Mato Grosso
Museu de História Natural promove atividades para estimular a redução do uso dos plásticos
A programação de junho está alinhada ao tema proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU), cuja mensagem chave é ‘combata a poluição plástica’. Assim, as atividades buscam mostrar ao público que atitudes simples na rotina, como reutilizar e reciclar resíduos plásticos, contribui para uma vida mais consciente e sustentável.
O Museu de História Natural está localizado em uma extensa área verde às margens do rio Cuiabá, e a curadora Vitória Ramirez Zanquetta destaca a importância dos museus se engajarem nas ações globais de preservação do meio ambiente.
“As instituições museológicas devem ser aliadas na promoção de ações de educação socioambiental, atuando como agentes ativos na construção de uma nova consciência sobre o meio ambiente. É fundamental que os museus proponham atividades de reflexão sobre os impactos, muitas vezes irreversíveis, que o ser humano causa ao meio em que vive”.
O Museu de História Natural de Mato Grosso é um dos equipamentos culturais da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), que funciona em gestão compartilhada com o Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (Instituto Ecoss).![]()
Programação de junho
03 de junho – Oficina Sons de Brinquedos Divertidos – com Alice Oliveira
Horário: 9h às 11h
A oficina apresenta a forma lúdica de inventar brinquedos com materiais reaproveitáveis. Assim, cada participante irá refletir sobre a importância da reutilização para diminuir a poluição ambiental. Os participantes da oficina confeccionarão o ‘Barangandã’ e o ‘Raspa-Raspa’. Os participantes devem levar duas garrafas PETs grandes, limpas e com tampas.
Inscrições: https://linktr.ee/mhnmt
08 de junho – Dia Sem Plástico / Vivência Sustentável + criatividade – com Tálita Palácio
Horário: 14h às 18h
O Museu convida você a participar do ‘Dia Sem Plástico’, um movimento que busca conscientizar a comunidade sobre a importância de reduzir a poluição plástica.
Será uma tarde criativa no Museu para falar e fazer sustentabilidade. Ser sustentável é pensar na nossa casa, nossas árvores, nosso bairro e nossa cidade. É um convite para pensar em como tornar os hábitos mais sustentáveis no dia-a-dia.
Abertura das inscrições dia 07/06 às 17h: https://linktr.ee/mhnmt
09 de junho – Oficina Ressignificando o Lixo – com Tânia Pardo
Horário: 9h às 11h
Uma oficina para transformar lixo em arte! A partir de um mutirão de limpeza da margem do rio Cuiabá, a ideia é separar os resíduos para criar uma obra única, que inspire um mundo sustentável. Reutilizando latinhas, garrafas, tampinhas e outros itens para compor uma tela cheia de cores e texturas.
Abertura das inscrições dia 07/06 às 17h: https://linktr.ee/mhnmt
10 de junho – Oficina Vasinhos Divertidos em PET – com Danilo Barreto
Horário: 9h às 11h
Contribuir com a natureza e ainda trazer a beleza das plantas para dentro de casa. Essa é a proposta da oficina de reutilização de garrafas PET, que ensinará a produzir vasinhos decorativos a partir de materiais recicláveis. Os participantes aprenderão um modelo de peça, mas terão liberdade para criarem suas próprias versões.
Abertura das inscrições dia 07/06 às 17h: https://linktr.ee/mhnmt
17 de junho – Oficina de Fanzines: Expressões Criativas
Horário: 9h às 11h
Os participantes vão criar suas próprias fanzines (revista feita com recortes de papéis recicláveis que abordam uma temática) utilizando colagens e pequenos textos sobre a importância da preservação do meio ambiente. Através das fanzines, os participantes irão informar, inspirar e engajar os leitores sobre a urgência de cuidar do nosso planeta.
Abertura das inscrições dia 14/06 às 17h: https://linktr.ee/mhnmt
24 de junho – Yoga no Jardim + Pintando Paisagens – com Amanda Cristie e Cássio Wilker
Horário: 8h às 11h
Dia 21 de junho é o Dia Internacional da Yoga e, e o Museu irá oferecer uma prática de Hatha Yoga no jardim. Depois, será realizada a oficina de pintura de paisagem mato-grossense, com Cássio Wilker. Na atividade, o instrutor propõe a discussão e a reflexão sobre os biomas do Centro-Oeste e sua preservação.
Abertura das inscrições dia 21/06 às 17h: https://linktr.ee/mhnmt
Serviço:
As inscrições são liberadas nas quartas-feiras que antecedem à realização das atividades. Para se inscrever, basta acessar e preencher o link disponível no Instagram @museuhistorianaturalmt. As oficinas são gratuitas.
Mais informações: (65) 3634-4858 ou (65) 99686-7701 WhatsApp.
Funcionamento do Museu: Quarta a sexta-feira, das 8h às 18h.
Entrada para visitar as exposições: R$ 12,00 (inteira) e R$ 6,00 (meia). Entrada gratuita aos domingos.
Endereço: Avenida Manoel José de Arruda (Beira Rio), nº 2000, bairro Jardim Europa, Cuiabá.
(Com informações da Assessoria do Museu)
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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