Policial
Polícia Civil intensifica ações de combate à violência doméstica e familiar em 2025

Em 2025, a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, desenvolveu ações importantes de alinhamento voltadas às políticas públicas e atividades preventivas no âmbito da violência doméstica e familiar.
Entre as iniciativas trabalhadas, estão a implantação dos protocolos de investigação acerca da temática, capacitações, treinamentos, seminários, instalações de núcleos especializados de atendimento às mulheres e grupos vulneráveis, planejamento e coordenação da operação policial Shamar.
Protocolos de Investigação
Através da Resolução nº 116/2025, houve a instituição de dois protocolos que regulamentam a atuação e os procedimentos relativos à apuração de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, sob a perspectiva de gênero e de crimes contra a dignidade sexual.
A normativa traz o aperfeiçoamento e a padronização dos atendimentos, desde o primeiro acolhimento, da formalização de registro de boletim de ocorrência, nas requisições de perícias, na articulação com a rede de proteção, na retirada de pertences e cuidados relacionados ao cumprimento de decisão judicial, visando também garantir a segurança jurídica aos policiais.
Capacitações
Neste ano, 890 policiais civis, entre delegados, escrivães e investigadores, foram capacitados para atendimento de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher e violência sexual. As qualificações foram ministradas pela Academia de Polícia Civil (Acadepol), em parceria com a Coordenadoria da Mulher e Vulneráveis.
Foram realizados cursos de introdução à investigação de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher com perspectiva de gênero – EAD; curso de formação técnico-profissional para investigação de crimes contra a mulher; seminários sobre investigação de crimes cometidos contra mulheres por razões de gênero, além de encontros institucionais para debate sobre o tema.
Núcleos Especializados de Atendimento à Mulher e Vulneráveis
São estruturas de acolhimento humanizado que estão em consonância com as diretrizes instituídas pelo Ministério da Justiça, por meio do Caderno Temático de Referência, que instituiu a padronização nacional das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.
O espaço físico diferenciado surgiu diante da dificuldade de ampliação de delegacias especializadas de defesa da mulher, sendo uma estratégia imediata de atendimento especializado às vítimas de violência doméstica e familiar.
Os núcleos são mais do que ambientes especializados de atendimento; configurando-se em um local confortável, seguro, dotado de brinquedotecas para crianças que acompanham suas mães, e com lotação de policiais capacitados.
De acordo com a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Mariell Antonini, a Polícia Civil compreende a importância do trabalho realizado pelas unidades especializadas, bem como preconiza que essas boas práticas de capacitação dos servidores, desenvolvimento do trabalho em rede e melhor estruturação predial são o caminho adequado para se evoluir na prevenção e enfrentamento à violência de gênero.
“O Governo do Estado tem dado todo apoio para essa implantação dos núcleos especializados de atendimento à mulher e vulneráveis, sendo possível instituir essa estrutura mínima nas unidades policiais para desenvolvimento dos trabalhos investigativos correlatos”, destacou a coordenadora.
“Assim, por meio dos Decretos n. 1.193, de 23 de dezembro de 2024, e 1.404, de 03 de abril de 2025, foram criados 28 núcleos especializados, os quais estão vinculados às delegacias, com espaços individualizados de acolhimento, dotados com brinquedotecas que possam acomodar infantes que eventualmente acompanhem suas genitoras e com profissionais capacitados para o atendimento”, completou Mariell Antonini.
Foram criados 28 núcleos, distribuídos no Estado da seguinte forma: nas Delegacias de Chapada dos Guimarães, Central de Flagrantes de Várzea Grande, Água Boa, Canarana, Querência, Cocalinho, Alta Floresta, Colíder, Peixoto de Azevedo, Matupá, Juína, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Pontes e Lacerda, Comodoro, Central de Flagrantes de Rondonópolis, Jaciara, Alto Taquari, Sorriso, Nova Ubiratã, Barra do Bugres, Campo Novo do Parecis, Porto Alegre do Norte, Santa Terezinha, Vera, Alto Araguaia, Nova Xavantina e São Félix do Araguaia.
A Polícia Civil planeja a expansão de mais 18 núcleos especializados de atendimento à mulher e vulneráveis, o que totalizará 46 unidades em todo o Estado, reforçando o compromisso com a interiorização e a efetivação de uma política pública de proteção e enfrentamento à violência contra a mulher em todo o território estadual.
A previsão das novas instalações são para as cidades de Nobres, Rosário Oeste, Porto Esperidião, Sapezal, Paranaíta, Confresa, Campo Verde, Jauru, Guarantã do Norte, Guiratinga, Araputanga, Apiacás, Juara, Arenápolis, Nortelândia, Vila Rica, Vila Bela da Santíssima Trindade e na Central de Flagrantes de Tangará da Serra.
Projeto Seja Raio de Luz na Vida de uma Criança e de um Adolescentes
De iniciativa da Polícia Civil, o projeto está alinhado às ações estratégicas de qualificação voltada à prevenção da violência sexual infantojuvenil que acomete as crianças e os adolescentes, trabalhando a singularidade do tema, que exige abordagem apropriada ao conhecimento do público infantil.
Entre os meses de outubro e novembro de 2025, a Polícia Civil capacitou mais de 100 policiais civis lotados nas quinze regionais do Estado de Mato Grosso para aplicarem as ações inseridas no projeto de prevenção aos crimes contra crianças e adolescentes.
O treinamento visa à aplicação de técnicas para prevenção ao abuso sexual infantojuvenil. Foram abordados temas como comunicação positiva; cuidados cibernéticos que pais devem ter em relação aos acessos realizados pelos filhos; conceito de violência sexual, formas e estatísticas; entre outros.
Planejamento da Operação Shamar
Para o trabalho operacional, foi elaborado o plano estratégico para a execução das ações em todos os municípios de Mato Grosso.
As ações ocorreram entre os dias 1º de agosto a 4 de setembro deste ano, visando prevenir e coibir crimes de violência doméstica. Nesse período, foram intensificadas as diligências para cumprimento de mandados judiciais.
As atividades da Operação Shamar integraram a mobilização nacional promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em alusão à campanha “Agosto Lilás”, mês de reflexão e enfrentamento à violência contra a mulher.
O nome da Operação Shamar é referente à palavra hebraica que significa cuidar, guardar, proteger, vigiar e zelar.
Coordenadoria de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis
Foi criada pela Polícia Civil de Mato Grosso no ano de 2024 e passou a dispor de uma estrutura estadual de coordenação da política de enfrentamento à violência de gênero.
O setor foi instituído pela Lei Complementar 787, de janeiro de 2024, com a função de promover o alinhamento de políticas públicas e ações preventivas no âmbito da violência doméstica e familiar no âmbito institucional.
Fonte: Policia Civil MT – MT
Policial
Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados
Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).
A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.
A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.
A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.
Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.
Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.
Além das grades
Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.
Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.
A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.
Nome da Operação
O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades
Policial
Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.
Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.
Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.
Não houve registro de vítimas.
Policial
Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.
As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Mandados judiciais
Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.
O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.
Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.
Investigação
O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.
O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.
Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).
Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.
A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.
Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.
Continuidade
As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.
Integração
Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
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