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Política Nacional

Medo de vaias faz candidatos calcularem passos e percorrerem apenas seus redutos

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Fernando Haddad foi ao Piauí fazer campanha por Lula; candidatos podem fazer carreatas desde o último dia 16
Ricardo Stuckert

Fernando Haddad foi ao Piauí fazer campanha por Lula; candidatos podem fazer carreatas desde o último dia 16

Os principais candidatos à Presidência da República deram início à corrida eleitoral seguindo à risca um dos mandamentos primários do marketing político: o de se fortalecerem em suas bases eleitorais.

Atual líder nas pesquisas entre os candidatos
à sucessão de Michel Temer (MDB) no Planalto, o  ex-capitão do Exército Jair Bolsonaro
(PSL) deu as caras em eventos com militares em São Paulo e no Rio de Janeiro nos últimos dias. Já Fernando Haddad (PT), que nessa campanha encarna a condição de porta-voz do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, iniciou a campanha petista com viagem à região Nordeste, onde o Partido dos Trabalhadores historicamente recebe grande apoio.

A estratégia de recorrer às suas ‘zonas de conforto’ também foi adotada por outros postulantes à Presidência: Ciro Gomes (PDT) participou de evento no Ceará, estado do qual foi governador;  Geraldo Alckmin (PSDB) fez o mesmo
em São Paulo; Marina Silva (Rede) foi a comício na região Norte do País e Guilherme Boulos (PSOL) reuniu a militância do MTST em São Paulo.

“É mandatório para o candidato se fortalecer em suas bases e trazer o máximo de suporte nesse momento”, explica o sociólogo e cientista político Antônio Lavareda. “Essa ideia de começar a campanha
pelas suas bases traz reportagens mais positivas. Depois você se aventura nas áreas onde não é tão conhecido”, corrobora David Fleischer, professor emérito da Universidade de Brasília (UnB).

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Rejeição obriga candidatos a adotarem cautela

Jair Bolsonaro foi a eventos com militares em SP e no Rio; candidatos recorrem aos seus pontos fortes
Reprodução/Twitter/Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi a eventos com militares em SP e no Rio; candidatos recorrem aos seus pontos fortes

Apesar de essa estratégia não ser novidade, na campanha de 2018 ela deve ficar ainda mais evidente devido ao temor que os presidenciáveis têm de receberem vaias e manifestações negativas, conforme avalia Lavareda. Isso se deve aos altos níveis de rejeição que todos os candidatos ostentam junto a diferentes nichos do eleitorado.

“Vejo que os coordenadores de campanha já estão tomando cautela para que seus os presidenciáveis frequentem ambientes mais controlados. Todos têm taxas de rejeição elevada, na casa de 50%, portanto é imperioso fazer programações que evitem manifestações de repúdio”, comenta.

É por essa linha de raciocínio que Fernando Haddad
iniciou a campanha petista pelo Piauí
, e não por São Paulo, onde ele foi prefeito da capital. “O Haddad não está com uma base tão grande em São Paulo desde que foi derrotado pelo Doria ainda no primeiro turno [na eleição municipal de 2016]. Por isso ele vai para áreas onde o PT é mais forte”, avalia o professor Fleischer.

Mudanças no financiamento de campanhas afeta candidatos

Guilherme Boulos (PSOL) repetiu estratégia de outros candidatos e recorreu ao apoio de militantes do MTST em São Paulo
Reprodução/Twitter/Guilherme Boulos

Guilherme Boulos (PSOL) repetiu estratégia de outros candidatos e recorreu ao apoio de militantes do MTST em São Paulo

Além de elaborar roteiros anti-vaias, os coordenadores de campanha também devem diminuir neste ano as peregrinações dos políticos devido ao orçamento mais modesto imposto pelo novo modelo de financiamento eleitoral
, que veta as doações de empresas pela primeira vez em uma eleição de nível nacional.

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“A restrição no financiamento das campanhas fará com que haja menos coreografias. E isso signifca menos viagens, maior uso de voos de carreira e menos grandes eventos durante a disputa”, projeta Lavareda.

O corpo a corpo dos candidatos com seus eleitores, no entanto, ainda será muito explorado para que eles se tornem mais conhecidos daquela parcela do eleitorado que não os acompanha pelas redes sociais, conforme avalia o cientista político e professor emérito da UnB.

“Os comícios ainda são importantes, porque os candidatos almejam exposição nas TVs locais. Essa audiência é muito importante porque a maior parte do eleitorado não lê jornal e nem revistas, mas se informa pela televisão. Portanto os presidenciáveis precisam tentar alcançar esse eleitor.”

Os candidatos
à Presidência da República estão liberados a percorrerem o País com carreatas e carros de som desde a última quinta-feira (16). Já a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa no dia 31 deste mês e seguirá até o dia 4 de outubro – três dias antes do primeiro turno.

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Política Nacional

Inscrições abertas para escolha de novos integrantes do Conselho Tutelar

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Assessoria

Estão abertas as inscrições para quem desejar concorrer a uma vaga no Conselho Tutelar de Rondonópolis. Os interessados devem procurar o Núcleo de Conselhos que fica na Avenida Tiradentes 1904, no centro, antigo Nilmo Júnior para preencher a fica de inscrição e apresentar os documentos necessários.

As inscrições vão até o dia 14 de junho. Os pretendentes às vagas devem preencher alguns requisitos, como ser maior de 21 anos, ter ensino médio completo, residir na cidade há pelo menos dois anos, ser eleitor de Rondonópolis e apresentar cópia dos documentos pessoais.

A jornada de trabalho no Conselho Tutelar é de 40 horas semanais mais os plantões e a remuneração é de cerca de R$ 3.200,00. Serão eleitos 20 novos conselheiros, sendo 10 titulares e 10 suplentes que vão assumir os trabalhos por quatro anos, começados a contar em 2020.

Segundo a comissão organizadora do processo, após a inscrição é feita uma análise na documentação e posteriormente os habilitados fazem uma prova escrita de conhecimento específico e avaliação psicológica para depois participar da eleição.

O Conselho Tutelar é encarregado de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, conforme disposição constante no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O Núcleo de Conselhos está recebendo as inscrições das 8 às 11 horas e das 13 às 16 horas.

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Ibope: Bolsonaro tem 22% das intenções de voto; Ciro e Marina, 12%

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O Ibope divulgou nesta quarta-feira (5) nova pesquisa de intenção de votos a candidato a presidente .

De acordo com a pesquisa, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) tem 22% das intenções de voto. Empatados em segundo lugar aparecem Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) com 12% cada um. Geraldo Alckmin (PSDB) tem 9% e Fernando Haddad (PT) tem 6% das intenções de votos.

Ainda segundo a pesquisa do Ibope, Alvaro Dias (Podemos) e João Amoêdo (Novo) obtiveram 3% das intenções de voto cada um. Henrique Meirelles (PMDB) foi indicado por 2% dos eleitores. Guilherme Boulos (PSOL), Vera Lúcia Salgado (PSTU) e João Goulart Filho (PPL) registraram 1% cada um. Cabo Daciolo (Patriota) e José Maria Eymael (DC) não atingiram 1%.

Dos entrevistados, 20% declararam a intenção de anular ou votar em branco; 7% disseram não saber ou preferiram não declarar.

A pesquisa foi contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo. O levantamento ouviu 2.002 eleitores, em 142 municípios, entre os dias 1º e 3 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR‐05003/2018.

O questionário aplicado na pesquisa não incluiu o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Não foram divulgados resultados de intenção de voto espontânea, isto é sem apresentação dos nomes dos candidatos em cartela.

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Na madrugada do dia 1º, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiu o registro da candidatura de Lula. “Diante disso, na manhã de sábado, antes da realização da pesquisa, e para estar de acordo com o julgamento e as determinações do TSE, o Ibope não pesquisou o cenário com Lula”, expôs o instituto em nota.

Pesquisa anterior

Na pesquisa anterior, divulgada no dia 20 de agosto, Jair Bolsonaro (PSL) tinha 18%. Marina Silva, candidata da Rede, 6% das intenções; Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB), com 5% cada um; Alvaro Dias (Podemos), 3%. Com 1% das intenções dos votos, apareciam Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo) e José Maria Eymael (DC). Os candidatos Cabo Daciolo (Patriota), Vera Lúcia (PSTU) e João Goulart Filho (PPL) não atingiram 1%.

Naquele levantamento, a intenção de votos em branco e nulos era de 29%; e 9% declararam não saber ou não quiseram responder.

Rejeição

A pesquisa, divulgada hoje, também verificou a taxa de rejeição das candidaturas, quando o eleitor aponta em qual candidato não votaria. O resultado é: Bolsonaro com 44%; Marina, 26%; Haddad, 23%; Alckmin, 22%; Ciro, 20%; Meirelles, 14%; Cabo Daciolo, 14%; Eymael, 14%; Alvaro Dias, 13%; Boulos, 13%; Vera, 13%; Amoêdo, 12% e João Goulart Filho, 11%.

2º turno

O Ibope ainda testou quatro cenários de disputa do segundo turno com a presença de Jair Bolsonaro e outro candidato.

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Conforme o instituto, em eventual segundo turno, Ciro Gomes obteria 44% dos votos e Bolsonaro, 33% (branco/nulo: 19%; não sabe/não respondeu: 4%).

Se a disputa fosse com Alckmin, o tucano atingiria 41% e Bolsonaro 32% (branco/nulo: 23%; não sabe/não respondeu: 4%).

Se a concorrência fosse com a candidata da Rede, Marina teria 43% e Bolsonaro, 33% (branco/nulo: 20%; não sabe/não respondeu: 3%).

Na simulação com Haddad, a diferença fica dentro da margem de erro, o petista receberia 36% e Bolsonaro, 37% (branco/nulo: 22%; não sabe/não respondeu: 5%).

Fonte: Agência Brasil

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Política Nacional

Alckmin “é a personificação da hipocrisia”, diz ministro de Temer

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Geraldo Alckmin e Michel Temer
Beto Barata/PR – 15.12.18

Geraldo Alckmin e Michel Temer

Depois de ser responsabilizado pela deterioração da economia brasileira na propaganda eleitoral de Geraldo Alckmin (PSDB), o governo de Michel Temer resolveu que não irá apanhar calado. Escalou, então, Carlos Marum, coordenador político do Palácio do Planalto, para responder às críticas do tucano.

Alckmin
critica a saúde e sua vice é do PP, partido que gerencia a área de saúde no governo”, disse, prosseguindo na crítica: “ele critica a educação e o coordenador de sua coligação é o presidente do DEM, partido que gerencia a educação no governo”.

Não satisfeito, Marum seguiu elencando as contradições do discurso alckminista. “O candidato tucano iguala Dilma a Temer
, mas seu partido apoiou o impeachment e ele fez questão de indicar seu secretário de Segurança [Alexandre de Moraes] para ministro da Justiça. A ânsia de vencer a eleição está transformando Geraldo na mais completa personificação da hipocrisia de que se tem notícia nesta eleição”.

As declarações foram feitas ao portal Poder360
. Procurado pelo mesmo noticioso, o ministro Alexandre de Moraes negou que tenha sido indicado pelo tucano. “O ministro Marum não faz a mínima noção do que ele está dizendo”, defendeu-se.

De fato, embora critique o governo em seus comerciais políticos, o ex-governador de São Paulo só alcançou seu principal trunfo nestas eleições – o maior tempo de TV entre os postulantes ao Planalto – graças ao apoio do “centrão”, bloco de partidos conservadores que apoiou o impeachment e deu sustentação política, junto do PSDB, ao governo Temer.

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Foi graças à pressão exercida por Temer, inclusive, que os personagens deste “centrão” aderiram à campanha do ex-governador de São Paulo. Em troca, membros da alta cúpula do PSDB que auxiliam o candidato tucano avaliam que o custo do apoio passa por oferecer um cargo político a Temer em caso de vitória.

Cientes do ônus de ser relacionado à gestão temerista, os demais candidatos exploram essa fragilidade do tucano. O candidato a vice de Lula, Fernando Haddad (PT)
, disse ver muitas semelhanças entre as propostas do  PSDB) e o plano de governo do atual presidente.

Em entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes , Fernando Haddad declarou que essa proximidade entre o jeito de governar de Alckmin
e Temer é uma “bola de ferro no pé” do tucano, capaz de afundar sua candidatura.

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