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Mineração: riqueza que pode gerar muitos benefícios ao país

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Irajá Lacerda

Necessária para o desenvolvimento econômico mundial, a produção da mineração no Brasil vem sendo cada vez mais representativa. Dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) revelam que, no primeiro trimestre deste ano, o setor mineral alcançou R$ 70 bilhões de faturamento (com exceção do petróleo e gás), registrando alta de 95% em relação ao mesmo período do ano passado.

A produção comercializada do setor chegou a 227 milhões de toneladas no primeiro trimestre, o que significa um aumento de 15% na comparação com o mesmo período de 2020.  Com isso, o recolhimento de tributos dobrou. Enquanto em 2020 o total foi de R$ 12 bilhões nos três primeiros meses, neste ano, já foram recolhidos R$ 24,2 bilhões.

Entre os tributos, a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), que é o royalt cobrado das mineradoras, obteve crescimento de mais de 100%, gerando benefícios diretos aos estados e municípios, já que regularmente esses recursos são aplicados em melhorias na infraestrutura, qualidade ambiental, saúde e educação. Segundo o IBRAM, ao todo, foram beneficiados 2.388 municípios com a arrecadação de CFEM.

Com todos esses números fica evidente a importância de investir no desenvolvimento desse setor no país. Na produção de minério de ferro, por exemplo, o Brasil já obtém destaque, ficando logo atrás da Austrália. De janeiro a março deste ano, o minério correspondeu a 69,9% do faturamento total do setor brasileiro. Em seguida, vêm o ouro (10,6%), cobre (5,5%) e bauxita (2%).

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Os estados do Pará e Minas Gerais concentraram a maior fatia da produção. Já Bahia e Mato Grosso, apesar de produções modestas, tiveram crescimento acima de 90%. No levantamento, o IBRAM afirma que as estimativas de investimentos para o período de 2021 a 2025 são de US$ 38 bilhões. Bahia, Pará e Minas Gerais concentram a maior parte dos projetos minerários, que contribuirão para movimentar a economia de diversos municípios e estados.

A mineração contribui consideravelmente para a criação de empregos diretos e indiretos justamente por oferecer matéria-prima para variados tipos de indústrias (tecnologia, transporte, medicina, agricultura…). Além disso, existem minérios, como cobalto, lítio, grafite e cobre, que apresentam aumento da demanda, pois são empregados, por exemplo, na produção de veículos elétricos, cada vez mais utilizados no mundo.

Portanto, existe um grande potencial a ser explorado e, para isso, são necessários investimentos em pesquisas minerais, bem como adoção de medidas de desburocratização e de práticas de mitigação para garantir um crescimento sustentável, equilibrando produção com a devida recuperação das áreas destinadas para a exploração mineral.

*Irajá Lacerda é advogado, ex-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-Mato Grosso e da Câmara Setorial Temática de Regularização Fundiária da AL/MT. Atualmente ocupa o cargo de Chefe de Gabinete do Senador Carlos Fávaro. E-mail: irajá[email protected]

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Os desafios do ensino e o papel do professor na era digital

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Novo educador deve avaliar se o processo de aprendizagem está gerando resultados e identificar em que estágio da jornada de conhecimento está o aluno, na análise de Claudia Costin

Foto Ilustrativa

“Ninguém vai ensinar a pensar se o professor é um mero fornecedor de aulas expositivas”, a reflexão é de Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais, da FGV, e ex-diretora de educação do Banco Mundial, no último encontro da Trilha A+ de Conhecimento, série de lives sobre educação e tecnologia promovida pela Plataforma A+ .

No encontro virtual, mediado por Thais Bento e Roberta Bento, da SOS Educação, a especialista debateu a aprendizagem baseada em dados, ao lado do CEO da Plataforma A+, Alexandre Sayão, e destacou que o novo papel do professor deve atuar como um assegurador de aprendizagem, ou seja, reunir informações sobre o impacto da sua atividade. “Ele tem que avaliar se o seu processo de ensino está gerando os resultados desejados e precisa identificar em que estágio da jornada de aprendizagem está o aluno”, defende Claudia.

A educadora explicou ainda que é fundamental analisar criteriosamente os diferentes níveis de aprendizagem das turmas, para que não retrocedam os que estão em estágios mais avançados, e entender como promover evolução igualitária ao longo do processo.

Ainda durante o encontro, Alexandre Sayão reforçou que o desafio é gigante, em especial, neste período pós pandemia. De acordo com o CEO, é preciso definir o propósito da educação, que é educar e garantir a aprendizagem, e entender que caminhos trilhas e como atingir os objetivos. “Os dados indicam se você está na rota certa, ajudam a fazer planejamento mais assertivo, e priorizar a prática pedagógica a partir de evidências concretas e não de achismos, e em um processo contínuo”, afirmou.

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A boa notícia, segundo os especialistas, é que, assim como no varejo, na indústria, e no setor financeiro, o uso de dados na educação avança a passos largos, embora ainda exista um longo caminho pela frente. A tecnologia tem sido grande aliada no processo de captação de dados, otimização e análise de cenários. Em colégios grandes, com 30, 40 alunos, é possível identificar a lacuna de aprendizagem de cada um e intervir de forma eficiente na prática pedagógica.

Claudia Costim reforça que é evidente o trabalho colaborativo entre professores e escola e destaca que mesmo instituições que não possuem tecnologia de ponta, é possível identificar em que etapa cada aluno está, só que é muito mais trabalhoso.

Para a educadora, todas os professores, de escolas ricas e pobres, podem e devem aprender a trabalhar com dados. “Professores de escolas públicas reais, de estados e municípios pobres, como Sobral e Mucambo, no Ceará, se destacaram no IDEB de seus municípios e estados porque aprenderam a trabalhar com dados. Todo educador aprende a trabalhar com dados. É uma questão de formá-lo para isso, de criar um clima favorável para o trabalho colaborativo com base em dados. A partir daí, podemos construir um novo papel para o professor que, certamente, será muito mais valorizado”, avalia.
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Mulheres no comando: pandemia de Covid-19 mostrou importância de lideranças femininas

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Pesquisas apontam que a performance de toda a equipe melhora com mulheres no comando em tempos de crise

Natasha de Caiado Castro

Uma das muitas lições que a pandemia da Covid-19 nos trouxe é a confirmação de que, em tempos de crise, ter líderes mulheres no comando é fundamental. Um estudo realizado pela revista americana “Harvard Business Review” aponta que o sexo feminino demonstra maior eficiência na solução de problemas.

A pesquisa foi realizada em 2020, durante os primeiros períodos da pandemia do novo coronavírus, e afirma que as mulheres mostraram melhor classificação em 13 das 19 competências de liderança consideradas no estudo, com maior destaque no uso das habilidades interpessoais, como colaboração e motivação, para alcançar melhores resultados e contribuir com o engajamento da equipe.

Aqui no Brasil, uma pesquisa feita na FGV, pela mestranda Monique Cardoso, somente com empresas brasileiras, confirma a mesma tendência: a liderança feminina melhora, e muito, o desempenho das companhias. Em geral, das empresas com mulheres líderes, 52% apresentam notas elevadas nos critérios usados pela pesquisadora. Esse percentual cai para 48% entre as empresas totalmente masculinas. Quando a liderança feminina já chegou ao nível de conselho, a diferença é ainda maior: 72% a 24%.

Apesar de um mundo ainda muito desigual em termos de remuneração e de presença feminina em cargos de liderança em todo o mundo, quem trabalha em ambientes liderados por mulheres já percebe que, em momentos de instabilidade, são elas que “seguram as pontas”. A capacidade de gerir muitas atividades ao mesmo tempo, junto com a inteligência emocional, fazem com que consigamos manejar as emoções do time para atravessar tempos difíceis como esse que vivemos nos últimos meses.

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A pandemia da Covid-19 transformou o planeta em muitos aspectos. A ciência avançou como nunca, soluções inovadoras precisaram ser criadas pelo comércio e pelo turismo e, apesar da queda econômica e a crise na saúde, lições importantes também foram aprendidas por todos nós. Uma delas é uma verdade que já sabíamos, mas agora ficou ainda mais evidente: não existem razões que justifiquem a existência dessa disparidade entre homens e mulheres em cargo de chefia.

Chama a mulherada!

Natasha de Caiado Castro é fundadora e CEO da Wish International, especialista em inteligência de mercado, Content Wizard e Investor. Board member da United Nations e do Woman Silicon Valley Chapter

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O que fazer quando não posso promover o meu melhor colaborador?

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Wagner Siqueira

Esta é uma questão decisiva para a construção de um cotidiano motivador na equipe de trabalho. O que fazer quando você tem um subordinado de desempenho excelente, competente, naturalmente ambicioso e, de alguma forma, impaciente em alcançar de imediato posições superiores, mas não há espaços na organização para promoções a curto prazo? A resposta é: desenvolva seu potencial. Aproveite as potencialidades especiais do colaborador para torná-lo especialista de sua equipe em algum aspecto significativo do negócio da organização. Exponha-o às diferentes formas de treinamento em assuntos organizacionalmente relevantes e que ainda não lhe sejam de inteiro domínio. Invista nele, certamente ele vai responder com resultados ainda melhores. Em suma, enriqueça o trabalho dele até que se abram novas oportunidades para promoção. Veja algumas maneiras de fazer isso.

Reduza a supervisão

Libere o colaborador para ampliar crescentemente o controle que exerce sobre as suas atividades e atribuições, por meio da escolha feita por ele próprio da programação e dos métodos de trabalho.

Designe-o gerente de projetos

Caso o colaborador tenha habilidade para tanto, permita que ele supervisione, se necessário sob sua orientação, alguma operação ou um importante programa de responsabilidade do departamento, deixando-o assumir as obrigações gerenciais que normalmente lhe são afetas.

Transforme-o em instrutor

Utilize as suas comprovadas habilidades e competências para promover a orientação e o treinamento de novos funcionários. Talvez ele até possa ensinar os funcionários mais velhos a adquirirem novas capacitações e habilidades.

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No exercício dessas atribuições, o empregado de desempenho excelente também adquire conhecimentos, experiências e habilidades gerenciais que lhe serão de grande valor por ocasião de uma futura promoção.

 Utilize-o como consultor/coach/mentor

Estimule-o a exercer, sob a forma de trabalho complementar eventual, cumulativamente às suas próprias atribuições, a função de apoio em outros departamentos da organização, desde que você perceba que essa forma de colaboração lhes será útil. Peça-lhe ainda que lidere algum projeto ou se empenhe na resolução de algum problema para o qual você não tem encontrado tempo para cuidar.

*Wagner Siqueira é consultor de organização, diretor geral da UCAdm – Universidade Corporativa do Administrador e conselheiro federal junto ao CFA.

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ALMT – Campanha Fake News II

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