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O futuro da saúde é mais humano e a aromaterapia faz parte disso

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Tabata Mazetto -Foto Divulgação

Por muito tempo, a saúde foi tratada como algo dividido: o corpo de um lado, a mente do outro, as emoções tentando se encaixar em algum lugar entre um exame e uma receita. Mas isso já não dá mais conta da vida real. As pessoas não vivem em pedaços. Elas sentem tudo ao mesmo tempo – corpo, mente, emoções e ambiente.

Tenho percebido isso cada vez mais de perto. Pessoas cansadas. Cansadas de tentar se encaixar em padrões, de silenciar dores, de viver no automático. E profissionais da saúde também exaustos, tentando cuidar de tudo, muitas vezes sem conseguir cuidar de si.

Aos poucos, algo vem mudando. Uma vontade de olhar com mais calma, de escutar com mais presença, de respeitar o tempo do corpo e do sentir. Não é uma ruptura com o que já existe de práticas consolidadas, mas um movimento de ampliar o olhar clínico. Integrar intervenções que dialogam com evidências científicas e com o que o paciente realmente vive no dia a dia. De voltar ao essencial! E, é nesse lugar que a aromaterapia, para mim, sempre fez sentido.

Vai além do alternativo ou complicado, funciona de uma forma simples, direta, que toca a vida do jeito que ela é. Um cheiro que acalma, um aroma que acolhe, um respiro que alivia. Às vezes, é no invisível que a gente encontra o que mais precisava.

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O que muitas vezes me entristece é ver tanta gente estudando, buscando, se interessando… mas parando no meio do caminho. O conhecimento fica guardado e a prática é por vezes adiada, como se ainda não fosse suficiente. É como se ainda faltasse alguma autorização para confiar no próprio sentir.

Mas cuidar não nasce apenas do estudo, vem da escuta e presença, na coragem de estar inteiro diante do outro. O que transforma é a aplicação concreta, diária, ética, responsável e alinhada ao propósito de cuidar. E é por isso que a saúde está mudando: porque as pessoas estão mudando.

Já não dá mais para separar o que se sente do que se vive, tratar apenas sintomas e ignorar histórias. E é nesse ponto que a aromaterapia ganha força em território clínico, pois respeita o tempo de cada um, cuida sem invadir e permite que o corpo se comunique, mesmo quando tentamos fingir que não estamos escutando.

Talvez o futuro não esteja em fazer mais, aprender mais, acumular mais. Talvez esteja em fazer com mais consciência. A aromaterapia não é o futuro, é o presente que só faz sentido quando é compartilhado. E talvez a pergunta mais importante não seja “qual caminho seguir?”, mas “como eu escolho cuidar de mim e do outro?”.

Tabata Mazetto – Psicóloga, Aromaterapeuta e Especialista em óleos essenciais.

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Rota Rondon: o passaporte de Mato Grosso para o Pacífico

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*Irajá Lacerda

Cáceres e toda a região Oeste de Mato Grosso ocupam uma posição privilegiada para o futuro logístico do nosso estado. Pela proximidade com a Bolívia e pela possibilidade de conexão com o Oceano Pacífico, a região é central para a consolidação da Rota Rondon, que hoje não é apenas uma alternativa, mas uma prioridade estratégica. Grande parte da nossa produção ainda percorre milhares de quilômetros até os portos do Atlântico, encarecendo o frete, pressionando produtores e sobrecarregando rodovias. Superar essa dependência significa fortalecer municípios, atrair investimentos e transformar a localização de Cáceres em vantagem competitiva para todo o estado.

Para se ter uma ideia da importância de termos uma logística à altura da nossa força produtiva, as projeções oficiais do Valor Bruto da Produção (VBP) para 2026 apontam Mato Grosso no topo do país, com cerca de R$ 206 bilhões, respondendo por aproximadamente 15% de toda a riqueza gerada pelo campo brasileiro. Sustentar esse gigantismo exige pressa na integração regional, colocando o Oeste como ponto de partida para esse novo caminho e conectando a força do nosso interior aos mercados internacionais.

Durante minha trajetória no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), acompanhei de perto o desafio de abrir novos caminhos e encurtar distâncias para o nosso setor produtivo. Sempre defendi que a infraestrutura deve servir como vetor de competitividade. Nesse sentido, a realização de estudos técnicos para expandir o modal ferroviário até Cáceres é um passo decisivo para inserir a região definitivamente no mapa do comércio mundial.

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O avanço das Rotas de Integração Sul-Americana, com destaque para o Quadrante Rondon, consolida esse corredor como uma pauta fundamental para o Brasil. A rota envolve Acre, Rondônia e toda a porção oeste de Mato Grosso, conectada à Bolívia e ao Peru. Na prática, trata-se de abrir uma rota mais curta, fortalecendo o intercâmbio com países vizinhos e reduzindo tempo e custos no transporte de mercadorias rumo aos mercados da Ásia-Pacífico.

A viabilidade desse projeto já se traduz em ações concretas. O planejamento do governo federal para a região inclui 10 obras financiadas pelo Novo PAC em Mato Grosso, somando R$ 370 milhões em investimentos. Esses recursos buscam fortalecer a infraestrutura de transporte e de acesso, ampliar a competitividade do estado e contribuir para que essa agenda avance da fase de planejamento para a execução concreta.

Mas o impacto da Rota Rondon vai muito além de ampliar mercados para o agronegócio. A Zona de Processamento de Exportação (ZPE), a hidrovia, o aeroporto, a proximidade com a Bolívia e a futura integração ferroviária formam uma combinação capaz de transformar Cáceres e o Oeste em um robusto hub logístico, industrial e comercial. Onde a infraestrutura melhora, o comércio cresce, as indústrias se aproximam e os investimentos privados são destravados.

Por isso, esse projeto também deve ser visto como uma política social. Quando a infraestrutura chega, ela não movimenta apenas cargas e mercadorias: leva emprego, renda, autonomia e novas oportunidades para as famílias. O Oeste de Mato Grosso não pode mais ficar à margem do crescimento do estado. Obras estruturantes como essa aproximam o produtor do mercado, impulsionam as cidades e transformam o potencial geográfico em prosperidade real para quem vive e trabalha na região.

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*Irajá Lacerda é ex-secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária e ex-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-MT

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Copa do Mundo: a oportunidade que sua empresa não pode deixar passar

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*Rômulo Rampini

A Copa do Mundo é um dos maiores eventos de atenção do planeta. Enquanto bilhões de pessoas acompanham os jogos, milhares de empresas disputam algo ainda mais valioso que o próprio futebol: a atenção do consumidor. Segundo relatório oficial de audiência divulgado pela FIFA após a Copa do Mundo do Catar 2022, cerca de 5 bilhões de pessoas consumiram conteúdos relacionados ao torneio em diferentes plataformas ao redor do mundo.

A entidade também informou que a final entre Argentina e França alcançou uma audiência global próxima de 1,5 bilhão de espectadores. Poucos eventos conseguem reunir uma audiência dessa magnitude.Mas o que realmente interessa para os empresários não está dentro do estádio.Está no comportamento das pessoas. O erro mais comum é acreditar que apenas marcas esportivas podem aproveitar a Copa.
Na prática, negócios de todos os setores podem se beneficiar desse aumento de atenção. Clínicas, concessionárias, indústrias, imobiliárias, escritórios, varejistas e prestadores de serviço podem criar campanhas, conteúdos e ações promocionais conectadas ao momento sem precisar falar diretamente sobre futebol.
Trazendo o olhar para a economia local, o mercado também deve ser impulsionado pelo aumento nas vendas de televisores, itens decorativos, alimentos e bebidas, além da maior procura por produtos alimentícios em hipermercados e supermercados. De acordo com a Fecomércio-MT, a Copa do Mundo deste ano poderá gerar um impacto adicional entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões no comércio estadual, com base em dados do IBGE e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Durante a Copa, o tempo gasto nas redes sociais aumenta, o consumo de vídeos cresce, as conversas em grupos de WhatsApp se intensificam e as pesquisas relacionadas aos temas do momento dominam a internet.
As pessoas ficam mais conectadas, mais engajadas e mais propensas a interagir com conteúdos que estejam inseridos naquele contexto.Isso cria uma oportunidade enorme para empresas de qualquer segmento.
O ponto principal é participar da conversa que já está acontecendo. Outro aspecto importante é a velocidade. Durante a Copa, o conteúdo envelhece rapidamente. O assunto que gera interesse hoje pode perder relevância amanhã. Empresas que conseguem produzir vídeos, posts, campanhas e anúncios em tempo real tendem a capturar mais atenção do que aquelas que dependem de aprovações demoradas ou planejamentos excessivamente rígidos.
Também é um excelente período para ampliar investimentos em mídia digital. Mas existe um alerta importante que muitos empresários ignoram. A Copa do Mundo possui rígidas regras de propriedade intelectual. Logotipos oficiais, mascotes, símbolos, imagens oficiais, identidade visual da competição e diversas expressões associadas ao evento possuem proteção legal. Utilizar esses elementos em campanhas comerciais sem autorização pode gerar notificações, multas e problemas jurídicos.
A recomendação é simples: Utilize o contexto, mas não utilize os ativos oficiais. Fale sobre torcida, emoção, competição, expectativa e desempenho. Crie campanhas temáticas. Produza conteúdos relacionados ao momento. Mas evite utilizar marcas registradas ou materiais protegidos.
Conteúdo gera atenção. Anúncios geram alcance. WhatsApp gera conversa. O Customer Relationship Management (CRM) gera acompanhamento. Remarketing gera recuperação de oportunidades. É essa estrutura que transforma audiência em faturamento.
A Copa dura apenas algumas semanas. Os contatos conquistados durante esse período, porém, podem gerar negócios por meses. Quem entende isso não apenas acompanha o evento: aproveita uma das maiores oportunidades de marketing do planeta.
 
*Rômulo Rampini é estrategista de marketing, consultor credenciado pelo SEBRAE MT e diretor da agência 3TRÊS
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Empreender na educação: liderança, propósito e impacto social

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*Leonardo Chucrute é Gestor em Educação e CEO do Zerohum

Abrir uma escola vai muito além de iniciar um empreendimento. Trata-se de assumir uma missão de impacto social. A educação é um dos pilares fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e desenvolvida.

A educação transforma vidas. Liderar esse processo exige preparo técnico, planejamento estratégico, coragem para empreender e visão de longo prazo. O primeiro passo é definir com clareza o propósito da instituição. Estabelecer diferenciais e valores sólidos será a base para todas as decisões pedagógicas, administrativas e mercadológicas.

Também é indispensável realizar um estudo de mercado aprofundado. Identificar o público-alvo, a demanda real na região escolhida e o perfil socioeconômico das famílias é essencial. Analisar a concorrência, compreender seus pontos fortes e reconhecer lacunas ainda não atendidas contribui para reduzir riscos e aumentar as chances de sustentabilidade do projeto.

O planejamento financeiro merece atenção redobrada. Abrir uma escola envolve investimentos significativos, como aluguel ou aquisição do imóvel, adequação da infraestrutura, compra de mobiliário e materiais pedagógicos, processos de legalização e contratação de professores e equipe administrativa. Ter um plano de negócios detalhado, com projeções realistas de custos, receitas e fluxo de caixa, é fundamental para garantir a viabilidade da instituição.

A legalização da escola é outro ponto crucial. Buscar assessoria jurídica especializada ajuda a atender às exigências das secretarias de educação, conselhos e demais órgãos reguladores. Além disso, a formação de um time qualificado e alinhado à proposta pedagógica é determinante. Professores, coordenadores e gestores educacionais impactam diretamente a credibilidade da instituição e o desenvolvimento dos alunos.

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A construção da marca também não deve ser negligenciada. Nome, identidade visual e posicionamento precisam transmitir confiança, seriedade e propósito. Um plano de marketing bem estruturado contribui para criar conexão com as famílias, lembrando que, na educação, o relacionamento com os pais começa muito antes da matrícula.

A tecnologia, por sua vez, deve ser encarada como uma aliada estratégica. Plataformas digitais podem otimizar a gestão pedagógica, administrativa e financeira, além de tornar o processo de ensino-aprendizagem mais eficiente e atrativo. No entanto, o foco deve permanecer na missão central: educar com qualidade, propósito e humanidade.

(*) Leonardo Chucrute é CEO do Zerohum, gestor em Educação, mentor de empresários, palestrante e autor de livros didáticos.

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