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O Auditor Interno e sua Função de Agregar Valor aos Serviços Públicos

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José Alves Pereira Filho

O Dia do Auditor interno, comemorado em 20 de novembro, é uma importante oportunidade de refletir acerca da função desse profissional na administração pública e a sua capacidade de influenciar na qualidade dos serviços públicos entregues à população.

Estamos em um momento em que as organizações que estabelecem referenciais da função de auditoria interna discutem de forma mais intensa qual deve ser o resultado entregue por esses profissionais.

Todas as discussões convergem para um ponto essencial: “agregar valor”. No conceito da Instituto dos Auditores Internos (IIA) define claramente que a atuação mais contemporânea do auditor interno deve buscar agregar valor às organizações. É claro que esse conceito tem uma vertente mais privada. Em último estágio o que se buscar nas organizações privadas é que o auditor interno agregue valor econômico às organizações, no sentido de melhor qualificar o seu capital social e aumentar o patrimônio da empresa e a remuneração dos seus sócios.

Isso impõe uma melhor tradução desse conceito para as organizações públicas, que não visam lucro nem acumulação de capitais. Penso ser essencial que essa tradução leve o resultado para o seu principal “sócio”, o cidadão. Veja que aqui não estou qualificando o cidadão como cliente, como fazem alguns instrumentos de gestão pública. Parece-me melhor chamá-lo “sócio” (membro de uma sociedade), como sendo aquele que coloca parte do seu capital particular nas mãos de administradores (públicos) e esperam sua aplicação de forma eficiente e eficaz, retornado benefícios efetivos para a sociedade.

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Isso culmina para uma ideia de que a função essencial do auditor público interno, mais que agregar valor às organizações, é “agregar valor aos serviços públicos.” Ou seja, precisa ir além das organizações e alcançar a própria sociedade.

Por muito tempo esse profissional foi condicionado a focar seu olhar apenas para dentro das organizações, qualificando o auditor interno como sendo um profissional da área meio.

O que os organismos discutem hoje é justamente o rompimento dessa barreira. A busca por alternativas vem sendo discutida fortemente pelo Conselho Nacional de Controle Interno (Conaci), e aqui em Mato Grosso temos a vantagem de já estar evoluindo para esse propósito desde 2011, o que se consolidou com a incorporação desse conceito no planejamento estratégico da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) em 2014, em que alteramos nossa missão para “contribuir para a melhoria dos serviços públicos”

Isso traduz que o auditor interno do Estado não busca apontar o erro e a falha, mas muito além disso quer identificar as suas causas e propor solução para mitigá-las, provocando um efeito perene nas estruturas organizacionais, de pessoal e nos processos, de forma que esses erros não mais se repitam e, por consequência, propicie melhor entrega de serviços públicos.

Na mesma direção, o auditor interno avança para a avaliação de atividades finalísticas, como saúde, segurança, educação e infraestrutura, a fim de compreender quais os riscos dos programas e ações não alcançarem os objetivos previstos e propor correções que mitiguem as vulnerabilidades ou que sejam aperfeiçoados para realizar entregas mais efetivas à sociedade.

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Esse mais moderno referencial da atuação do auditor interno avança também para aspectos de governança e integridade. Na avaliação de entidade, mede em que grau as ações estão alinhadas com o plano estratégico e com a política da área, como as estruturas respondem a essas ações, a existência de políticas de gestão de riscos e em que nível há disseminação de qualificação profissional e de valores organizacionais e éticos.

Nesse conceito de atuação, o controle preventivo toma uma nova roupagem. Desloca-se daquela atuação voltada à revisão e verificação de conformidade de atos e processos, o que se demonstra de alto custo e baixo benefício, para algo mais amplo. O que se busca agora é a identificação de riscos, é a verificação das estruturas, funcionamento e segurança dos controles, é a identificação de vulnerabilidades nas estruturas organizacionais, de pessoas, de processos, de sistemas e de governança, a fim de dar resposta mais efetiva na contribuição para a melhoria dos serviços públicos.

A atuação do auditor interno se desloca da atividade de inspeção e fiscalização para as atividades orientativas e de consultoria, em um envolvimento mais efetivo com a gestão pública.

A certeza que a sociedade pode ter agora é que, no momento em que Governo de Mato Grosso lança o maior programa de investimentos da história de Mato Grosso, o MT Mais, que prevê a alocação de R$ 9,5 bilhões em 12 eixos sociais, o Estado conta com um corpo técnico de auditores internos capaz de agregar valor às ações desse programa através de ações preventivas, orientativas e de consultoria, que vão potencializar os resultados entregues à sociedade.

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*José Alves Pereira Filho é Auditor do Estado e Secretário-Adjunto de Controle Preventivo e Auditoria da Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT). E-mail: [email protected]

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Na pista da vida, 2021 pode ser a balada da esperança

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Celina Moraes, escritora*

Celina Moraes, escritora*

O ano de 2020 se encerrou, mas viverá para sempre em nossas memórias por ter sido o ano do coronavírus. Um vírus que trouxe inúmeras perdas e poucos ganhos. Mudou vidas drasticamente. Destruiu famílias, empregos e negócios. Eu vi a covid-19 atingir pessoas de diversas idades próximas a mim ou conhecidas de alguém. Houve quem teve sintomas leves e fortes; quem morreu em casa e quem sobreviveu à intubação na UTI. Vi um vírus sem preconceito de idade, cor, crença e classe social. A única certeza é de que não temos certeza de como o vírus agirá em nosso organismo.

A previsão do tempo para 2021 é de céu nublado. O sol pode demorar para aparecer, mas quando a estrela dourada desponta no céu é uma chuva de alegria, nos levando a esquecer dos infindáveis terremotos e tsunamis e a lembrar da finitude da vida.

Minha mensagem são reflexões sobre alguns ganhos da pandemia. A convivência de 24 horas diárias aumentou o estresse nas famílias, mas quantos pais e mães não tiveram uma oportunidade incrível de conhecer melhor os filhos? Houve separações, mas houve relacionamentos sendo reabastecidos pela chama do amor. Houve falências, mas houve quem descobriu no empreendedorismo virtual um investimento rentável. Houve quem reclamava da falta de tempo para ler e substituiu os encontros sociais por saraus de leitura.

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Houve quem se descobriu empreendedor no desemprego. Empresas que vislumbravam a viabilidade de trabalho remoto o tornaram uma realidade em poucos meses. Algumas empresas viram a produtividade aumentar. Escolas que idealizavam aulas online, implementaram o projeto do dia para a noite. Profissionais de tecnologia viram a agenda transbordar pelas necessidades virtuais. Vamos receber 2021 cheios de um combustível essencial à vida: a esperança.

Se ao refletir sobre sua vida, você se lembrar que guardou no baú do tempo, um sonho, retire ele de lá, mas insista na persistência. Para mim, só a perseverança nunca bastou. Precisei de uma insistência titânica na persistência para atingir alguns objetivos. A pessoa que avaliou meu primeiro livro, me indicou o cesto de lixo. Sou lhe eternamente grata por ter me sugerido ler mais e aprimorar a escrita antes de me lançar escritora.

Nas dificuldades financeiras, adiei ou revi projetos pessoais, mas jamais os abandonei. Perdi inúmeras batalhas ao lutar por meus sonhos, mas lutei bravamente. A vida é uma sucessão de sucessos e fracassos. O escritor H. Jackson Brown escreveu que a oportunidade dança com aqueles que já estão na pista de dança. Vamos nos jogar na pista da vida em 2021 e dançar a balada da esperança.

(*) Formada em Letras, Celina Moraes é escritora e cronista. Autora dos romances “Jamais subestime os peões” e “Lugar cheio de rãs”, que foi vencedor do Prêmio “Lúcio Cardoso” em 2010 pelo 3º lugar no concurso internacional de literatura promovido União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro (UBE-RJ). Ainda teve o conto “Rumo ao topo numa canoa quebrada” selecionado para compor a antologia da UBE, “Contos: História de Amor e Dor”.

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Máquinas, a todo vapor!

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Foto: Ilcimar Aranhas

Mesmo com um ano desafiador por causa da pandemia de Covid-19, Mato Grosso embarcou ao exterior, no ano passado, em dados ainda a serem finalizados, algo em torno de 452,6 mil toneladas de carne bovina. Essa quantidade representa 6% a mais do que no ano anterior. O crescimento dos embarques foi impulsionado por mercados como China e Hong Kong, responsáveis por 56% do total de carne bovina que saiu de Mato Grosso.

Como sempre, mostrou sua força, contribuindo com 22% do volume total de carne bovina exportado pelo País, tendo liderado também a produção de carne no ano, que somou 644,78 mil toneladas, de acordo com levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A safra de grãos 20/21, por sua vez, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve crescer mais 4,2%, comparado a última colheita. A produção nacional prevê alcançar 252 milhões de toneladas. Mato Grosso segue como maior produtor nacional de grãos, com participação de 28,9%.

Dados como esses nos orgulham, ao tempo em que adicionam responsabilidades. Afinal, a toada de recordes persiste ano após ano. E essa escalada deve prosseguir. Se a conta estiver certa – e eu acredito que esteja – a região do Vale do Araguaia, sozinha, por exemplo, é capaz de produzir tudo que Mato Grosso já produz atualmente. Detalhe: sem derrubar uma árvore sequer, sem abrir um metro sequer de nova área.

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Portanto, não temos tempo a perder. A produção vai crescer e Mato Grosso precisa estar preparado para dar respostas à demanda de transporte dessa produção até os portos.  Neste momento, na busca de um melhor equilíbrio da malha que serve a logística nacional, estamos envolvidos firmemente no desenvolvimento do modal ferroviário.

São três grandes projetos em preparação que, uma vez em operação, permitirão ao Estado disputar com larga margem de vantagem  os principais mercados do mundo, com altíssimo grau de competitividade. Produção, como se vê, não vai faltar.

A Ferronorte já se mostrou um empreendimento viável, a ponto de seu concessionário anunciar disposição de investir R$ 6 bilhões para avançar com os trilhos de Rondonópolis ao Norte do Estado, passando – obrigatória e necessariamente, é bom que se diga – por Cuiabá. A Ferrovia de Integração do Centro Oeste (FICO), ligando Água Boa até os trilhos da Ferrovia Norte-Sul, abrindo um grande leque de busca de portos, como Itaqui, no Maranhão, Ilhéus, na Bahia, e Santos, em São Paulo, já pode ser considerada uma realidade pela engenharia político-econômica efetivada com a renovação antecipada da concessão das ferrovias da Vale; e Ferrogrão, empreendimento privado, que ligará os centros de produção do Norte aos portos do Arco Norte, no Pará. Juntas, transformarão Mato Grosso, dono da maior produção de grãos e de proteína animal do Brasil, no maior centro logístico do Brasil.

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Fundamental ressaltar e reconhecer que a expansão do modal ferroviário em Mato Grosso une as principais lideranças políticas do nosso Estado. Um dos marcos desse processo aconteceu em 2019, com uma audiência pública do Senado Federal, idealizado por mim como presidente da FRENLOGI e pelo senador Jayme Campos, e Assembleia Legislativa, com firmes atuações dos deputados Carlos Avallone (PSDB), Janaina Riva (MDB) e Eduardo Botelho (DEM). Evento que tiveram importantes conclusões apoiadas pelo Movimento Pró-Ferrovia.

Importante destacar as medidas legislativas já tomadas, como a aprovação, no ano passado, do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 16/2020, extraida desse fórum de debate. A PEC promulgada altera o artigo 131 da Constituição de Maro Grosso e concede ao ente federativo a competência para “explorar diretamente ou mediante concessão, permissão ou autorização a prestação de serviços públicos”.

Agora, celebramos o Projeto de Lei Complementar (PLC) 52/2020 de autoria do presidente da AL, deputado Eduardo Botelho e do deputado Avalone, que inclui o subsistema ferroviário no Sistema Estadual de Viação. A medida instituída possibilita a implantação de novos ramais ferroviários, ampliando assim as alternativas para escoamento da produção agrícola, reduzindo custos e garantindo maior segurança logística aos produtores rurais. E como já estivemos apresentando o assunto ao governador Mauro Mendes temos certeza da sanção  d essa Lei Complementar.

Com esse lastro político e calçada na expressiva produção no campo, que vai seguir avançando nos seus números, a palavra de ordem, em 2021, é uma só:um trabalho conjunto .E o grito de guerra também uníssono: Obras com máquinas a todo vapor!

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Wellington Fagundes é senador por Mato Grosso e presidente da Frente Parlamentar de Logística e Infraestrutura do Congresso Nacional

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Especialista alerta para sintomas de câncer infantil

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Doença é considerada rara e tem prevalência de 3% entre todos os carcinomas no país. Ainda assim, conforme explicou o especialista, cresce a cada ano

Oncologista pediátrico Afonso Pereira Leite Neto

Febre, tosse, palidez e dores no corpo. Sintomas são recorrentes em crianças e facilmente associados a doenças comuns ou pequenos quadros infecciosos. No entanto, é preciso ficar em alerta. Caso eles perdurem, podem estar associados ao câncer infantil.

A doença é considerada rara e tem prevalência de 3% entre todos os carcinomas no país. Ainda assim, conforme explicou o médico oncologista pediátrico Afonso Pereira Leite Neto, da Oncolog, o câncer infantil cresce a cada ano. A maior preocupação é a tendência a se alastrar com mais facilidade, se comparado aos casos em adultos.

“Pensando nos sinais e sintomas de modo prático, as famílias precisam observar o que sai da rotina. Se a criança nunca foi de vomitar e começa a ter vômitos esporádicos, se a dor de cabeça vai aumentando a frequência, se a dor abdominal piora. Sair do estado normal é algo que deve ser levado em consideração”, disse.

O câncer mais comum nas crianças é a leucemia, que chega aos 60%. Seguido pelos linfomas e pelos tumores no sistema nervoso central. Estes tumores estão mais relacionados ao desenvolvimento embrionário e não têm características hereditárias. Má formação genética durante a gestação é o principal fator que ocasiona os carcinomas entre pessoas de 0 a 18 anos.

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Em pessoas adultas, existe o fator de exposição que pode influenciar na aquisição da doença. Em crianças, no entanto, não há tempo suficiente para que haja interferência de fatores externos. Estilo de vida da gestante, entre outros fatores ambientais como a industrialização, podem comprometer o desenvolvimento do feto.

“Outra coisa que pode acontecer são os tumores ósseos relacionados a traumas, por exemplo. A criança bateu a perna e depois foi desenvolver um tumor. Isso são coisas que realmente podem acontecer, mas é por conta da predisposição genética. Teve um estímulo, que foi o trauma, e aí começa a proliferação celular de forma errada”, explicou o oncologista.

Apesar de a cura levar em conta o tipo do tumor, sua localização, extensão e a idade, a chance de cura é de até 70%. Crianças tendem a responder melhor ao tratamento, feito com quimioterapia, radioterapia e cirurgias. Ainda assim, em alguns casos, radioterapia e cirurgias não são recomendadas pelo risco de afetar o desenvolvimento e ocasionar sequelas irreversíveis.

“O diagnóstico precoce é muito importante. No geral a gente tem maior incidência da doença abaixo dos 10 anos. Importante mesmo é se conscientizar da importância das consultas de rotina. Mesmo as crianças maiores, os adolescentes. Check-up não é só para adultos. A criança também precisa ser acompanhada”, finalizou.

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