Mato Grosso
Número de turistas estrangeiros em MT cresceu 19% em 2024, aponta dados da Embratur

O turismo internacional em Mato Grosso registrou crescimento em 2024, impulsionado por ações de promoção do destino em feiras globais, press trips e estratégias digitais da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). Dados da Gerência de Informação e Inteligência em Dados da Embratur apontam que 1.255 turistas estrangeiros entraram diretamente pelas fronteiras do Estado, um aumento de 19,07% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 1.054 visitantes.
Contudo, o número real é ainda maior, já que muitos turistas chegam ao Brasil por outros estados e incluem Mato Grosso em seus roteiros. Além disso, os dados não contabilizam os voos fretados por jatinhos ou outras aeronaves particulares, pois o estado é um dos três com maior frota aérea privada conforme a Associação Brasileira de Aviação Geral (ABAG).
Ainda segundo a Embratur, 54,2% dos estrangeiros que estiveram em Mato Grosso vieram a lazer, 39,2% viajaram sozinhos e aproximadamente 46% adquiriram pacotes físicos de viagem ainda em seus países. Quase metade dos visitantes fez uma conexão até chegar ao Estado, e outros 36,7% realizaram até duas escalas. Os principais aeroportos de entrada foram os de São Paulo, Foz do Iguaçu, Brasília e Rio de Janeiro, com destaque para turistas dos Estados Unidos, Itália, Alemanha, Espanha e Reino Unido.
Para 2025, a Embratur traçou novas estratégias para fortalecer a imagem do Brasil no exterior, com foco em sustentabilidade e diversidade cultural. No caso de Mato Grosso, o Pantanal é o carro-chefe da promoção internacional. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera, o bioma ocupa 35% de território mato-grossense e 65% do vizinho Mato Grosso do Sul. A agência aposta na promoção integrada entre os dois estados para atrair o mercado americano, com foco em ecoturismo e experiências de safári.
De acordo com a secretária adjunta de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Maria Letícia Costa, os dados confirmam o que a equipe da secretaria vinha percebendo nas ações promocionais e no interesse crescente do público internacional: Mato Grosso tem se consolidado como um destino de natureza e experiência, com forte apelo para quem busca ecoturismo, aventura e cultura autêntica.
“O aumento de turistas estrangeiros é resultado de um trabalho da Sedec com a Embratur e demais parceiros, que posiciona o Estado em vitrines internacionais estratégicas. Nosso foco é seguir ampliando essa presença, promovendo o Pantanal e outros destinos com responsabilidade, qualidade e sustentabilidade”.
Entre as ações previstas para 2025 estão a produção de vídeos promocionais em vários formatos e idiomas, conteúdos em realidade virtual e fotografias de alta qualidade, que serão distribuídos em canais digitais e feiras internacionais. Experiências como birdwatching no Pantanal Norte (em Cuiabá, Poconé e Porto Jofre) e no Jardim da Amazônia (São José do Rio Claro), além da Expedição Onça Pintada, compõem o portfólio do projeto Feel Brasil, lançado na WTM Latin America, em São Paulo, no mês de abril.
A promoção também contou com o famtour voltado ao mercado norte-americano e canadense, com operadores visitando destinos mato-grossenses. Os operadores percorreram o Pantanal de 17 a 23 de maio.
Também será realizada a Galeria Visit Brasil Nova York, com o foco no Pantanal, que está marcada para 28 de outubro a 1º de novembro.
Nos últimos dois anos, o Estado esteve presente em importantes eventos internacionais. Em 2023, uma press trip levou jornalistas da Argentina e Chile a destinos como Chapada dos Guimarães, Nobres, Poconé e Cuiabá, gerando mídia espontânea avaliada em R$ 1 milhão. Também foram realizadas galerias promocionais em Roma e Nova Iorque, com shows culinários comandados pelo chef Marcelo Cotrim e ampla participação do público europeu.
Em 2024, o Estado também foi destaque nas feiras internacionais como a ITB Berlim, BTL Lisboa e WTM Londres. O conteúdo e os atrativos mato-grossenses seguem ganhando espaço nas vitrines mundiais, com foco na biodiversidade, cultura e turismo de experiência.
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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