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Polícia Civil realiza ações de prevenção em 16 unidades do Programa Siminina

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Assessoria | PJC-MT

A Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e o projeto social Rede Digital pela Paz, realizou ações de prevenção qualificada entre os meses de agosto e setembro para 1.100 crianças e adolescentes, na faixa etária entre 07 e 15 anos, nas 16 unidades do Programa Siminina, da Prefeitura Municipal de Cuiabá, distribuídas em todas as regiões da Capital,

A parceria existente há alguns anos permitiu o atendimento de mais de 1.100 meninas do programa, o qual adota medidas preventivas sócio educacionais exclusivamente para meninas que se encontram em situação de risco e vulnerabilidade social.

A Polícia Civil adota essas ações diante do complexo cenário que tem se configurado atualmente, o qual cria um ambiente propício para a proliferação da violência em suas mais variadas formas, uma vez que locais e grupos que até pouco tempo atrás não se cogitava a prática delituosa, infelizmente tem sofrido com eventos criminosos cada vez mais corriqueiros.

O Bullying e o Cyberbullying são algumas destas formas de violência, em que sobre a falsa alegação de “brincadeiras” estudantes, dentro do ambiente escolar ou até mesmo fora dele, têm praticado xingamentos, ameaças, agressões físicas ou psicológicas, causando dor e sofrimento a colegas de escola, podendo chegar a situações mais sérias ou consequências inesperadas.

Segundo o investigador Edmir Sena, gerente do projeto Rede Digital pela Paz, com o avanço e popularização da tecnologia, especialmente dos aparelhos “smartphones” (aparelhos celulares que possuem acesso à internet e podem receber diversos aplicativos), os estudantes têm se utilizados desta ferramenta para o cometimento do Cyberbullying.

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“Infelizmente tal prática tem se alastrado como a própria disseminação da tecnologia, onde muitas vezes as crianças, adolescentes e jovens, não se atentam que podem estar incorrendo em uma ação delituosa. Todavia tais ações têm o poder de afetar, ferir ou impactar de forma até mais intensa, pois pode espalhar uma foto, uma mentira ou até mesmo uma ofensa, para um grupo enorme de pessoas em questões de segundos”, destacou o policial.

Diante do contexto uma equipe da Polícia Comunitária visitou as 16 unidades do Programa Siminina, realizando um novo formato de abordagem compost6o de: palestra, roda de conversas, tira-dúvidas, além de aproximação entre as “Simininas e os Policiais Civis”, gerando um ambiente extremante amistoso e livre de preconceitos.

Além dos temas de Bullying e Cyberbullying, foram abordados ainda: abuso sexual de crianças e adolescentes, tráfico de pessoas, prevenção à gravidez na adolescência, violência doméstica, prevenção à violência contra mulher, uso da internet e das redes sociais, empoderamento feminino e desenvolvimento de carreira. Todos estes temas foram trabalhados de forma bastante lúdicas e no linguajar próprio para a faixa etária do público-alvo.

Cada um dos 32 eventos foi desenvolvido no período de 90 a 140 minutos, tempo que demonstrou ser altamente proveitoso. Como parte do encontro, as Simininas eram desafiadas a produzirem ou uma redação (para as alfabetizadas), ou um desenho. O material recebido como feedback dos eventos deixou os policiais muito realizados por perceber o grau de assimilação das Simininas quanto aos temas abordados.

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De acordo com o Coordenador de Polícia Comunitária, o investigador de polícia e mestre em Educação Ademar Torres, em mais de 17 anos de carreira, ele ainda não havia visto uma parceria tão exitosa quanto a realizada com o programa Siminina, “conseguindo impactar de forma tão intensa um público tão seleto, quanto o atendido pelo projeto”, disse.

A investigadora de polícia Dayane Carvalho, uma das palestrantes, ficou encantada com a receptividade das meninas, bem como com o cuidado e carinho recebido pelas jovens atendidas em cada uma das unidades, que vai desde o uniforme rosa, (tênis, calça, camiseta, poncho e acessório de cabelo), e principalmente o atendimento de todos os profissionais que trabalham junto às meninas.

A equipe da Polícia Civil, já iniciou os preparativos para o próximo ciclo de palestras que devem ocorrer no próximo semestre, possivelmente abordando de forma mais profunda a questão da tecnologia e seus desdobramentos no nosso cotidiano.

Policial

Polícia Civil deflagra Operação Replay contra núcleo financeiro de facção criminosa que atuava em diversos Estados

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Investigação alcança estrutura de comando, operadores externos e patrimônio estimado em mais de R$ 17 milhões, além de bloqueio financeiro de até R$ 15,324 milhões

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (29.7), a Operação Replay para cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva, mandados de busca e apreensão, além de medidas patrimoniais e de quebra de sigilo, contra 14 integrantes e colaboradores de uma estrutura criminosa investigada por organização criminosa e lavagem de capitais. Conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), operação foi desencadeada nas cidades de Cuiabá (MT), Várzea Grande (MT), Balneário Camburiú (SC), Itapema (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A ação é um desdobramento de uma investigação continuada que já havia resultado nas operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi estruturada a partir da análise dados telemáticos. O material deu origem a relatórios técnicos que revelaram a continuidade da atuação da estrutura criminosa, com divisão de tarefas, núcleo financeiro próprio, operadores externos, utilização de contas de terceiros e aquisição de bens em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível.

A decisão judicial autorizou prisões preventivas, buscas pessoais, domiciliares e veiculares, afastamento de sigilo de dispositivos eletrônicos, compartilhamento de provas, sequestro e indisponibilidade de imóveis e veículos e bloqueio de ativos financeiros vinculados aos investigados. As medidas têm como finalidade interromper a continuidade das atividades, preservar provas, impedir a dissipação patrimonial e atingir a base econômica que sustentava a atuação do grupo.

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A dimensão da operação pode ser medida pelo patrimônio identificado. Os imóveis e veículos alcançados pelas medidas foram estimados em aproximadamente R$ 17.287.600,00. Entre os bens estão apartamentos e casas de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, três terrenos e quatro veículos. Separadamente, foi pleiteado bloqueio financeiro de até R$ 15.324.000,00, valor relacionado à contabilidade encontrada durante a investigação. Esses montantes não devem ser somados como se fossem recuperação efetiva, pois representam categorias distintas de constrição patrimonial.

Somente os imóveis foram estimados em cerca de R$ 16,68 milhões. A investigação relacionou um apartamento de luxo em Itapema, estimado em R$ 3 milhões; um apartamento de alto padrão em Balneário Camboriú, estimado em R$ 6 milhões; uma casa em condomínio fechado na região de Camboriú, estimada em R$ 6 milhões; uma residência de alto padrão em Cuiabá, estimada em R$ 1,5 milhão; e três terrenos avaliados, em conjunto, em aproximadamente R$ 180 mil.

Os veículos submetidos às medidas foram estimados em aproximadamente R$ 607,6 mil, incluindo automóveis e motocicleta registrados em nome de investigados ou terceiros ligados ao núcleo. A estratégia de descapitalização busca impedir que bens adquiridos com recursos de origem ilícita sejam vendidos, transferidos, ocultados ou reutilizados para financiar a reorganização da estrutura.

Além das grades

Outro eixo central da investigação constatou que uma liderança, mesmo custodiada em setor de segurança máxima do sistema estadual, continuava exercendo funções de comando financeiro e disciplinar. As comunicações analisadas registraram cobranças de fechamentos, determinações de recolhimento, direcionamento de valores, correção de planilhas e orientação de operadores que atuavam em liberdade.

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Em uma das planilhas encontradas, havia referência a R$ 14.093.000,00 como valor total congelado e a R$ 1.231.000,00 como total relacionado ao período analisado. O montante de R$ 15.324.000,00 serviu de parâmetro para o pedido de bloqueio financeiro. Os registros também continham referências a prestações de contas, movimentação de grandes quantidades de entorpecentes e distribuição de recursos entre diferentes núcleos.

A investigação identificou ainda que o mesmo chip atribuído à liderança foi utilizado em sete aparelhos celulares diferentes entre setembro de 2025 e março de 2026. A alternância dos terminais indica método de adaptação destinado a contornar apreensões e controles penitenciários, permitindo a continuidade das comunicações clandestinas.

Nome da Operação

O nome Replay faz referência à repetição das condutas e à capacidade de reorganização identificada após as operações anteriores. A nova fase busca interromper esse ciclo, responsabilizar os envolvidos, neutralizar o comando exercido de dentro do cárcere e retirar da estrutura os recursos financeiros e patrimoniais utilizados para manter suas atividades

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Equipe do 4º BBM utilizou cerca de 2,5 mil litros de água para extinguir as chamas

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combateu, na madrugada desta quarta-feira (22.7), um incêndio em uma madeireira, em Sinop (a 480 km de Cuiabá)

A equipe do 4º Batalhão de Bombeiro Militar (4º BBM) foi acionada por volta das 2h para atender à ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o incêndio atingia o corredor subterrâneo por onde passa a esteira responsável pelo transporte de pó de serra do interior da madeireira para a área externa. As chamas também alcançavam o acúmulo de pó de serra e algumas máquinas da serraria.

Para combater o incêndio, as equipes realizaram a abertura de acessos ao corredor subterrâneo, permitindo o combate direto às chamas e o resfriamento da estrutura afetada. A atuação dos bombeiros eliminou os focos de calor e impediu que o fogo se propagasse para outros setores da empresa.

Durante a operação, foram utilizados aproximadamente 2,5 mil litros de água no combate às chamas. Após a extinção do incêndio, os bombeiros realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos remanescentes e evitar a reignição do fogo.

Não houve registro de vítimas.

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Operação Adsumus tem Rondonópolis como foco e mira facção ligada a bingos ilegais

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (10.7), a Operação Adsumus para cumprir 17 ordens judiciais no âmbito de uma investigação que apura a atuação de uma facção criminosa em Rondonópolis. O grupo utilizava jogos de azar e bingos para ocultar valores obtidos de forma ilícita.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva, além de medidas cautelares de suspensão de atividade comercial, bloqueio de contas bancárias e quebra de sigilo bancário contra alvos nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra.

As ordens judiciais foram decretadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis, com base nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.

Os investigados respondem pelos crimes de integrar organização criminosa, lavagem de capitais, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, ingresso ou facilitação da entrada de aparelho telefônico em estabelecimento prisional, falsidade ideológica, extorsão e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Mandados judiciais

Entre as medidas cautelares determinadas pela Justiça está a suspensão das atividades de um estabelecimento comercial em Rondonópolis, onde eram realizados diversos eventos e shows.

O local funcionava como sede permanente para a realização de sorteios ilegais de bingo controlados pela facção criminosa investigada. As investigações também identificaram movimentações financeiras expressivas e incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos responsáveis pelo estabelecimento.

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Diante dos elementos colhidos, que reforçam os indícios da prática de lavagem de capitais, foi determinada a suspensão das atividades econômicas e financeiras da empresa, a lacração do estabelecimento e a apreensão das máquinas de bingo, da máquina de urso e de outros equipamentos utilizados na exploração de jogos de azar.

Investigação

O inquérito instaurado pela Derf de Rondonópolis teve início após a apreensão de um aparelho celular utilizado por um dos autores de um roubo e incêndio, ocorrido em 18 de fevereiro de 2025, em uma padaria localizada no bairro São Sebastião, em Rondonópolis.

O crime foi praticado por dois homens armados, que anunciaram o roubo e, em seguida, incendiaram as dependências da padaria. No decorrer das investigações, os dois suspeitos foram identificados e tiveram as respectivas prisões preventivas decretadas pela Justiça.

Em maio de 2025, os dois foragidos foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal portando documentos de identificação falsos. Ambos viajavam como passageiros de um ônibus interestadual que fazia o trajeto de Cuiabá (MT) para o Rio de Janeiro (RJ).

Na ocasião, a equipe da Polícia Rodoviária Federal apreendeu os aparelhos celulares que estavam com os suspeitos, e o material foi encaminhado à Derf de Rondonópolis para as providências cabíveis.

A partir da análise do conteúdo extraído dos celulares, os policiais identificaram a existência de uma célula de facção com atuação em diversos municípios de Mato Grosso.

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Conforme apurado, trata-se de um grupo criminoso que atuava nos crimes de tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos de azar, fraude processual e falsidade ideológica.

Continuidade

As diligências prosseguem para a conclusão das investigações e finalização do inquérito policial, com o consequente indiciamento dos envolvidos.

Integração

Participaram da Operação Adsumus equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, com apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

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