Mato Grosso
Mato Grosso lidera o ranking de Transparência Ativa entre os estados da Amazônia Legal
Relatório do Instituto Centro de Vida (ICV) que avalia os índices de transparência de dados ambientais nos nove estados da Amazônia Legal e no governo federal aponta Mato Grosso como o Estado melhor colocado no ranking da transparência ativa, quando os dados são disponibilizados em sites e divulgados publicamente independente de solicitação.
Mato Grosso lidera o ranking estadual de transparência ativa com índice de 56%, enquanto a média geral dos estados é de 28% na divulgação de dados e informações públicas. Já o índice federal é de 88%. Os outros estados analisados são Amazonas, Roraima, Amapá, Pará, Acre, Rondônia, Tocantins e Maranhão.
De acordo com documento de avaliação da transparência das informações ambientais na Amazônia, publicado no site do ICV: “Essa liderança se deve ao lançamento de um Portal de Transparência pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, que disponibiliza um conjunto de informações-chave para o controle ambiental com detalhamento e atualizações adequados, bem como diferentes opções de formato, incluindo informações georreferenciadas. É o caso, por exemplo, das informações do Cadastro Ambiental Rural (CAR), disponibilizadas inclusive com as informações dos requerentes, assim como já era feito no portal do Estado do Pará”.
O Portal Transparência, citado no documento do ICV, foi lançado no segundo semestre de 2018 pela secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e tem como objetivos principais as melhorias na gestão ambiental, controle social por meio dos cidadãos e entidades defensoras do meio ambiente e autonomia para os órgãos de controle na busca de informações
O relatório traz também um ranking sobre transparência passiva, quando é feito um pedido para obter o dado, em que Mato Grosso aparece com 33% de índice. Neste caso, além das informações fornecidas, são analisados o cumprimento de prazos e detalhamento de dados. A média geral de transparência passiva é de 53% de informações respondidas de maneira satisfatória e dentro do prazo estabelecido por lei.
“O portal transparência está em constante aperfeiçoamento. Estamos trabalhando para atualizar as informações de forma mais rápida e inserir mais dados, criando mecanismos para otimizar o processo de reposta aos pedidos de informação, melhorando a transparência passiva”, explica Gabriel Vitoreli, chefe da Unidade Estratégica de Transparência e Geoinformação.
Controle Social
O estudo avalia a disponibilização de dados de 41 informações-chave para o controle ambiental na Amazônia legal e o atendimento às solicitações de informação por órgãos no executivo federal e estaduais. Entre as informações monitoradas estão dados sobre: Cadastro Ambiental Rural, multas e autos de infração, conflitos pela posse da terra e territórios quilombolas e indígenas.
Todas as 41 informações analisadas são de caráter público de acordo com a Lei de Acesso a Informação. O relatório não listou nenhuma informação sigilosa. A disponibilização dessas informações chaves à sociedade potencializa a participação social e permite o controle das atividade públicas e privadas.
A transparência de dados públicos é um instrumento de controle social e tem papel essencial na identificação e combate à irregularidades. O estudo tem como um dos objetivos que o Executivo priorize políticas públicas para melhorar a transparência. O diálogo e cooperação entre os órgãos ambientais e os usuários de informações são necessários para priorizar dados a serem disponibilizados, melhorar a qualidade das informações e ampliar seu uso.
Portal Transparência
O Portal transparência de Mato Grosso é o único da Amazônia Legal a disponibilizar abertamente as autorizações de desmate com dados geoespaciais, que podem ser usados por sistemas de informações geográficas. Destaque também na transparência dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), atendendo ao Código Florestal de disponibilizar informações sobre a regularização ambiental de imóveis rurais.
O portal disponibiliza também dados abertos do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar), Sistema Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental (Simlam). São atualizados regularmente relatórios de monitoramento da qualidade ambiental sobre Balneabilidade, exposição florestal, qualidade da água e ar.
Ainda estão disponíveis informações por meio de leis, decretos e conselhos consultivos das Unidades de Conservação; consulta dos estudos de impactos ambientais; download de dados geográficos – bases de referências; download dos dados de desmatamento dos 3 biomas (cerrado, pantanal e Amazônia) produzidos pela Sema; divulgação do andamento de compensação ambiental; desembargos; e legislação ambiental completa.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
Empresa do agronegócio genuinamente do agronegócio brasileira nacional lança de três novos produtos
-
Rondonópolis03/08/2026 - 08:12Exposul começa hoje com expectativa de recorde de público
-
Rondonópolis03/08/2026 - 12:43Liquidaqui consolida Rondonópolis em uma grande campanha de consumo local
-
Rondonópolis03/08/2026 - 15:45Rondonópolis|Após apenas uma empresa se cadastrar e estar inapta, licitação terá que ser remarcada
-
Agro News03/08/2026 - 13:43Falta de aviso sobre seguro agrícola pode gerar indenização ao produtor
-
Artigos03/08/2026 - 14:08A cidade começa na calçada
-
Rondonópolis04/08/2026 - 18:09Sindicato Rural de Rondonópolis e Senar MT disponibilizam espaço para pequenos produtores na 52ª Exposul
-
Mato Grosso04/08/2026 - 18:004º ENCONTRO DE COOPERATIVAS NORTOX
-
Mato Grosso04/08/2026 - 19:53Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano








