Mato Grosso
MTI garante segurança e transparência do sorteio da Nota MT
Para assegurar a segurança e a transparência do sorteio dos prêmios do programa Nota MT, realizado nesta quinta-feira (08.08), o sistema desenvolvido pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), em parceria com a Secretaria de Fazenda (Sefaz), tem passado por constantes auditorias que atestam a lisura e a segurança de todo o processo.
Foram sorteados mil prêmios de R$ 500 e cinco prêmios de R$ 10 mil – e a lista dos ganhadores já está acessível, tanto no site do programa, quanto no aplicativo disponível para celulares com sistema Android e IOS. Ao todo, mais de 45 mil cidadãos cadastrados estiveram aptos a concorrer aos prêmios.
De acordo com o governador Mauro Mendes, não apenas o programa, como todo seu sistema, foram desenvolvidos para ter o máximo de segurança para o cidadão, especialmente em razão da relevância do Nota MT como ferramenta de educação fiscal e que vai contribuir com a melhoria da arrecadação advinda, principalmente, do setor comercial.
“Nós temos certeza absoluta de que esse projeto será um sucesso. (…) O sorteio mostra que o sistema foi desenvolvido dentro do Governo, com técnicos do Governo, está funcionando adequadamente e está garantindo a transparência nos próximos sorteios”, disse.
O superintendente de TI da Sefaz e analista da MTI, Ricardo Crudo, explica que para garantir a transparência todo o sistema foi auditado pela Controladoria Geral do Estado (CGE) desde o início de sua criação e passou por um processo de experimentação para garantir sua confiabilidade.
Segundo Crudo, a segurança do sistema se inicia quando o cidadão solicita a inclusão do CPF na nota fiscal. Ao fazer isso, o documento é transferido para a Sefaz, onde recebe um número sequencial e único – e é através deste número que o cidadão concorre aos prêmios.

Governador Mauro Mendes realiza o primeiro sorteio do Nota MT
“Cada bilhete tem um número e esse número é atribuído automaticamente pelo sistema. O número do bilhete você pode acompanhar pelo aplicativo e pelo portal e é gerado ao longo do mês. Quando vira o mês, nós fechamos a geração de números, consolidamos e disponibilizamos no portal do programa. Então, antes da realização do sorteio, já é possivel saber quantas pessoas estão concorrendo e as chances de cada um”, disse.
Nesse primeiro sorteio 424.675 bilhetes eletrônicos foram gerados até 31 de julho e estiveram aptos a concorrer a prêmios. No portal do programa foi disponibilizada a lista de todos os bilhetes que estavam concorrendo, enquanto pelo aplicativo o cidadão consegue ver a quantidade de seus próprios bilhetes e o número de cada um deles.
Por essa razão, segundo Crudo, quanto mais bilhetes o cidadão tiver emitido em seu nome, mais chances ele tem de ganhar os prêmios. “Cada bilhete concorre com chances iguais. Inclusive existe a possibilidade de uma mesma pessoa ser sorteada com bilhetes diferentes”, explicou.
O sorteio
Já para o sorteio, o sistema tem uma segurança redobrada, pois é realizado com base nos números da Loteria Federal. O analista da MTI e responsável pelo sistema do programa, Reginaldo Gomes Júnior, esclarece que os números da loteria são usados como “semente” para um algoritmo que embaralha esses números e dá origem a novos números correspondentes aos bilhetes sorteados.
“Quem realiza o sorteio é a loteria. Nós usamos o número deles para embaralhar esses números e gerar os números dos nossos bilhetes vencedores. Como não é nós que controlamos, uma pessoa pode ser sorteada mais de uma vez, com bilhetes diferentes”, disse.
Após o sorteio e a homologação do resultado pela CGE, o ganhador recebe um e-mail informando que ele foi premiado. A mesma notificação também fica disponível no aplicativo e portal do programa, assim como a listagem completa de todos os ganhadores. Além disso, também ficam disponíveis as instruções que os ganhadores devem seguir para conseguir receber seu prêmio.

Equipe de analistas da MTI e Sefaz responsável pelo programa Nota MT
Premiação
Ainda durante a divulgação dos ganhadores, o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, destacou a necessidade de que o cidadão fique atento em como retirar sua premiação, caso tenha sido sorteado. Isso porque, em muitos casos, o cidadão faz o cadastro no programa, mas não informa seus dados de conta bancária, uma vez que tal informação não é obrigatória para a finalização do cadastro.
“Quem venceu, para que receba ainda neste mês, tem que checar no aplicativo se ganhou e, caso não tenha feito o cadastro completo, precisa complementar o cadastro até o dia 13 de agosto. Depois disso, ele não precisa fazer mais nada que, no dia 15 de agosto, o prêmio estará na sua conta bancária”, esclareceu.
Gallo também destacou a importância da parceria entre os órgãos do Estado para a viabilização do primeiro sorteio do Nota MT e de todo o programa. Além da própria Sefaz, da MTI e da CGE, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) também é parceria do programa.
Isto porque, além do prêmio em dinheiro, o programa também ajuda instituições filantrópicas, uma vez que, que ao fazer o cadastro, o cidadão escolhe uma instituição para receber 20% da premiação, caso ele seja sorteado.
A previsão é que sejam realizados mais quatro sorteios mensais, ao longo deste segundo semestre, com prêmios de R$ 500 e R$ 10 mil e dois especiais, com prêmios de R$ 50 mil.
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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