Policial
Polícia Civil forma 125 policiais que reforçarão o combate à criminalidade em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso realizou, na manhã desta segunda-feira (7.7), a formatura de 125 novos policiais civis, entre investigadores, escrivães e delegados, que reforçarão os trabalhos da Segurança Pública, especialmente no interior do Estado. O reforço dos novos policiais civis faz parte das medidas integradas do Governo do Estado para combater as facções criminosas.
Após seis meses de curso técnico-profissional da Academia de Polícia (Acadepol), onde passaram por aulas teóricas e práticas de diferentes disciplinas, os novos policiais estão preparados para exercer suas funções em diferentes regionais do Estado. Com a formatura dos servidores, a atuação da Polícia Civil ganha um reforço de 28 delegados de polícia, 28 escrivães e 69 investigadores.
O governador Mauro Mendes destacou que os novos policiais estão preparados para proteger a sociedade. “O trabalho, a dedicação e o esforço permitiram que vocês chegassem até aqui. O Estado de Mato Grosso é, hoje, dentre os estados brasileiros, o que realiza o maior investimento em segurança pública ao longo dos últimos cinco anos. Em relação àquilo que nós arrecadamos e investimentos em efetivo e compra de equipamentos de tecnologia para a polícia, criamos as melhores condições de trabalho e de combate à criminalidade aos nossos servidores”, destacou.
O diretor da Acadepol, delegado Fausto Freitas, frisou a importância do significativo reforço ao efetivo da Polícia Civil, que certamente trará reflexos diretos na qualidade e na eficiência de serviços prestados à população, especialmente dentro do programa Tolerância Zero, promovido pelo Governo do Estado, com foco no enfrentamento, às facções criminosas.
“Aos novos policiais, a responsabilidade é grande, mas a recompensa é maior ajudar pessoas e combater a criminalidade. Preservar a ordem, promover a paz social são tarefas que conferem um profundo sentido à nossa missão. Ser policial civil não é apenas um ofício, é um compromisso de vida, uma vocação, por isso se sintam orgulhosos por ingressar nessas carreiras nobres e por fazerem parte da instituição”, disse.
A delegada-geral, Daniela Maidel, disse que a formatura marca o nascimento de uma nova geração de delegados, escrivães e investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso que fortalecerá toda a Segurança Pública do Estado.
“Somos a instituição responsável por desvendar crimes, conduzir investigações e responsabilizar criminosos por seus atos. Cada geração de policiais civis representa uma possibilidade de renovar e fortalecer nossa instituição e vocês trazem consigo novas ideias, energia e perspectivas que com certeza, enriquecerão o nosso trabalho”, disse a delegada-geral.
O secretário adjunto de Segurança Pública, Coronel PM Héverton Mourett de Oliveira, destacou a eficiência do curso técnico-profissional da Academia de Polícia Civil de Mato Grosso, que vem desenvolvendo um trabalho de excelência, formando profissionais cada vez mais técnicos e especializados, que fazem a diferença para atuação da Segurança Pública no Estado.
“Vemos que na Polícia Civil de Mato Grosso os recursos são muito bem aplicados, muito bem geridos por políticas claras de um governo de Estado que quer fazer os seus enfrentamentos, mas tudo isso não seria suficiente se não tivéssemos profissionais técnicos e altamente qualificados, que tornam a instituição uma das melhores do país no combate à criminalidade”, disse o secretário adjunto de Segurança Pública.
Presente no evento, a senadora Margareth Buzetti, falou sobre as leis e projetos de lei que vão auxiliar a Segurança Pública no combate a atuação e responsabilização de criminosos, especialmente envolvidos em feminicídios e pedofilia.
“Estamos vivendo no país, na política, na economia, uma falência moral nas atitudes do ser humano e isso nós temos que combater diariamente. Não podemos admitir mais que essas coisas aconteçam e precisamos fazer leis claras, que não deixem dúvida, e que realmente punam os autores desses crimes”, frisou a senadora.
Enfatizando a importância dos investimentos em Segurança Pública, o deputado estadual, Max Russi, parabenizou o governador Mauro Mendes e a delegada-geral, Daniela Maidel, pela formatura dos novos policiais e pelo olhar diferenciado para o segmento tão importante atualmente, que é a Segurança Pública.
“Parabéns porque sabemos que para toda decisão são muitas reuniões e realmente os investimentos têm sido um grande diferencial na Segurança Pública. Foram investimentos em armamento, estrutura, capacitação e tecnologia, tudo isso sem deixar de realizar outros investimentos importantes para a sociedade. Isso sem sombra de dúvida, é muito importante, são decisões acertadas no governo que vem avançando em todas as áreas”, destacou o deputado.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Policial
Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados
Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).
A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.
A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.
A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.
Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.
Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.
Além das grades
Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.
Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.
A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.
Nome da Operação
O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades
Policial
Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.
Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.
Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.
Não houve registro de vítimas.
Policial
Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Mandados judiciais
Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.
O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.
Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.
Investigação
O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.
O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.
Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).
Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.
A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.
Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.
Continuidade
As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.
Integração
Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
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