Mato Grosso
Número de acidentes com vítimas reduz 17% na BR-163
A queda é relacionada aos veículos de passeio que trafegam pelo trecho sob concessão

Foto: Assessoria
O envolvimento de veículos de passeio em acidentes que deixaram feridos diminuiu 17% no trecho sob concessão da BR-163 no primeiro semestre de 2020. Considerando os casos com mortes, a queda é de 36% no mesmo período, de acordo com dados da Concessionária Rota do Oeste, responsável pela administração de 850,9 quilômetros da rodovia em Mato Grosso. A comparação é feita com igual período de 2019.
Na avaliação do gerente de Operações da Concessionária, Wilson Ferreira, toda redução no número de acidente, principalmente quando envolve vítimas, é muito significativo, uma vez que indica a preservação de vidas e a garantia da integridade física. Destaca ainda que todo trabalho realizado pela Rota do Oeste é com foco na diminuição permanente de casos. “O acidente sempre vai existir, mas reduzir a incidência é o desafio diário de todos que participam do trânsito de alguma forma”.
Sobre as causas que levaram a um menor número acidentes com vítimas na BR-163, Ferreira pontua que a conduta do motorista é sempre o fator primordial, condições de trafegabilidade do veículo, manutenção da rodovia, sinalização adequada, entre outros. “Especificamente nos últimos três meses podemos incluir ainda uma leve redução do fluxo de veículos de passeio na BR-163”.
O levantamento demonstra que as ocorrências com vítimas mais recorrentes no período foram: as colisões transversais (26%), capotamentos (21%), choques do tipo traseiros (12%) e laterais (11%). O resultado, de acordo com a análise do gerente de Operações, demonstra que apesar dos motoristas estarem mais conscientes, há ainda pontos a serem melhorados, como maior atenção durante a viagem, redução da velocidade praticada na rodovia, observação e cumprimento de requisitos básicos de direção defensiva.
“As colisões transversais e laterais indicam, na maioria das vezes, a falta de atenção durante a viagem, como entrar na rodovia sem observar a distância de outros veículos, calcular mal a entrada na pista ou a passagem por outros veículos. Já os capotamentos e os choques traseiros demonstram o excesso de velocidade, sendo que no último tipo de acidente entra ainda o fator desatenção”, avalia.
Dicas para quem vai ‘pegar’ estrada:
– Revise o veículo antes de viajar;
– Pratique direção defensiva;
– Respeite as leis de trânsito;
– Redobre atenção durante o percurso;
– Não exceda a velocidade permitida para o local;
– Não ultrapasse em local proibido;
– Não acesse à rodovia sem verificar a presença de outros veículos;
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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