Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Policial

Polícia Civil intensifica combate contra facção criminosa e esclarece crimes no norte de MT

Publicado

A ação de uma facção criminosa, envolvida em crimes graves como homicídios (tentados e consumados), latrocínio e tortura, vem sendo fortemente combatida pela Polícia Civil em investigações conduzidas pela Delegacia de Cláudia (620 km ao norte de Cuiabá). Entre os meses de abril a outubro, foram cumpridos 15 ordens judiciais, entre mandados de prisão, busca e apreensão e internação, que resultaram na prisão de lideranças do grupo e esclarecimento dos crimes praticados.

Entre os crimes esclarecidos está uma tentativa de latrocínio contra uma taxista, ocorrida no dia 12 de setembro, no município de Cláudia. Na ocasião, pelo menos três homens aguardaram a vítima chegar a sua residência e realizaram a sua abordagem com objetivo de subtrair uma camionete S-10 e o dinheiro do taxista.

Ao ser surpreendida pelos assaltantes, a vítima reagiu entrando em luta corporal com os criminosos, mas acabou rendida e levada para zona rural, onde foi torturada e forçada a passar as senhas dos seus aplicativos bancários, pelos quais foram subtraídos mais de R$ 30 mil.

Ao amanhecer, a vítima foi levada para uma estrada abandonada, onde foi atingida com diversos golpes de facas e facão, sendo abandonada em uma valeta após os criminosos acreditarem que estava morta. Depois que os suspeitos deixaram o local, mesmo com diversos ferimentos pelo corpo, a vítima caminhou até a BR163 onde conseguiu pedir socorro, sendo encaminhada ao Hospital Regional de Sinop para atendimento médico. A camionete levada pelos criminosos foi incendiada e abandonada nas proximidades de uma fazenda da região.

Assim que a equipe da Polícia Civil foi acionada, iniciou as investigações conseguindo identificar um dos envolvidos no crime, que estava trabalhando como pedreiro para vítima e quem planejou a ação criminosa. Com a identificação dos suspeitos, o delegado Edmundo Félix de Barros Filho, representou pelos mandados de prisão preventiva e busca e apreensão dos investigados, que foram expedidos Comarca de Cláudia

Veja Mais:  Homem é preso pela PM com pacotes de maconha e cocaína em Novo Mundo

Menos de um mês após o crime, o principal suspeito teve a ordem judicial cumprida, na última terça-feira (10.10), pela equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR 364, no município de Alto Garças, quando provavelmente tentava deixar o estado de Mato Grosso. Até o momento três envolvidos no crime já foram presos e outros mandados devem ser cumpridos nos próximos dias.

O investigado é reincidente de crime violento e cumpria pena em liberdade pelo latrocínio praticado em 2014, em que participou do roubo seguido de morte de um estudante de medicina, morador de Sinop foi executado em uma região de mata a aproximadamente 10 quilômetros de Lucas do Rio Verde. Na época dos fatos, o suspeito e seu o comparsa subtraíram a camionete do jovem e fugiram para o estado de Mato Grosso do Sul.

Homicídios

Três casos de homicídio ocorridos na região também foram esclarecidos nas investigações realizadas pela Polícia Civil, resultando na prisão dos envolvidos nos crimes.

O homicídio que vitimou Jefferson dos Santos Pereira ocorreu na madrugada de 14 abril, quando membros de uma facção criminosa invadiram um hotel da cidade de Cláudia, e em posse de armas de fogo sequestraram a vítima, que foi levada até uma estrada à cerca de 40 quilômetros do centro da cidade, onde foi executado com diversos disparos de arma de fogo.

O possível motivo da execução seria um suposto envolvimento da vítima com uma facção rival o, o que não foi confirmado durante a investigação. Os envolvidos no homicídio foram identificados pela Polícia Civil e presos, sendo cumpridos dois mandados de prisão contra dois investigados e o mandado de internação de um menor que confessou a participação no homicídio.

Veja Mais:  Agressor é preso pela Polícia Civil após descumprir medidas protetivas e invadir casa da ex-companheira

Ainda no mês de abril, o mesmo grupo criminoso praticou uma tentativa de homicídio no dia 11, ocasião em que cinco integrantes da facção foram até a casa em que seis funcionários de uma empresa de construção de silo estavam alojados, e praticaram um “salve” contra um dos moradores.

Uma das vítimas foi agredida com diversos golpes de mangueira nas costas e recebeu marteladas nas mãos e somente não foi executado naquela noite, pois mesmo com um grave ferimento causado por golpe de faca, conseguiu correr e fugir dos criminosos. Mais uma vez, o crime foi motivado por um suposto envolvimento da vítima com uma facção rival.

Os suspeitos foram identificados e presos com o cumprimento de um mandado de internação de um menor. Entre os envolvidos na ação criminosa estava uma das lideranças da facção criminosa na cidade que teve a ordem de prisão cumprida em ação da Polícia Militar.

Na madrugada de 26 abril, dois criminosos portando armas de fogo invadiram uma casa e fizeram os moradores reféns. As vítimas foram amarradas e sofreram agressões e ameaças sob a mira de arma de fogo por cerca de quatro horas. A ação criminosa somente teve fim com o amanhecer, quando Jadson Antônio da Silva, de 29 anos, após ser torturado e forçado a declarar simpatia à facção criminosa, foi executado com três disparos de arma de fogo na cabeça.

A execução foi filmada por um dos envolvidos no crime. Os autores do homicídio foram identificados na investigação e presos com expedição de mandados de prisão e busca e apreensão de menor infrator pelo Fórum da Comarca de Cláudia,

Veja Mais:  PRF realiza diversas apreensões em fiscalizações na Região de Pontes e Lacerda/MT

Salve em União do Sul

Outro crime que abalou a ordem pública e que também foi esclarecido, ocorreu na cidade de União do Sul, quando na noite de 17 de junho, três integrantes da facção criminosa, mais uma vez portando armas de fogo, invadiram uma residência e levaram terror aos moradores.

Os criminosos estavam atrás de jovens, entre eles, um adolescente de 17 anos, recém-chegados ao município, que supostamente seriam membros de uma facção rival. As vítimas conseguiram fugir no momento da ação do bando, sendo “caçados” durante toda a madrugada pelos criminosos que já haviam planejavam suas mortes, caso fossem localizadas.

O crime foi elucidado em menos de seis dias com a identificação e prisão por meio de mandados de prisão contra três membros do grupo, que lideravam a facção criminosa no pequeno município de União do Sul.

Para o delegado titular da Delegacia de Cláudia, Edmundo Félix de Barros Filho, o bom desempenho da Polícia Civil no esclarecimento dos crimes e desarticulação da organização criminosa é resultado da parceria com a sociedade dos municípios de Cláudia e União do Sul, Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Militar, PRF, Polícia Penal, CONSEG e Prefeitura da cidade Cláudia.

“As investigações conduzidas pela Delegacia de Cláudia com apoio dos parceiros é uma resposta aos crimes violentos praticados por integrantes de facções criminosas nos municípios. A união de todos é um fator fundamental para podemos combater a criminalidade em nossa região”, disse o delegado.

Fonte: Policia Civil MT – MT

Policial

Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados

Publicado

Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.

Veja Mais:  PRF realiza diversas apreensões em fiscalizações na Região de Pontes e Lacerda/MT

A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.

Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.

Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.

Além das grades

Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.

Veja Mais:  Autor de tentativa de homicídio em rodoviária é preso pela Polícia Civil em Tangará da Serra

Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.

A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.

Nome da Operação

O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades

Continue lendo

Policial

Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas

Publicado

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.

Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.

Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.

Não houve registro de vítimas.

Veja Mais:  Polícia Civil deflagra operação Toca dos Monsters para averiguação de denúncias
Continue lendo

Policial

Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais

Publicado

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Mandados judiciais

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.

O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.

Veja Mais:  Foragido do Pará é preso durante abordagem policial em Guarantã do Norte

Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.

Investigação

O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.

O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.

A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.

Veja Mais:  Agressor é preso pela Polícia Civil após descumprir medidas protetivas e invadir casa da ex-companheira

Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Continuidade

As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.

Integração

Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana