza eleitoral, administrativa, civil, penal e político-administrativo

Ao avaliar um candidato que já ocupou cargo público é preciso analisá-lo com base em suas competências e os resultados da gestão anterior. Com certeza, este é um dos principais parâmetros de comparação. No entanto diante de tantas reeleições e poucos resultados positivos na gestão pública continuada, que o ideal hoje é que novas práticas e novos candidatos surjam para melhorar o ambiente político.

Em razão disto, você enquanto contribuinte, pagador de tributos e, principalmente, enquanto cidadão deve cobrar as boas práticas da gestão pública daqueles incumbidos de sua representação seja na Câmara, na Assembleia ou no Congresso.

Como o deputado federal Marcel Van Hattem, do partido NOVO alerta: “Não queremos morar fora do nosso país, queremos viver em outro Brasil”. Não podemos consentir com as atitudes equivocadas tomadas por políticos. Temos que sair do discurso de reclamação e partir para a ação. O partido Novo tem a iniciativa de avaliar e acompanhar a administração pública para resguardar nossa cidade e o nosso dinheiro. Sem a hipocrisia do “rouba, mas faz” ou “é assim mesmo que o sistema funciona”.

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É hora de mudar para valer ! Sem mais do mesmo ! Desperta já! Vem com a gente !

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Idealismo com experiência

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Paiva Netto

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor

Sempre procurei respeitar e absorver o patrimônio da experiência dos mais velhos. Por isso, também aconselho os moços a — sem perder o espírito renovador de seu tempo — não desprezarem o esforço dos precedentes. Sem eles, não teríamos, apesar dos percalços, chegado a singular ponto de modernidade, por vezes desequilibrada, em nosso orbe (veja a poluição que enferma multidões desatentas). Contudo, façamos a enriquecedora parceria entre pessoas de todas as idades para o Bem, sem esquecer que a existência e a ação do Mundo Espiritual são insofismáveis. E ainda: que a sintonia perfeita com as Esferas Celestes é essencial, ocorrendo por meio da prece iluminada pelo Amor Fraterno — porque “Deus é Amor” (Primeira Epístola de João, 4:8), jamais ódio — e de atos dignos correspondentes a essa ligação com os nossos Anjos da Guarda. Sem tamanha medida, esse progresso constante, que passa de geração em geração, será limitado e cheio de custosos dramas, oriundos das frustrações que o desenvolvimento unicamente firmado na matéria provoca.

É urgente, por fim, compreendermos que, antes de tudo, somos Espírito. Razão pela qual a afirmativa de Jesus, a seguir apresentada, não é poesia vã, mas uma realidade que devemos, para o bem pessoal e coletivo, fixar como permanente chama de nossa trajetória: “Eu sou a árvore, vós sois os ramos. (…) Sem mim, nada podereis fazer (Evangelho, segundo João, 15:5).

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Dirigimo-nos mais uma vez à queles que já ingressaram na Terceira Idade e fraternalmente reiteramos que jamais se aposentem da vida. Pelo contrário, sejam idosos de visão avançada, prenhes de sabedoria e com uma disposição idealística de causar boa inveja a um rapaz ou a uma moça repletos de saúde e denodo.

José de Paiva Netto  —  Jornalista, radialista e escritor.

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Onde foram parar os R$ 41 milhões, Emanuel Pinheiro?

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Por Marcelo Bussiki *

Foto: Assessoria

Não é novidade para ninguém que faltar com a verdade sempre foi a tônica do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. Não apenas em sua gestão enquanto chefe do Executivo municipal, mas em toda a sua trajetória política, na qual se destacou por defender ferrenhamente  – na tribuna da Assembleia  – um dos maiores corruptos de Mato Grosso de todos os tempos: Silval Barbosa.

Em tempos de pandemia, com a vida dos cuiabanos em jogo e ameaçadas pela covid-19, era esperado que o prefeito da “humanização” deixasse temporariamente de lado seus interesses eleitoreiros e as condutas questionáveis que os corredores do Alencastro já não conseguem mais silenciar.

Ao contrário. Descaradamente e criando dificuldade na fiscalização, Pinheiro embolsa R$ 41 milhões do Governo Federal, que deveriam ser usados no combate ao coronavírus, e se nega a dizer onde aplicou o valor, uma vez que não foi criada uma única UTI nova para o tratamento da doença.

Pior: o prefeito nem em uma situação como essa deixou de lado sua mania de fechar. Já deixou fechar a Santa Casa no ano passado, que pouco depois foi salva e reaberta pelo Governo do Estado. Agora decidiu fechar 40 UTIs que haviam sido remanejadas no Hospital Municipal, mesmo depois de o Ministério da Saúde ter depositado dinheiro para que essas unidades fossem custeadas até julho.

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A situação chegou ao ponto de a Procuradoria Geral do Estado pedir providências ao Ministério Público Federal (MPF), tamanha a falta de transparência. Não bastando, a tropa de choque do prefeito ainda impediu a Secretaria de Estado de Saúde em fiscalizar as UTIs – se é que elas existem de fato.

Acuado pela denúncia, que foi corroborada com documentos assinados pela própria prefeitura, Emanuel usou as artimanhas que aprendeu acumulando décadas de bagagem enquanto carreirista da velha política: tentar desviar o assunto.

Aproveitando das rusgas já existentes com o governador Mauro Mendes, tentou emplacar que a denúncia seria eleitoreira e motivada por fatos pessoais. Que o governador seria “frio e calculista” e estaria cometendo “crime de segurança nacional” ao criar pânico na população.

A ironia é que apenas e tão somente o próprio Emanuel fala repetidamente em eleição. Apenas ele cria pânico, porque excluir 40 UTIs no meio de uma pandemia é de causar pânico mesmo. O governador “frio e calculista” triplicou, em dois meses, os leitos de UTI em Cuiabá e Várzea Grande. O prefeito “humano” não abriu nenhum e fechou 40.

Na psicologia, as repetidas mentiras de Emanuel fazem parte de um fenômeno chamado de projeção: como mecanismo de defesa, se projeta no outro os erros que a própria pessoa comete. Mas não é preciso esforço para saber que o caso de Emanuel não se trata de um problema psicológico, mas de caráter.

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Somente o prefeito rebaixa um tema tão delicado de saúde pública para acusações de nível pessoal sem qualquer ligação com os fatos, provados por documentos. Emanuel, isso não é uma disputa de Miss Brasil. A população cuiabana não está interessada em saber qual gestor sorri mais, mas em providências efetivas para frear o vírus.

E quais as providências tomadas pelo prefeito com os R$ 41 milhões que recebeu? Tentar contratar a TV do compadre Chico Galindo por meio milhão? Contratar drones para passear em condomínios por R$ 850 mil? Tentar limitar a frota de ônibus para submeter os trabalhadores a se aglomerarem e contraírem o vírus?

As medidas do prefeito até agora não só foram insensatas, como irresponsáveis. Fechou todo o comércio com um único caso confirmado. Contribuiu para a quebradeira e o desemprego de centenas, senão milhares de cuiabanos. Cuiabanos que não contam com maços de notas de R$ 50 guardados em casa para garantirem o sustento de suas famílias durante os meses que a pandemia perdura. Agora que Cuiabá está chegando a 800 casos, manda reabrir de novo. Isso sim é a política genocida.

A verdade é uma só. Nenhum respirador comprado. Nenhum leito criado. Nenhuma ampliação de hospital. Nenhum documento ou nota fiscal que demonstre as aquisições de qualquer equipamento para estruturar UTIs, nem sequer as existentes.

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A pergunta que Emanuel não quer responder, mas a população exige resposta é: onde foram parar os R$ 41 milhões? Porque, convenhamos, nem o mais largo dos paletós conseguiria carregar tamanha quantia.

* Marcelo Bussiki é vereador por Cuiabá e auditor do Tribunal de Contas do Estado.

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Formar X Revelar

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Eduardo Henrique- Treinador de Futebol Licenciado CBF

Em se tratando de futebol de base, deparamos sempre com a mesma pergunta é gasto ou investimento. Talvez se façam essa pergunta por que os clubes não têm uma interação e planejamento entre futebol profissional e categoria de base. E poucos têm a noção que nas categorias menores, o fundamental é a formação do atleta, e não é só pensar em ganhar jogos e campeonatos. Mais já informando que é essencial saber a importância de ganhar.

Sempre falo que na categoria de base, você tem que fazer seus atletas terem um alicerce forte. Ensinando o lado Técnico, Físico, Tático e nunca deixar o psicológico de lado. E também falar com eles sobre as necessidades para a vida, importância dos estudos, e tudo que vem pela vida adulta. A serem não só atletas, mais cidadãos.

Mais um grande detalhe que muitos se enganam, é pensar que a base, que revela jogadores. O jogador só é “revelado“ quando esse atua no profissional. Por isso a importância de ter uma boa relação entre a base e o profissional. Um exemplo típico disso é a Sociedade Esportiva Palmeiras, que nos últimos anos, ganhou quase tudo na base e com vários atletas convocados para a Seleção Brasileira, mais se revelou muito pouco, por que tiveram poucas oportunidades de atuar no profissional. Do lado contrário temos o Santos Futebol Clube, que ganhou poucas competições de base, mais sempre revelou muitos atletas.

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Podemos ter vários motivos para isso, necessidade de vender, pouco poderio de contratar atletas de nível. Mais ainda acredito que é muito cultural dos clubes.

Aqui no Mato Grosso, temos muito disso, algumas equipes tem formado muitos atletas, mais infelizmente revelando pouco, por que não estão tendo oportunidades para esses jovens se firmarem no futebol profissional. Exceções de certas surpresas agradáveis, que vimos no estadual desse ano. Tomara que tenham continuidade, para voltarmos a revelar grandes atletas.

“Falar de Touros não é a mesma coisa que entrar na Arena” um proverbio Espanhol que se aplica muito bem para nosso futebol.

Eduardo Henrique

Treinador de Futebol

Licença CBF

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