Mato Grosso
Operação integrada combate queimadas no norte de Mato Grosso

Uma operação integrada entre órgãos de segurança pública e ambientais foi deflagrada nesta terça-feira (10.9), marcando o início da Operação Abafa Amazônia 2025, coordenada pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT). A ação tem como objetivo coibir queimadas ilegais e combater incêndios florestais na região norte do estado, historicamente vulnerável à ocorrência de focos de calor durante o período de estiagem.
As equipes atuarão em fiscalizações nos municípios de Aripuanã, Colniza, Cotriguaçu e Juína. A ação integra o programa Tolerância Zero Contra Crimes Ambientais, iniciativa do Governo do Estado que visa combater o uso irregular do fogo em áreas rurais, dando prioridade às regiões de floresta mais sensíveis e de difícil acesso.
Ao todo, 42 profissionais estão mobilizados e atuam diretamente em campo, apoiados por 13 viaturas e pela unidade móvel de monitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp/SESP), que oferece suporte técnico para fortalecer a fiscalização nas áreas mais críticas da região.
A força-tarefa é composta pelos bombeiros militares, em parceria com o Ciosp, além da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) da Polícia Judiciária Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A operação também conta com o apoio da Força Nacional de Segurança Pública, por meio da Força Integrada de Proteção Ambiental (FIPA).
Segundo o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), Rafael Ribeiro Marcondes, a operação tem como propósito articular as forças de fiscalização ambiental, a fim de viabilizar a responsabilização imediata dos infratores flagrados em crimes ambientais, tanto na esfera administrativa quanto na criminal. Além disso, visa cessar os danos causados pelo fogo e atuar preventivamente por meio da presença ostensiva das equipes de fiscalização.
“Estamos empenhados em proteger a nossa Amazônia com ações firmes e coordenadas. A Operação Abafa Amazônia 2025 representa nosso compromisso em preservar o meio ambiente e garantir que quem desrespeitar a lei seja responsabilizado rigorosamente. Contamos com o apoio da população para denunciar atividades ilegais”, pontuou o comandante.
A operação segue até o próximo dia 19, mas outros ciclos de fiscalização estão previstos ao longo do ano, como parte das ações contínuas de combate às queimadas ilegais e proteção das áreas florestais no estado.
Operação Abafa
De forma simbólica, a Operação Abafa Amazônia 2025 recebeu este nome em referência a uma técnica fundamental no combate ao fogo, que consiste em retirar o comburente para sufocar as chamas e extingui-las.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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