Mato Grosso
Obras do BRT seguem em andamento e trânsito em cruzamento na Avenida do CPA será liberado

As obras de implantação do Sistema BRT na Avenida do CPA seguem dentro do que foi estabelecido no acordo de rescisão com o Consórcio BRT. A partir desta terça-feira (29.4), o cruzamento da Rua Dr. Ênio Vieira com a Avenida do CPA, em frente à loja Cobasi, deverá ser liberado para o trânsito.
O cruzamento permaneceu fechado por cerca de 15 dias para a construção das pistas de concreto para o BRT. Com a liberação, os motoristas que vem pela Rua Dr. Ênio Vieira poderão acessar novamente a Avenida do CPA, sentido bairro.
O Consórcio BRT também está trabalhando na implantação das calçadas, ciclovias e paisagismo ao longo de todo o percurso entre o Hospital do Câncer e o Conselho Regional de Engenharia.
O acordo firmado entre a Secretaria de Estado e Logística (Sinfra) e o Consórcio no mês de março, prevê que o trecho aberto seja finalizado em um prazo de 150 dias, sob risco de pagamento de multa por parte das empresas.
Segundo o secretário adjunto de obras Especiais da Sinfra, Isaac Nascimento Filho, o andamento das obras no momento está dentro do que é esperado para conclusão do acordo, mesmo com o mês de abril mais chuvoso dos últimos anos.
Nesta segunda-feira (28), o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo, realizou uma vistoria nas obras para conferir o andamento. “O Consórcio está conseguindo fazer, avançou bastante essa região central. Tudo nos leva a crer que eles vão conseguir entregar esse compromisso em cinco meses”, afirmou.
Edital
O Governo de Mato Grosso realizará no dia 5 de maio, às 14h, o processo licitatório para contratação da empresa que ficará responsável por realizar as obras no restante da Avenida do CPA até Várzea Grande.
A empresa vencedora será responsável pela elaboração dos projetos básicos e executivos, bem como pela execução da infraestrutura da linha Várzea Grande – CPA, que compreende a conclusão dos serviços em Várzea Grande e a implantação da infraestrutura em Cuiabá, no trecho entre a ponte Júlio Müller e a Secretaria de Estado de Fazenda – incluindo a drenagem da região da Prainha, iluminação pública e paisagismo.
O valor de referência da obra é de R$ 156.736.162,08, sendo que o prazo previsto para a execução é de 180 dias.
Outros trechos do BRT, como o que liga a região do Coxipó ao centro de Cuiabá, além da implantação das estações, terminais e demais serviços, serão contratados em processos futuros, de forma separada.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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