Mato Grosso
Índices de roubos caem em até 37% com Programa Tolerância Zero contra Facções Criminosas

Nos primeiros seis meses do Programa Tolerância Zero contra Facções Criminosas, entre 25 de novembro de 2024 e 25 de maio deste ano, os índices de roubos caíram em até 37% em Mato Grosso.
Os dados apontam que, no caso dos roubos de veículos, a queda foi de 37%. De acordo com o Observatório de Segurança Pública (OBS), caiu de 416 para 263 o número de ocorrências registrada, conforme comparação com o mesmo período anterior, 25 de novembro de 2023 a 25 de maio de 2024.
Já os índices de roubos em comércios, residências e pessoas, apresentam redução de 28%. De 2.317 para 1.662, comparados aos seis meses referenciados acima.
Para o secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, a queda dos índices crimes patrimoniais, assim como dos homicídios, que foi de 30%, mostram que esse programa, somado ao emprego da tecnologia de videomonitoramento do Vigia Mais MT, por exemplo, estão tornando a segurança cada dia mais eficiente na prestação de serviços à população.
“Esses números refletem todo o trabalho que as forças de segurança vêm desenvolvendo em resposta aos investimentos do Governo e preocupação do governador Mauro Mendes com a segurança pública”, diz o secretário Roveri.
“O programa Tolerância Zero está fazendo esse enfrentamento as facções criminosas em todos os municípios do estado. Reforçamos as ações em diversas frentes de trabalho dentro das especificidades de cada força policial”, observa ele.
“Estamos com mais operações ostensivas da Polícia Militar nas ruas, ampliamos as investigações visando identificar bens no processo de descapitalização financeira das facções e ampliamos as perícias técnicas para produção de provas, especialmente em aparelhos celulares”, reforça Roveri.
O secretário de Segurança lembra que o programa Tolerância Zero também implementou mudanças de procedimentos e aumentou a fiscalização nas unidades prisionais para impedir a entrada de celulares e outras práticas criminosas.
Roveri recorda que quando lançou o Tolerância Zero contra Fações, o Governo do Estado já havia implantado o Tolerância Zero às invasões de terras, um programa com 100% de eficiência no combate às ocupações ilegais de propriedades rurais e urbanas. “Desde março de 2022 até agora registramos 56 tentativas de invasões e nenhuma prosperou”, completa ele.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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