Policial
Mais de 300 quilos de drogas e 28 veículos apreendidos com 80 traficantes
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Os três primeiros meses de 2019, já mostram que o enfrentamento ao tráfico de droga na região metropolitana é constante e diário. As ações da Polícia Judiciária Civil, por meio de trabalhos investigativos e operacionais desenvolvidos pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), resultaram na prisão de 80 pessoas em atividades delituosas do tráfico de drogas, sejam com carregamentos de grandes proporções ou no comércio varejista de entorpecentes nas chamadas bocas de fumos.
No primeiro trimestre foram apreendidos mais de 310 quilos de entorpecentes, além de drogas sintéticas. Foram 50 kg de pasta base de cocaína, 260 kg de maconha e 270 comprimidos de ecstasy.
Os números tanto de prisões quanto de apreensões derivam das atividades realizadas diariamente pela equipe policial da DRE, composta por pouco mais de 30 investigadores e escrivães, coordenados por três delegados de polícia.
“Atuamos combatendo todas as modalidades de tráfico de drogas no Estado de Mato Grosso, desde grandes fornecedores, até pequenas ‘bocas de fumo’ (tráfico formiguinha). Com atuação em todas as classes sociais, desde a periferia aos bairros nobres da região metropolitana”, explicou o delegado titular, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira.
A Delegacia atua também em parceria com outras instituições, dentre elas a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar (PM), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Sistema Penitenciário, Prefeitura de Cuiabá (Vigilância Sanitária Municipal, Semob e Secretaria de Ordem Pública), e também Delegacias da PJC como a Delegacia de Fronteira (Defron Cáceres), Delegacia do Consumidor (Decon) e Gerência de Operações Especiais (GOE).
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Prisões
As prisões aumentaram mais de 53%, de 52 presos no mesmo período de 2018 subiu para 80 – sendo 75 em flagrante e 5 por mandado de prisão preventiva. Também foram cumpridos 51 mandados de busca e apreensão, muitos deles expedidos diante de denúncias recebidas na DRE pelo Whatsapp (65) 9 9989-0071 ou [email protected], averiguadas e procedentes.
Com base nas prisões, apreensões e denúncias foram instaurados 198 inquéritos policiais e concluídos, nesses três meses, 231 inquéritos (alguns procedentes do ano de 2018). Também foram instaurados 12 termos circunstanciados de ocorrência (TCO), de uso de drogas.
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“Desde 2018 a delegacia vem concluindo mais inquéritos do que são instaurados, diminuindo o passivo e, consequentemente, diminuindo a sensação de impunidade. Isso com apenas 2 delegados de polícias, pois um está fazendo curso fora do estado”, pontuou Teixeira.
Conforme o delegado, neste ano a Delegacia passou a fazer frente também ao tráfico de anabolizantes comercializados nas academias de ginásticas, numa parceria com a Delegacia do Consumidor, que realiza fiscalizações nos estabelecimentos identificando nesses trabalhos aquelas unidades que vendem os produtos também considerados pela Vigilância Sanitária como drogas, que para fins estéticos ou aumentar o rendimento esportivo são proibidos, além de acarretarem riscos à saúde.
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Quanto a origem das drogas apreendidas, o delegado informa que a maconha que chega na capital vem do Paraguai e a cocaína da Bolívia. Já a droga sintética vem de grandes centros para distribuição em festas rave.
Apreensões
Em muitas das situações de apreensões de drogas, seja em residências ou em veículos, outros objetos ou produtos vinculados à atividade criminosa são encontrados. Os locais geralmente guardam armas e produtos de crimes patrimoniais, já que o tráfico de drogas está vinculado aos roubos, furtos, receptações e também a homicídios.
No trimestre, além dos 310 quilos de entorpecentes, foram apreendidos 6 armas de fogo, 28 veículos, sendo três oriundos de roubos/furtos, e R$ 40 mil em espécie. Essas apreensões são frutos do fortalecimento da atividade de inteligência, que por sua vez está ligada a integração da DRE com outros órgãos e unidades policiais.
“Temos o objetivo de aumentar o número de operações/prisões, bem como apreender mais drogas ainda em 2019. Agradecemos o apoio do Poder Judiciário e do Ministério Público do Estado de Mato Grosso que têm sido grandes parceiros na repressão ao tráfico de drogas, com agilidade na manifestação e expedição de mandados de busca, prisão (…)”, finalizou o delegado Vitor Hugo Teixeira Bruzulato Teixeira.
A Delegacia de Entorpecentes da Polícia Judiciária Civil está localizada na Rua Havana, no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá. Sua atribuição é de âmbito estadual. A unidade está vinculada à Diretoria de Atividades Especiais (DAE).
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Policial
Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados
Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).
A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.
A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.
A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.
Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.
Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.
Além das grades
Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.
Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.
A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.
Nome da Operação
O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades
Policial
Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.
Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.
Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.
Não houve registro de vítimas.
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Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Mandados judiciais
Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.
O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.
Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.
Investigação
O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.
O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.
Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).
Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.
A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.
Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.
Continuidade
As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.
Integração
Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
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