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MT registra reduções de roubos e furtos e nenhum homicídio

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Mato Grosso não registrou nenhum homicídio nos cinco dias de carnaval, no período de 1º a 05 de março deste ano. Ao todo, foram contabilizados 25 pontos de carnaval em todo o Estado, com um público estimado em 357 mil pessoas. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e apontam também redução nos crimes de roubo e furto no mesmo período.

Neste ano, houve 373 registros de furto em Mato Grosso, enquanto que em 2018 foram 636 ocorrências. A redução foi de 41%. Ainda em 2019, foram 152 registros de roubos contra 224 casos, em 2018, com redução de 32%. Os dados correspondem aos cinco dias de folia.

“O resultado do período do carnaval foi positivo no ponto de vista do folião, da segurança e do Estado. O nível de maturidade do cidadão contribuiu para que a festa transcorresse de forma bem tranquila. Alcançamos números positivos na diminuição de roubos e furtos e o aumento na quantidade de droga apreendida”, ressaltou o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante dos Santos, em coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira (07), na Sesp.

As ações das forças de segurança – Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Departamento Estadual de Trânsito – resultaram em 67 ocorrências registradas com 148 pessoas presas, 482 veículos notificados, 73 veículos apreendidos, 134 flagrantes lavrados e mais de 600 quilos de drogas apreendidos.

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“A Polícia Militar estava na rua com empenho total da tropa para garantir um carnaval tranquilo a todos os foliões. Foi uma festa sem alterações, não tivemos nenhuma ocorrência de vulto. Cumprimos com a nossa missão, que é garantir a segurança pública ao nosso cidadão. Os índices criminais foram excelentes, além disso, não diminuímos o ritmo operacional do nosso serviço diário, e o reflexo disso são todas as ações positivas que a PM desenvolveu durante a ação”, apontou o comandante geral da Polícia Militar, coronel Jonildo José de Assis.

Foram emitidos 349 laudos e 27 vistorias do Corpo de Bombeiros Militar, e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) realizou 16 operações que resultaram em sete veículos recuperados.

Efetivo

Em todo o Estado, 3.828 profissionais e 765 viaturas reforçaram a segurança pública durante o carnaval. A Polícia Militar atuou com um efetivo geral de 1.195 profissionais e 96 viaturas distribuídos nas 15 regiões integradas de segurança pública (Risps).

Já as equipes das delegacias foram reforçadas nas cidades com locais de carnaval. Na região metropolitana de Cuiabá houve acréscimo de mais 74 policiais civis e no interior de 63 profissionais, além dos que trabalharam nas escalas normais. No total, a Polícia Judiciária Civil empregou um efetivo de 403 policiais e 105 viaturas nesse período.

“Estamos satisfeitos com os números. Percebemos nitidamente que o resultado é fruto da integração das forças de segurança. Tivemos desde o planejamento ações preventivas, tanto nas questões criminais, quanto envolvendo patrimônio, e ainda com relação a problemas de alcoolemia, em razão das ações da Lei Seca”, destacou o delegado geral adjunto, Gianmarco Paccola Capoani.

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Com atuação ostensiva e preventiva, o Corpo de Bombeiros empregou equipes nos pontos de bailes carnavalescos atuando com um efetivo total de 1.135 militares e 44 viaturas operacionais. O trabalho da corporação começou antes das festividades, com a vistoria dos locais de concentração de público e das estruturas.

“No período carnavalesco tivemos 25 vistorias sem nenhuma intervenção, porque todos cumpriram as normas de segurança. Também não registramos ocorrências por afogamento. Isso é resultado de um trabalho preventivo que tivemos com diversos vídeos informativos, incluindo nas mídias sociais, e que surtiu um bom efeito”, avaliou o comandante do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Alessandro Borges Ferreira.

A Politec contou com um efetivo de 545 profissionais, entre médicos peritos, papiloscopistas, peritos criminais e técnicos de necropsia e laboratório, e 44 veículos disponíveis para pronta atuação das equipes, conforme informou o diretor geral, Rubens Okada.

Lei Seca

Cinco operações Lei Seca foram realizadas nas rodovias estaduais de Chapada dos Guimarães (MT 251), Santo Antônio de Leverger (MT 040), Cáceres (BR 070) e nas principais avenidas de Cuiabá e Rondonópolis.

Foram abordados 350 veículos. Desse total, 87 foram removidos, 37 habilitações foram recolhidas, 166 Autos de Infração foram lavrados e 11 prisões foram realizadas pelo Art. 306, que é por embriaguez ao volante.

As operações Lei Seca foram realizadas em conjunto com a Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Batalhão de Policiamento de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTRAN), Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e, em alguns municípios, das secretarias municipais de trânsito e/ou mobilidade urbana.

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Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados

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Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.

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A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.

Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.

Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.

Além das grades

Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.

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Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.

A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.

Nome da Operação

O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades

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Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.

Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.

Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.

Não houve registro de vítimas.

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Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Mandados judiciais

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.

O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.

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Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.

Investigação

O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.

O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.

A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.

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Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Continuidade

As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.

Integração

Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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